sábado, 23 de outubro de 2010

São Judas Tadeu encontra São Januário nas vésperas do Flamengo x Vasco

Caríssimos irmãos de fé rubro-negra,
Salve, Salve, FLAleluia!

São Judas Tadeu andava tranquilamente pelos Jardins do Éden, contemplando toda beleza e tranquilidade do local, quando se deparou com um velho conhecido. Era São Januário! Ele se aproximou do Santo Amigo, que lhe disse em seu inconfundível sotaque lusitano:
- Ó gajo, que bom te encontraire.

Ao que São Judas Tadeu respondeu em seu já tradicional carioquês:
- Que mané, gajo, mermão! Estou aqui há muito mais séculos que você. Já estou no último grau de senioridade dos Santos. Ixqueceu?

- Ora, pois, pois... Tens toda razão! As aparências por estas bandas continuam a me enganaire.

Conversaram sobre amenidades, falaram de política internacional, de vários problemas da humanidade, de tempos pretéritos e futuros. Até que, como não poderia deixar de ser, o tema passou a ser o futebol brasileiro. São Judas Tadeu, então, indagou como estava o trabalho de recuperação do clube que o Santo Colega protegia.
- Ó pá. Está sendo uma tremenda pedra no sapato. Estou tendo muito trabalho. Desde a saída.... opa, tu bem sabes!

São Januário leva as duas mãos à boca. Lá não poderia jamais pronunciar o nome do ex-deputado que presidiu o Vasco. Eram proibidos de falar nomes ligados às Trevas! Foi a vez de São Judas Tadeu falar sobre o Flamengo.

- Eu achei que este ano seria tranquilidade, mermão! Mas, 2010 foi, na verdade, muito sinixtro. Tive até que ficar aparecendo nos sonhos do Zico para convencê-lo a voltar de tão ixtranha que tava a parada por lá.

- Ó raios! Infelizmente, não deu certo, não é mesmo?

- Mas, a força do Zico é tanta que mesmo após sua saída, a Gávea se encheu de Luz! O time voltou a ficar zero-bala. Estamos nos rumos novamente!

- Ainda bem que aqui não sentimos inveja. Se estivéssemos em nossa fase terrena jamais compreenderia as diferenças entre nossas Missões. Seus protegidos têm vocação para a vitória, já os meus....

São Judas Tadeu sorri, enquanto São Januário continua:
- Como tenho estado cansado de tanto trabalho, em alguns jogos, eu cheguei a cochilar no final. Foi o bastante para entregarem os pontos. Mas, como estás nesta semana que antecede o duelo entre nossos protegidos? Muitos chamados?

- Que nada, rapá! Completo relax! A diferença de forças entre Flamengo e Vasco é tanta, que ninguém na Gávea me procura. Posso recuperar minhas forças, enquanto meus guerreiros dão um sacode nos seus. Irão precisar de mim logo mais à frente.

- Nem me fale, ó pá! Eu ando completamente atarefado. Todas minhas linhas estão ocupadas. Nesta época, lá na Colina, como tu sabes, eles encaram o jogo como um campeonato à parte.

- Vai entender a humanidade, não é mermo?. Ao invés de se contentarem em ser a segunda força da cidade, que, como sabemos, é o máximo que outro time pode ser, ficam querendo o impossível e acabam dando mole e perdem até o que o destino lhes reservou.

- Ora pois, pois, sabemos que o Chefe é rubro-negro. Assim, continuarei convencendo meus gajos a retomarem o seu lugar de vice! Hei de conseguir!

- Olha, soube que o Chefe está pensando em fazer uma redivisão de tarefas. Por que não fala com Ele para conseguir proteger alguém mais comprometido com a vitória do que esse seu time camisola - como você diz, certo? - feiona . Acho que você já cumpriu muito bem sua missão. Pode deixar o Cristóvão cuidar do Vasco.

- Ó raios. Não é que tu estaire certo! Vou agora mesmo falar com o Chefe para pedir algo menos desgastante. Posso proteger os opositores do regime iraniano, por exemplo!

E, assim, se despedem....
Palavra da Salvação Rubro-Negra,
FLAmém!

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