segunda-feira, 2 de março de 2015

Campanha: Bem vestido no natal

Caríssimos irmãos de fé rubro-negra,
Salve, Salve, FLAleluia!



"Louvemos o poeta Zico que jogava futebol como se a bola fosse uma rosa entreaberta a seus pés".

Assim escreveu o saudoso jornalista Armando Nogueira, quando Zico fez seu jogo de despedida no Maracanã em 1990. E como louvar o poeta da bola que passou 18 anos com o Manto Sagrado, fez 509 gols em 732 jogos, ganhou 3 Taças Rio, 9 Taças Guanabara, 7 Cariocas, 4 Brasileiros, 1 Libertadores e 1 Mundial? Vamos mostrar como!

Amanhã, dia 03 de março, Zico completa 62 anos. Para milhares de apaixonados esse é o dia do Natal Rubro-Negro! Zico é uma espécie de divindade e por isso merece uma homenagem especial no dia do seu aniversário. Para isso pedimos que cada torcedor saia de casa vestindo preto e vermelho e não necessariamente com uma camisa do Flamengo, pode ser uma blusa preta ou vermelha, fazer uma foto e postar nas Redes Sociais (Facebook, Twitter Instagram) com as hashtags #NatalRubroNegro ou #BemVestidonoNatal.

Vamos vestir Rubro-Negro e parabenizar o nosso eterno Galinho de Quintino? 

 FLAmém!

domingo, 1 de março de 2015

Em homenagem aos 450 anos do Rio de Janeiro, adidas lança novo manto do Flamengo no céu carioca

Caríssimos irmãos de fé rubro-negra,
Salve, Salve, FLAleluia!

Marcelo Cirino e Nego do Borel apresentaram a camisa em voo pela cidade e proclamam os Rubro-negros “Donos do Paraíso”




O paraíso tem dono: o Flamengo. Para lançar o novo uniforme número três, que homenageia os 450 anos da Cidade Maravilhosa, o jogador Marcelo Cirino aceitou o convite do Mc Nego do Borel e da adidas e foi apresentado aos principais cartões postais do Rio de Janeiro a partir de um ângulo privilegiado. A bordo de um helicóptero, eles sobrevoaram os principais cenários da capital carioca e revelaram a nova terceira camisa. 

O novo modelo, que vai pela primeira vez a campo ainda neste domingo (1), no clássico entre Flamengo e Botafogo, retoma o histórico estilo quadriculado, com dois quadrantes em preto e dois em vermelho, em referência à primeira camisa de futebol do clube, conhecida como “Papagaio Vintém”. A barra da camisa traz a cor azul, em referência à bandeira do estado do Rio de Janeiro, e há também o selo “Rio de Janeiro 450 anos”. 




“O Flamengo, por seu tamanho e história, é um ícone do Paraíso que é o Rio de Janeiro. Nada mais natural do que em uma data tão importante, como os 450 anos da cidade, que aconteça essa homenagem para os torcedores rubro negros”, afirma Luiz Gaspar, diretor da categoria de futebol para clubes da adidas do Brasil.

O novo manto é a terceira homenagem da adidas e do Flamengo à cidade do Rio de Janeiro: a camisa três lançada em 2014 possui imagens que remetem a pontos como Pão de Açúcar, Corcovado e Lagoa Rodrigo de Freitas e a camisa dois traz a marca d’água com o arco da Apoteose.

“O Flamengo é parte indissociável dos melhores momentos dos 450 anos do Rio de Janeiro. O Brasil é a nossa casa, mas o Rio é o berço do Flamengo. A reedição da clássica Papagaio de Vintém é uma justa homenagem do Flamengo e da adidas a essa marca histórica da cidade”, afirma Eduardo Bandeira de Melo, presidente do clube.

O modelo conta com a tecnologia ClimaCool® da adidas, que considera como e onde o corpo produz mais calor e suor e coloca tecidos específicos nessas áreas para melhorar a ventilação. A tecnologia permite que o atleta permaneça mais tempo com a temperatura ideal do seu corpo.

O novo uniforme já está disponível nas lojas físicas adidas, em www.adidas.com.br/flamengo, lojas oficiais do Flamengo e lojas de varejo esportivo em todo Brasil. As camisas com tecnologia Climacool® custarão R$ 249,90 (adulto) e R$ 199,90 na versão infantil, feminina e mini kit.

 FLAmém!

sábado, 8 de novembro de 2014

ELES ACREDITARAM. NÓS, TAMBÉM! OU O FEITIÇO QUE VIROU CONTRA O FEITICEIRO.

Caríssimos irmãos de fé rubro-negra,
Salve, Salve, FLAleluia!

“Quer você acredite que possa realizar alguma coisa ou não, você estará certo!” (Henry Ford)



Após o gol de empate no final do primeiro-tempo, eles acreditaram que poderiam virar e se classificar. O pior é que nós também acreditamos na mesma coisa. O resultado foi um time vibrante de um lado, em sinergia com sua torcida, enquanto do outro um grupo acovardado, com o treinador perdido em substituições inexplicáveis e com a bola queimando os pés dos jogadores. Tudo dava certo para eles e errado para nós. 

O irônico é que fomos vítimas naquilo que somos mestres. Nosso feitiço se virou contra nós. Quantas vezes nossos gritos vindo de cima não empurraram o time #ParaCimaDeles,Mengo? Quantos sapos em campo não foram transformados em príncipes ungidos pelo Manto Sagrado? Quantos adversários não ficaram acuados em sua própria área tal qual sparrings encolhidos nos cantos dos ringues sob pressão de nossa inflamada torcida? Quantas partidas os torcedores, com seus gritos de confiança, não conquistaram para o clube? Quantos milagres não presenciamos no Maraca? Em quantas oportunidades acreditamos quando ninguém mais acreditava, nem mesmo os próprios jogadores, até ele entrarem em campo e na sinergia com a arquibancada fazerem o impossível acontecer? 

O segundo-tempo daquele fatídico jogo teve toda a cara de Flamengo, de Maracanã, mas infelizmente, tudo aconteceu de forma inversa. O medo de perder estava conosco e a confiança no feito improvável, neles. 

É fato que o atual time do Atlético é melhor do que o do Flamengo. Porém, com todas as nossas limitações imagino que ninguém tenha dúvida de que teria sido possível passar para a final. Afinal, estivemos muito próximos dela. Pela maneira como tudo transcorreu, a surpresa acabou sendo a nossa eliminação. 

Como ensinam os manuais de autoajuda, tudo que um sonho precisa para ser realizado é de alguém que acredite que isso seja possível ou acredite em si próprio e chegará o dia em que os outros não terão outra escolha, senão acreditar com você. Ou como Alice no País das Maravilhas: a única forma de chegar ao impossível, é acreditando que é possível. 

Crenças nascem do empirismo, da compreensão que temos sobre nossas experiências e em um efeito cíclico vão moldando nossas experiências futuras. Vemos essencialmente o que acreditamos. Vivemos conforme cremos. 

É natural acreditar em algo que acontece de forma recorrente. Se um raio cai duas vezes no mesmo lugar, há algo a mais do que coincidência. Há algo atraindo o raio. O que dizer de 4 vezes? Pois por quatro vezes esse time do Atlético reverteu um placar adverso de 2 a 0. Na quarta, fomos a vítima. Mas, para que isso acontecesse, tanto eles quanto nós primeiro acreditamos na existência do para-raio. Esse comportamento mútuo moldou o segundo-tempo daquele jogo. De um lado, a confiança na classificação. De outro, o medo de perdê-la. 

É fácil para quem é Flamengo entender essa dinâmica. Difícil é aceitá-la contra nós. Esse é o nosso feitiço. Essa sempre foi nossa magia, a nossa mística. Nós fazemos a hora, fazemos acontecer. Porém, dessa vez, nosso time acreditou na crença alheia. Assim, não sonhamos nossos sonhos, mas o deles e o pesadelo se tornou real. 

Quando a mente se abre a uma nova ideia nunca mais volta à forma anterior. Que essa experiência nos sirva de lição. Que saibamos que o medo de perder elimina a vontade de vencer. Que tenhamos a noção de que resultados não devem ser garantidos, mas sim conquistados, alcançados. Que um time de massa não tenha medo da pressão de um estádio. Que a diretoria priorize a montagem de um time atraente e competitivo capaz de gerar renda suficiente para autofinanciar o investimento a ser realizado. 

Mas, eu juro que, no pior momento, vou te apoiar até o final. Somos grandes também porque aprendemos a nos levantar. É hora de juntar os cacos e seguir adiante. Não compactuo com a ideia de que o nosso objetivo fosse apenas o de fugir da confusão. Metas precisam ser desafiadoras, relevantes e estarem à altura de nossa capacidade. 

Ousar sonhar, ousar viver. Sonho sim com um feliz 2015, rubro-negro, com um time que honre o manto, que tenha metas grandiosas, digna de nossas tradições e do tamanho de nossa torcida. Mas, não me permito, como Flamengo que sou, ver apenas o tempo passar. Ainda havemos de conquistar. Há batalhas a serem enfrentadas e desejos a nos inspirar ainda neste ano. 

Um sonho sonhado sozinho é um sonho. Um sonho sonhado junto é o começo da realidade. O verdadeiro projeto ainda está matematicamente ao nosso alcance. 

Se as coisas são inatingíveis… ora! Não é motivo para não querê-las. Se não se tornar possível, ao menos teremos o orgulho da dignidade de termos tentado, de não fugir antes da guerra terminar. No mínimo, teremos mais inspiração para 2015.
De qualquer modo, se há esperança, #EuAcredito!


 FLAmém!

domingo, 10 de agosto de 2014

Ser Pai.... Feliz dia dos Pais, Nação Rubro-Negra!

Caríssimos irmãos de fé rubro-negra,
Salve, Salve, FLAleluia!


E que o presente a todos os pais e filhos que fecharam com o certo seja uma vitória sobre os genéricos pernambucanos logo mais.

#SimboraMengão #XôRebaixamento #TimeGrandeNãoCai


 FLAmém!

segunda-feira, 14 de julho de 2014

A Noite em que Zico jogou com a Nove


Caríssimos irmãos de fé rubro-negra,
Salve, Salve, FLAleluia!



Texto escrito, quando o Maracanã estava em obras para a Copa, para ser publicado em um livro sobre um jogo inesquecível no nosso Templo Sagrado, que infelizmente não chegou a ser lançado.

Publico hoje em homenagem às lindas imagens transmitidas para o mundo inteiro na final da Copa do Mundo, na expectativa de que ele volte a ser da torcida rubro-negra, como já aconteceu após a reforma, na Copa do Brasil do ano passado.




Estávamos em 1979. Seria um jogo especial. O Flamengo enfrentaria o Atlético MG numa prévia do que se tornaria em pouco tempo o grande confronto nacional. Esse se tratava de um amistoso beneficente, em favor das vítimas de uma enchente ocorrida em Minas Gerais e com um atrativo especial: Pelé jogaria pelo Flamengo. Com a camisa 10!

Até então, só tinha tido a oportunidade de ver jogos contra times pequenos. Como esse jogo ocorreu numa sexta à noite, meu saudoso pai me prometeu que viríamos ao Rio assisti-lo (morava em Petrópolis na ocasião). Fiquei eufórico!

Acordei cheio de expectativas e ansioso porque a aula não acabava. Viemos ao Rio logo depois do almoço. Ficamos na casa de uma tia em Copacabana, onde eu viria a morar anos depois já na faculdade.

Deu tempo de dar um pulinho na praia, tomar um banho e vestir o uniforme completo. Manto sagrado, calção, meião e chuteiras.

- Está pronto para jogar? - perguntou Tio Eduardo
- Se alguém se machucar, ele entra - respondeu meu pai.

Ora, mas como ambos eram flamengo, sabiam exatamente que eu também jogaria. Só que ao invés da bola, usaria minha fé e minha voz nas arquibancadas e, no meu mundo infantil, a roupa era essencial para fazer parte do espetáculo.

Descemos e ficamos esperando um táxi. Estava tudo engarrafado e comecei a reclamar que perderíamos o jogo ao ver meu pai preocupado que nenhum "amarelinho" passava vazio.


De repente, parou um Opalão. Azul! O motorista perguntou se iríamos ao jogo e meu pai quis saber o preço. Lembro que houve uma negociação rápida. Ao entrarmos no carro e ver outras pessoas dentro, eu perguntei:

- Pai, isto é um táxi?
- Hoje é! - respondeu papai
- Logo vi que vocês iam ao jogo por causa da "fantasia" do menino - falou o motorista.

Pronto! Eu conhecia assim as dificuldades de transporte para se chegar ao estádio, a existência das "lotadas" e, destas, já não gostava! Um táxi que nem amarelo era, "rachado" por vários passageiros e com um motorista metido a engraçado. Onde já se viu chamarem meu uniforme de fantasia?

Chegamos! Estava em cima da hora. Dificuldade para entrar e um pequeno arrependimento do meu pai por ter me trazido para um jogo cheio (140mil pagantes, segundo ajuda do Google).

Subimos pela rampa superior. Ao nos aproximarmos, o som da torcida foi inesquecível. Esta sempre foi uma das melhores sensações do Maracanã. Ouvir o grito da massa rubro-negra e a vibração positiva antes mesmo de conseguir avistá-la. Era o recado aos visitantes: o estádio tinha dono! Impossível não se arrepiar.

Entramos pelo meio do campo mesmo. Fomos pedindo licença. A quantidade de gente me impressionava. Os times já estavam em campo, mas eu olhava mais para a torcida. Meu pai me puxava, pois eu chegava a ficar paralisado olhando para as arquibancadas cheias, as bandeiras tremulando e tentando entender os gritos de guerra.
- Mengooooo! - eu gritava sem parar e pensava no porquê de não ter sido trazido a um jogo cheio até então. Aquilo ali é que era o Flamengo, eu pensava!

Conseguimos um lugar. O jogo já iria começar. Iria ver Pelé jogar e quem sabe confirmar finalmente tudo que meu pai falava dele. Mas, no caminho, diante de nova provocação do motorista de taxi, cheguei a afirmar que duvidava que ele pudesse ser melhor do que o Zico.

Meu pai me disse que o presidente e o governador estavam no estádio. Mas, eu não achei nada demais nisto. O que importava era que a Nação estava lá.

O Atlético marcou primeiro. Nem vi o lance direito, de tão concentrado na torcida que estava. E ao perguntar na inocência de um menino, tomava uma bronca do meu pai:
- Ué, gol do Atlético?
- Claro! Você não presta atenção no jogo. Pare de olhar a torcida e se concentre no que acontece em campo que vamos virar - numa superstição só aceitável por ele em jogos de futebol.

Mas, a mesma torcida já gritava e eu e meu pai acompanhávamos. Ainda no primeiro tempo, pênalti para o Flamengo. A expectativa era que Pelé bateria. Mas, quem pegou a bola foi o Galinho de Quintino. Goooooollllllll!

No intervalo, Pelé, fora de forma, foi substituído. Em campo, alguns belos toques e umas tabelas com Zico que fizeram meu pai dizer que lembravam a dupla que ele fazia com Coutinho no Santos.

No segundo-tempo, sem Pelé, o Flamengo parecia mais à vontade. Zico fez mais dois. Luizinho, que entrara no lugar do Atleta do Século, fez o quarto e Cláudio Adão definiu o placar: 5 x 1. Goleada histórica! Show de bola e uma inesquecível festa nas arquibancadas lotadas, ainda sem cadeiras e quaisquer divisões. Meus olhos brilhavam de orgulho. Orgulho de pertencer à Nação Rubro-Negra!

No dia seguinte meu tio ainda perguntou se gostei de Pelé.
- Gostei do Zico - respondi, não sem antes completar - e da festa da torcida!

O tempo passou e voltei muitas outras vezes ao Maracanã. Lá vibrei, comemorei, sorri, gargalhei, chorei, sofri, passei apertos e me emocionei com o espetáculo em campo e fora dele. Vi títulos heróicos conquistados na base da garra e também micos homéricos e derrotas sofridas. Enfim, no Macara, eu vivi!

Plagiando o poeta, ser rubro-negro é só se sentir em casa em meio à adorável desorganização do Maracanã.

Volte logo, velho companheiro! Estaremos prontos para lhe devolver a alma vermelha e preta, a alma popular!





 FLAmém!

domingo, 29 de junho de 2014

Parabéns, Júnior: 60 anos do Maestro da Gávea

Caríssimos irmãos de fé rubro-negra,
Salve, Salve, FLAleluia!


Hoje, 29 de junho, comemoramos os 60 anos de um dos maiores jogadores da rica história do Flamengo. Um ídolo dentro e fora de campo. 

Como assim falou Zaratustra, estamos em tempos de supérfluos que quanto mais dinheiro recebem, mais pobres se tornam; que querem se aproximar do trono, como se as Flalegrias brotassem de lá, como se o Panteão Sagrado fosse a causa e não a consequência de seus atos. Pobres falsos ídolos!  É cada vez mais caro e mais raro um verdadeiro como o Maestro Júnior. Parabéns! Feliz Aniversário, Multicampeão!

A vida antes do Flamengo
Paraibano,  Leovegildo Lins da Gama Júnior nasceu em João Pessoa em 29 de junho de 1954, mas veio ainda garoto para o Rio de Janeiro. Conforme narrado por Roberto Sander, em "Os 10 mais do Flamengo", ele é oriundo de uma família de tricolores e um tio avô sempre o levava aos estádios para ver os jogos do Fluminense. No entanto, em segredo ia assistir os jogos do Flamengo com amigos e ali se sentia mais feliz, conforme declaração do próprio no mesmo livro.
"Gostava do Fluminense. Mas era o Flamengo que mexia comigo. Aquela força, a energia da torcida, tinha muito mais a ver com minha personalidade" (Júnior)

Sua vida de boleiro começou na praia de Copacabana, no Juventus da Rua Figueiredo Magalhães. A longa carreira que desenvolveu depois, sendo inclusive chamado de "Vovô Garoto",  tem origens naqueles tempos, pois as areias lhe proporcionaram um condicionamento físico excepcional. Dessa forma, conseguiu jogar profissionalmente até os 38 anos, sem qualquer lesão grave.

Roberto Sander também narra que Júnior atuou no futebol de salão, tendo passado pelo Flamengo e pelo Israelita. No Juvenil do Botafogo teve sua primeira chance no futebol de campo.  Queria atuar no meio, mas só tinha vagas na lateral. Acabou desistindo. Passou pelo Fluminense e pelo América, antes de chegar no Flamengo em 1974, já com 19 anos.


O Início da Carreira e a Era de Ouro

Começou no Flamengo meio-campo com a camisa 8, mas acabou improvisado na lateral direita mesmo contra sua vontade. Estreou no time de cima ainda em seu primeiro ano na Gávea, no dia 20/11/74, substituindo Humberto Ramos contra o Madureira  e não mais saiu do time, tendo sido decisivo nos jogos finais contra um poderoso América, que contava com Orlando Lelé, Gilson Nunes, Bráulio, Luizinho Lemos e Edu (irmão do Zico).


Quando Toninho Baiano, jogador de Seleção Brasileira, chegou ao Flamengo envolvido num troca-torca com o Fluminense, onde perdemos Doval e Rodrigues Neto, O "Capacete", como era conhecido por causa de seu penteado Black Power, perdeu a posição de titular e acabou improvisado na lateral esquerda. Como bom profissional que sempre foi, Júnior passava horas treinando chutes com o pé esquerdo em um paredão.
"Sabia que tinha que melhorar a capacidade de passar e cruzar com a canhota. Quando fiz de canhota o cruzamento na medida para o Zico marcar um gol num jogo decisivo com o Grêmio pelo Brasileiro de 82, lembrei o quanto valeu a pena ter ralado naquele paredão" (Júnior - Os 10 mais do Flamengo)
Foram anos de glória, sendo presença constante nas convocações da seleção brasileira e participando ativamente da Era de Ouro do Flamengo. Em 1984, já sem Zico no time, ele passou a atuar no meio-campo em um torneio na Itália e acabou despertando a atenção do Torino, para onde se transferiu.


Os anos na Itália

Por 5 anos, Júnior atuou na Itália. Lá seu primeiro clube foi o Torino, onde é reverenciado com um ídolo e presença constante em celebrações do clube como na foto acima. Conforme nos conta Roberto Sander, seu senso de profissionalismo foi novamente decisivo em sua carreira. Ao se dedicar aos treinamentos e mergulhar de cabeça na cultura italiana, Júnior se firmou rapidamente no time e não teve problemas de adaptação. Tanto que em 1985, ou seja, logo ao fim de sua primeira temporada, já foi eleito o melhor jogador do campeonato italiano.


Considerado pelos italianos como "uno dei più grandi giocatori di tutti i tempi" (um dos maiores jogadores de todos os tempos), Junior comandou o meio-campo do Torino na temporada 84/85, onde o time terminou na segunda colocação do campeonato. Desentendimentos com o então treinador Radice fizeram Junior não renovar seu contrato com o clube de Turim após sua terceira temporada e ir parar no pequeno Pescara. Como capitão da equipe, foi eleito para a seleção do campeonato mesmo atuando em um clube que brigou para não ser rebaixado. No entanto, na sua segunda temporada nesse time, não conseguiu evitar o rebaixamento (coincidentemente junto com o Torino, que sentia sua falta) e considerou encerrada sua experiência no "Calcio" italiano, não sem antes receber o título de Embaixador da cidade de Pescara.


A Volta ao Flamengo

Uma inocente pergunta de seu filho Rodrigo foi o grande motivador para sua volta à Gávea, como consta no Livro "Os 10 mais do Flamengo":
"Ele me perguntou: 'Pai, quando é que vou te ver jogar no Maracanã?´Aquilo fez com que eu resolvesse voltar ao Brasil e, obviamente, ao Flamengo. Não poderia pendurar as chuteiras sem dar essa alegria ao meu filho". (Júnior)
Em junho de 89, com 35 anos, Júnior voltaria a vestir "sua segunda pele" como se referia ao Manto Sagrado. A segunda fase da carreira do Júnior no Flamengo foi tão 'assombrosa quanto a primeira", na palavras poéticas de Ruy Castro. Afinal, a experiência do "Vovô Garoto" foi fundamental em um time jovem e talentoso que o Flamengo tinha montado.

O Maestro jogou até os 38 anos, aposentando suas chuteiras em 1993.

Beach Soccer

Um dos precursores do que passou a se chamar Beach Soccer, Júnior ainda jogou muita bola, trocando os gramados pela areia. Mesmo tendo atuado com idade avançada, ele é considerado por muitos como o melhor jogador da história dessa modalidade, que conseguiu transformar em um sucesso de público.

O Dirigente e o Treinador
Depois de deixar de jogar Júnior foi treinador por duas vezes (93/94 e 97) e dirigente do Flamengo (2004), tendo se destacado por ser o gerente responsável pela implantação do Fla-Futebol, a primeira tentativa de profissionalização de nosso Futebol.


As Conquistas
Não existe herói sem grandes conquistas. Não poderia ser diferente com esse astro que foi quem mais vestiu a camisa rubro-negra, por 874 vezes, uma marca que fala por si só. 

Flamengo
• Copa Européia/Sul-Americana - Mundial Interclubes: 1981
• Copa Libertadores da América: 1981
• Campeonato Brasileiro: 1980, 1982, 1983, 1992
• Copa do Brasil: 1990
• Campeonato Carioca: 1974, 1978, 1979, 1979 (especial), 1981, 1991
• Taça Guanabara: 1978, 1979, 1980, 1981, 1982
• Taça Rio: 1991
• Torneio de Goiás: 1975
• Torneio de Jundiaí: 1975
• Torneio de Mato Grosso: 1976
• Troféu Ramón de Carranza: 1979
• Troféu Ramón de Carranza: 1980
• Troféu Cidade de Santander: 1980
• Torneio de Nápoles: 1981

Seleção Brasileira
• 2º Lugar Mundialito de Montevidéu (Uruguai): 1980
• Taça da Inglaterra: 1981
• Taça da França: 1981
• 5ª Colocação Copa do Mundo de 1982
• Troféu Sport Billy Time Fair play Copa do Mundo 1982
• 2º Lugar Copa América: 1983
• 5ª Colocação Copa do Mundo de 1986
• Troféu Sport Billy Time Fair play Copa do Mundo 1986
• Copa da Amizade: 1992

Seleção Brasileira de Beach Soccer
• Copa América 1994
• Campeonato Mundial 1995
• Copa América 1995
• Campeonato Mundial 1996
• Copa América 1996
• Campeonato Mundial 1997
• Copa América 1997
• Campeonato Mundial 1998
• Copa América 1998
• Copa Mercosul 1998
• Copa Latina 1998
• Campeonato Mundial 1999
• Copa América 1999
• Copa Mercosul 1999
• Copa Latina 1999
• Campeonato Mundial Etapa Brasil da Ligas das Américas 2000
• Copa do Descobrimento 2000
• Copa Intercontinental 2001
• Copa Mercosul 2001

Seleção do Rio de Janeiro de Beach Soccer
• Campeonato Brasileiro 1998
• V Desafio Paulistas x Carioca 2000

Prêmios como Jogador de Futebol
• Bola de Ouro da Revista Placar: 1992
• Bola de Prata da Revista Placar: 1980, 1983, 1984, 1991, 1992
• Craque do time das estrelas da Copa do Mundo da Espanha: 1982
• Melhor Jogador do Campeonato Italiano: 1985
• FIFA 100: 2004

Prêmios como Jogador de Beach Soccer
• Melhor Jogador do Campeonato Mundial de Beach Soccer: 1995, 1997, 1998, 2000
• Artilheiro do Campeonato Mundial de Beach Soccer: 1997, 1998, 1999, 2000



Júnior é um ídolo como toda torcida gostaria de ter. Somos privilegiados por tê-lo tido no Flamengo. Um verdadeiro ídolo imortal. Muito obrigado por tudo!

FLAmém!

domingo, 4 de maio de 2014

Os novos Mantos lançados pela adidas



Caríssimos irmãos de fé rubro-negra,
Salve, Salve, FLAleluia!

Aproveitei esse excesso de feriados para uma pausa. Ao retornar de meu retiro, revitalizado, já sinto os bons fluídos com a vitória de virada sobre o Palmeiras, após aquela escalação sem nexo na primeira etapa e correção dos rumos no tempo final.
Tão bom quanto, foi o que me esperava. Em uma bela embalagem, recebi um lindo mimo da adidas: uma camisa comemorativa da conquista do 33º campeonato carioca. Obrigado, adidas!




Na caixa, os dizeres transcritos abaixo:

A História se repetiu
100 anos do nosso primeiro título estadual
33 vezes Flamengo!
O Mengão levantou outra taça.
Quer dizer, a mesma taça que levantou mais
do que qualquer time do Rio de Janeiro.
Dizem que a História se repete. Como de 1914 para
cá conquistamos tudo o que era possível conquistar,
seguiremos à espera de novos campeonatos.
Enquanto isso, vamos vencendo os que existem.

Além dessa, chegou nas lojas o modelo retrô da nossa geração de ouro. Veja abaixo a nota da própria fornecedora.



adidas Originals lança réplica da camisa do Flamengo

Depois das réplicas das camisas do Palmeiras, Fluminense e os modelos das seleções da Copa, é a vez do Flamengo receber uma edição especial assinada pela adidas Originals. O modelo foi inspirado no uniforme do time usado nos anos 80, época de ouro para os flamenguistas.

Campeão da Libertadores e da Copa Internacional em 1981, o time era patrocinado pela adidas, que traduziu todo o talento da equipe em uma homenagem nostálgica. O modelo retro traz as listras que deram fama ao time, no shape da pólo com o mesmo tecido da época e o número “10” nas costas, referente ao ícone Zico.

Disponível a partir de hoje na loja da adidas nos Jardins e no site oficial da marca, a camisa custa R$ 299.




 FLAmém!

quarta-feira, 5 de março de 2014

A ação do #ParabensZico - Um Golaço da Comunicação do Clube

Caríssimos irmãos de fé rubro-negra,
Salve, Salve, FLAleluia!


A ação #ParabensZico foi um sucesso. Mais de 100mil tweets usaram a hasttag da campanha para desejar um Feliz Aniversário ao nosso ídolo maior e a colocaram nos TTs Mundiais (que significa - trend topics = os termos mais usados no twitter no mundo).

No dia 02 de março, diversos personagens virtuais selecionados pela Equipe de Comunicação do Flamengo (inclusive este humilde escriba da Palavra da Salvação Rubro-Negra) receberam um email avisando que ao meio-dia de Brasília, que correspondia a meia-noite no Japão já do dia 03, seria iniciada uma campanha digital para homenagear o Zico.

A parceria com aqueles que foram considerados pelo clube como incentivadores digitais deu certo e rapidamente #ParabesZico estava no TT Brasil. Um ponto alto da campanha foi que a cada mensagem com a tag os usuários recebiam uma foto autografada e personalizada, como essas abaixo.




Além disso, quem mais mandou mensagens ou teve seus comentários retweetados (o mesmo tweet reenviado por outros usuários) apareceu no site do clube. O grande campeão foi @LeandroR_1994 que enviou nada menos do que 1223 tweets com #parabensZico, até o momento em que escrevo este post. Em seguida, ficou o @Motta_Fla com 653 mensagens parabenizando o nosso Messias.


Já a mensagem mais retweetada foi enviada pelo próprio perfil oficial do Flamengo (@Flamengo) e foi replicada na rede por 384 usuários.
E o grito de "Meeeeengo" invade o Sambodromo!! #ParabensZico #Zico@ziconarede pic.twitter.com/kOUAJhQhcl
O perfil oficial teve mais duas mensagens no ranking do TOP5 e foi acompanhado na relação pelos perfis oficiais do Ronaldo Fenômeno e do Leo Moura.


Ainda foi possível escolher o gol mais importante do Galinho e se sagrou vencedor com 80% dos votos dos internautas o segundo da vitória sobre o Cobreloa que garantiu o titulo da Libertadores em 1981.

Em uma campanha grande, alguns probleminhas inesperados acabam sempre aparecendo. Desta vez, alguns usuários (poucos, ressalta-se) reclamaram que não estavam recebendo as fotos autografadas. Dois entraram em contato comigo e encaminhei os casos para a área do clube responsável pela campanha. 

O primeiro foi @Joaquim_RN que não estava recebendo por ter o perfil protegido. Ele desprotegeu temporariamente e passou a receber. Já @Ivanpataleao não teve a mesma sorte. Ele diz ter recebido apenas uma foto (abaixo), apesar de ter enviado várias mensagens comemorando o Natal Rubro-Negro. O clube ainda da continua tentando entender o que causou o problema.


Parabenizo os idealizadores pela excelente campanha e pela presteza em tentar resolver os poucos problemas surgidos. Zico merece! Fiquem abaixo com uma seleção das melhores fotos enviadas (as 10 que mais gostei, em homenagem ao número de sua camisa). Cliquem para ampliar!
















 FLAmém!

domingo, 2 de março de 2014

#ParabénsZico


Caríssimos irmãos de fé rubro-negra,
Salve, Salve, FLAleluia!



Ação do Flamengo no Twitter presenteia Galinho e seus admiradores, que ganharão uma recordação personalizada do ídolo


Em uma iniciativa do Clube de Regatas do Flamengo e da Assessoria do Zico em parceria com o Twitter e com a Flowics, o Natal Rubro-Negro será comemorado nas redes sociais.

A partir de meio-dia de hoje (horário de Brasília), que corresponde a meia-noite no Japão, já do dia 03, todos nós poderemos dar os parabéns ao eterno Camisa 10 da Gávea. 

Para participar é muito simples: envie uma frase pelo Twitter parabenizando o galinho com a tag #ParabensZico O perfil do Flamengo no Twitter responderá aos tweets  com uma fotografia do ídolo, autografada e com dedicatória nominal - sendo considerado o nome de usuário no Twitter. O torcedor ainda poderá colecionar as imagens, já que são diversas fotos enviadas de forma randômica e cada usuário da rede  social poderá tuitar #ParabensZico quantas vezes desejar.

Na página http://www.flamengo.com.br/parabenszico, todas as ferramentas usadas na campanha poderão ser acompanhadas pelos fãs. 


 FLAmém!

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Novo manto do Flamengo homenageia o carnaval carioca

Caríssimos irmãos de fé rubro-negra,
Salve, Salve, FLAleluia!

Queridos irmãos de fé rubro-negra, segue abaixo mais uma novidade da adidas.



Novo manto do Flamengo homenageia o carnaval carioca

Arco da Praça da Apoteose está retratado na nova camisa II
 rubro-negra
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Flamengo e adidas apresentam nesta data (27/02/14), o novo uniforme número II. A nova camisa é branca e tem como destaque a marca d’água inspirada no arco da Praça da Apoteose, principal cenário do carnaval carioca.

Outra novidade está nos ombros, que voltam a ser vermelhos com detalhes em preto, como no modelo clássico utilizado pelo clube entre os anos de 1981 e 1983. O escudo também possui um novo formato, diferente do CRF que vem sendo usado na camisa I.

O lançamento da nova camisa II mantém as homenagens à cidade do Rio de Janeiro, assim como o atual terceiro uniforme, que possui imagens que remetem a pontos como o Pão de Açúcar, Corcovado e a Lagoa Rodrigo de Freitas. 

“O carnaval e o futebol são dois dos maiores representantes da cultura do nosso país e da cidade do Rio de Janeiro. Nada mais natural do que o clube mais popular do mundo homenagear esse espetáculo que é o carnaval carioca”, afirma Luiz Gaspar, gerente da categoria de futebol para clubes da adidas do Brasil.

O modelo conta com a tecnologia ClimaCool® da adidas, que considera como e onde o corpo produz mais calor e suor e coloca tecidos específicos nessas áreas para melhorar a ventilação. Assim, permite que o atleta permaneça com a temperatura ideal do seu corpo.

O novo uniforme do Flamengo vai a campo no dia 9 de março no clássico contra o Botafogo pelo Campeonato Carioca e estará à venda a partir do dia 11 nas lojas adidas, e-com (www.adidas.com.br/flamengo), lojas oficiais do Flamengo e do varejo esportivo, primeiramente, no Rio de Janeiro, Espírito Santo e Brasília. As camisas com tecnologia Climacool® custarão R$ 219,90 (adulto) e R$ 179,90 na versão infantil, feminina e mini kit.

Seguem fotos com os detalhes (clique nelas para ampliar):














 FLAmém!

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Filme mostra torcida do lado de fora do Maraca na decisão da Copa do Brasil 2013

Caríssimos irmãos de fé rubro-negra,
Salve, Salve, FLAleluia!

Não importa se o preço do ingresso estava caro, se não conseguiu ingresso, o importante era participar. Assista e se emocione com o filme abaixo. Trata-se do sentimento de Flamengo na veia!

 

FLAmém!

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Emocionante carta da filha do Santiago Andrade para os jogadores do Flamengo

Caríssimos irmãos de fé rubro-negra,
Salve, Salve, FLAleluia!

Segue abaixo transcrição da carta enviada ao Clube do Flamengo e direcionada ao jogadores. de autoria de Vanessa Santiago, filha de Santiago Andrade, ex-cinegrafista da Band, falecido recentemente após ter sido atingido por um rojão durante um protesto.



Meus amigos do Clube de Regatas do Flamengo
Meus jogadores

Pedi ao clube e sua diretoria que fosse feita uma faixa em homenagem ao meu pai, Santiago Andrade, e os atuais gestores atenderam prontamente.

Queria dizer a vocês, jogadores, que o gesto de vocês chegará ao céu. Que meu pai, que ama o Flamengo, e está agora nos vendo do outro lado, sentirá uma felicidade quase tão grande quanto a que ele sentiu quando se sentiu mais perto de Deus, na segunda-feira passada.

É muito difícil definir o que é o Flamengo na vida de uma pessoa. Cada um tem sua forma de sentir paixão, de sentir amor. Mas na minha vida, e na vida do meu pai, é fácil: o Flamengo é uma forma de eternizar nossa infância, aquela em que subimos nos ombros do nosso pai para ver melhor o gramado, para ver melhor um lance que pode ser gol. O Flamengo é onde eu e meu pai nos encontrávamos quando queríamos ficar mais juntos, quando queríamos sorrir só um para o outro, quando ninguém mais visse.

E meus queridos jogadores: o Flamengo é onde esta filha e seu pai muito amado vão continuar se encontrando, sempre.

O meu pai estará vendo e torcendo, e tenho certeza de que está dizendo um muito obrigado pelo esforço de vocês, pelo carinho, pela compreensão

Vamos, Flamengo, vamos ser campeões. Eu e meu pai não conseguimos tirar os olhos de vocês.

Vanessa Andrade


 FLAmém!