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sábado, 1 de junho de 2013

#FLABASQUETE: É BICAMPEÃO!

Caríssimos irmãos de fé rubro-negra,
Salve, Salve, FLAleluia!


Não importa se a competição é no campo, no mar ou nas quadras. Quando uma equipe forte e aguerrida vestindo o Manto Sagrado e une em sinergia com a apaixonada torcida rubro-negra, o resultado dificilmente é outro que não uma memorável conquista do Flamengo. Foi o que aconteceu mais uma vez na manhã deste sábado no HSBC Arena, quando conquistamos o bicampeonato do Novo Basquete Brasil.


O Torneio

Após o Brasil ficar 16 anos fora das competições olímpicas masculinas no basquetebol e diante de um quadro de grave crise financeira dos principais clube brasileiros, foi criada, em 01 de agosto de 2008, a Liga Nacional de Basquete (LNB), que posteriormente se transformou no NBB - Novo Basquete Brasil. Tratava-se de uma aposta em uma ideia consagrada mundialmente: descentralizar o poder, delegando aos próprios clubes a gestão do campeonato.

Após o encerramento da quinta edição, pode-se afirmar que deu certo. A competição atrai cada vez mais público e mídia. O torneio é disputado por fases. Na primeira os clubes se enfrentam em turno e returno, classificando-se para as finais, as oito melhores equipes.

Na edição 2012/2013, o campeonato foi disputado por 18 clubes, de 7 estados brasileiros, sendo que a grande maioria é concentrada no sudeste (15 times).


A Campanha 

O Flamengo fez uma campanha irrepreensível, quase perfeita. Com 88,2% de aproveitamento, terminou a fase inicial em primeiro lugar. Venceu 30 jogos dos 34 disputados, fazendo uma média de quase 91 pontos a favor no placar por partida.


Nos play-offs finais, o Flamengo despachou o Paulistano (3 x 0) e o São José (3 x 2).

A Final


Por exigências da TV Globo, para transmissão em TV aberta, a final passou a ser disputada em jogo único, ao contrário da tradicional melhor de 5. O Flamengo como detentor da melhor campanha possuía o direito de jogar em casa e fez prevalecer o mando de campo. Com 16.634 pessoas na Arena, o Flamengo venceu por 77 a 70 a equipe do Uberlândia.

O primeiro quarto terminou com o flamengo 6 pontos na frente (21 x 15). No segundo, com bom aproveitamento de 3 pontos, o Uberlândia virou o placar e terminou um ponto na frente: 33 a 34. No terceiro quarto, as bolas de 3 pontos do Flamengo começaram a cair e voltamos a ficar na frente: 58 a 49. No último quarto, a equipe carioca soube administrar a vantagem e chegou ao merecido título.

A Equipe
A imagem acima (clique para ampliar) demonstra a estatística dos jogadores do Flamengo na competição, cujo destaque foi o ala Marquinhos. 


Por fim, para quem curte coincidências, o último título do Basquete foi em 2009, ano do Hexa! Aliás, no campeonato brasileiro de futebol daquele ano, só marcamos nosso primeiro gol na terceira rodada. Seria um sinal dos deuses do esporte?

FLAmém!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

A RELEITURA RUBRO-NEGRA DE UM TÍTULO SEM FREIO

Caríssimos irmãos de fé rubro-negra,
Salve, Salve, FLAleluia!

Em janeiro, o campeonato carioca iria começar e, lá do Peru, Arthur Muhlenberg escrevia no Urublog sobre as nossas expectativas para o torneio:
"No 1º Carioca sem o Maraca desde 1951 o Flamengo será a única atração turística da temporada carioca de futebol. Isto é um fato. As estatísticas, a história e a nossa tradição no certame fazem com que todo rubro-negro, sempre na humildade máxima, encare a conquista de mais um Carioca como uma obrigação do Flamengo. E mesmo que em 2009 não tivessemos arrebatado das delicadas mãos tricolores a valiosa hegemonia regional, conquistar o Carioca 2011 é mais obrigação ainda, porque nesse ano o estelar elenco do Flamengo simplesmente humilha, ofusca e relega ao ostracismo todas as outras equipes."
Pois a imposição natural do Flamengo, citada pelo Arthurzão, começou a ser demonstrada logo na nossa estreia diante do Volta Redonda, como relatou Julio Cesar no Tua Glória é Lutar, já citando algumas das caras novas de nosso elenco:
"Ao contrário dos últimos anos, em que as estreias no charmosão sempre vinham acompanhadas de perrengue contra os pequenos, dessa vez nós passeamos. Claro, com um ou outro lance de perigo do voltinha, mas no geral, o time se portou muito bem em campo. Mostrou um esquema tático eficiente, uma defesa bem postada e um Vander endiabrado no ataque. Outra novidade são as boas estreias dos reforços. Felipe pegou pênalti, Botinelli fez golaço de falta, e a dupla Vander / Vanderlei já chegou chegando. Índice de 100% de acerto nas contratações até agora. Bacana."
O alto astral continuava, como podemos observar na leitura do sempre positivo Saudações Rubro-Negras, blog para o qual eu tive a honra, algum tempo depois, de escrever dois artigos. Assim,  Luís Eduardo comentava a vitória sobre o Ameriquinha:
"Seguindo o lema de que ser flamenguista é apoiar sempre, eu e Jefferson decidimos encarar o calor incrível e fazer a rota Tijuca - Edson Passos. É claro que valeu a pena demais. Na verdade, deu para relaxar e curtir um joguinho tranquilo que o Mengão soube controlar do início ao fim. Foi visível a evolução do time em relação à estreia de 4a feira. Destaques para Welinton, Vander, Renato Abreu, Willians e Marquinhos (estes dois últimos para mim os melhores em campo). Felipe quando exigido foi bem e, vejam só, até o Deivid fez gol…Uma constatação que já pode ser feita é que teremos um elenco bem qualificado para o ano de 2011, principalmente do meio de campo para frente. Temos, sim, algumas carências, porém as perspectivas para a temporada se mostram muito positivas."
No compromisso seguinte diante do Americano, obtivemos mais uma vitória e a doce Mel, lá no Manias e Notícias, antecipou o que seria o restante do campeonato: resultados consistentes com atuações nem tão convincentes.
"O Mengão venceu o Americano por 2 a 0, gols de Wanderley. Tivemos também a estreia de Thiago Neves, que pouco se destacou. Em resumo, o Flamengo não jogou bem, mas segue em 100% de aproveitamento (único no grupo A) e lidera."
Ainda em janeiro, enfrentamos nosso primeiro clássico. Porém o adversário fazia até então uma campanha incrivelmente ruim, bastante apequenada, só tendo conhecido derrotas neste campeonato. Vencê-los parecia mais do que obrigação e foi o que ocorreu, foi conforme nos relatou Luciana Zogaib lá no Flamengo Net:

"Mengão só alegria neste início de ano. Auto-estima está lá em cima e a expectativa para um 2011 de vitórias é grande. O time ainda está longe do ideal mas confesso que a cada rodada fico um pouco mais animada. Thiago Neves deixou sua marca e humilhou o Vasquinho. Renato comeu a bola e nosso meio campo promete. O jogo poderia ter sido um passeio mas o Mengão dormiu no segundo tempo e quase complicou a bagaça. Mas mantivemos 100% de aproveitamento sobre os pequenos."
Chegou, então, o momento mais esperado do ano. A estreia do Ronaldinho, que aconteceu diante do Nova Iguaçu, em um jogo onde tivemos grande dificuldades para vencer. O estreante mostrou logo em seu primeiro compromisso que empenho não lhe faltaria, que realmente estava com vontade de jogar no Flamengo. Mas, a estrela da noite acabou sendo o Wanderley, autor do gol da vitória. Direto do Urubuzada, após sua tradicional análise tática, André Tozzini (o grande Tozza) deu seu veredicto:
"O estreante da noite, Ronaldinho, mostrou o toque de classe que pode dar ao time e mostrou que vem mais coisa por ai. Muita movimentação, ótima colocação e uma visão de jogo de dar inveja, apesar de sua condição. Não tenho dúvidas que teremos um “craque com C maiúsculo” no nosso time esse ano. Festa digna, Nação mais uma vez se fez presente e deixou o R10 comovido a ponto de beijar o escudo."
O compromisso seguinte foi diante daquele a quem surpreendentemente voltaríamos a enfrentar na final, o Boavista. O CorVo, no Fla6, descreveu bem o que foi o jogo, já sinalizando uma qualidade, até então não tão conhecida, de nosso gigante Williams:
"No jogo de ontem, o Flamengo começou melhor. Com gols de Deivid e Ronaldinho (de pênalti) o time abriu dois gols de vantagem. Mas a zaga voltou a falhar e o BoaVista empatou. Destaco as atuações de Léo Moura e principalmente Willians, pra mim o nome do jogo! Além dos tradicionais desarmes e muita raça, ele ainda construiu a jogada do gol de Negueba. Ainda dá pra melhorar!"
Já classificados, cumprimos tabela contra o Resende. Vencemos jogando mal. Porém, o talento que não foi exibido nos gramados, sobrou fora dele, como demonstrou o certeiro texto (como sempre, qual a novidade?) do Fábio Gil lá no Urubuzada:
"Foi complicado demais aturar aquele joguinho de ontem, contra o Resende. Se eu, você e o resto da nossa torcida ficou entediada com aquele futebol padrão Vasco da Gama pela TV, imagina só quem estava lá no estádio? O meio-campo não criava, o ataque não se movimentava nem chutava a gol, a lateral-esquerda inexistia (coitado do Angelim) e a zaga... bem, a zaga é aquela "segurança" de sempre. Mas, cá entre nós: com um time repleto de jogadores consagrados, que já venceram uma porrada de títulos importantes, já classificado pras finais da TG e com aquele calor de 150 graus na sombra, não dava pra esperar que os malucos se empenhassem em campo, né mesmo? Pra confirmar essa minha "teoria da ambição", os únicos que renderam alguma coisa que prestasse ontem, na minha opinião, foram os cobrados, os reservas e os novatos. Acontece que já tem uma galera aí estressadona, empunhando a corneta e lançando várias campanhas de "Fora Fulano" e "Fora Ciclano" sem considerar que o Carioqueta é barbada. Segura as pontas aí, rapaziada! "
Vieram as semifinais e o adversário seria o detentor do título de campeão carioca, o Chorafogo. Era nossa chance de exorcizar, de uma vez por todas, o sinistro ano de 2010. Lá da Torcida Flamanolos, Renato Croce (o Alexi Lalas) nos brinda com sua costumeira emoção em mais um belo texto:
"Flamengo e Botafogo foi um clássico de dois times qualificados e de forte poder ofensivo, mas vimos uma marcação muito forte e poucas jogadas de criação, principalmente no primeiro tempo. Foi o primeiro grande teste do ano. Num jogo com alto poder de marcação e pouca criatividade, o resultado ficou, pra variar, empatado. Restava-nos lembrar das lindas defesas do Bruno, que nunca perdeu uma disputa de pênaltis na vida. Desta vez, o defensor das nossas traves era o Felipe. Um grande goleiro, mas que chegou com alguma desconfiança da Nação. Felipe tinha 40 milhões de olhares, que despejavam emoção, angústia e dúvidas. Nosso paredão foi posto à prova pela primeira vez desde que chegou. Ele se posicionou, beijou seu terço e olhou fixo nos olhos do batedor. Estava ele flabençoado desde então. Não foram apenas dois pênaltis defendidos, Felipe também impediu a incerteza e agonia de milhões de apaixonados. Ele não conquistou somente a vaga pra uma final, Felipe também conquistou o coração e o respeito de milhões de rubro-negros. Ele afastou, além das bolas, a saudade que um certo ídolo deixava debaixo das traves. Obrigado, Felipe!"
Chagamos quase 100% na final da Taça GB. Narrei aqui mesmo da Palavra da Salvaçâo Rubro-Negra, a vitória sobre o Boavista, ao som de "Não é Mole Não...." ♫
"Vencemos a Taça Guanabara! Fato absolutamente natural na nossa história. Nosso predomínio na competição é gritante. Em 47 disputas, fomos campeões em 19. Em outras palavras, a cada 5 anos, ganhamos mais de duas vezes. Não é mole, não.... basta ter uma Taça Guanabara para eu poder gritar: É Campeão! Ninguém entendeu a escalação do Luxemburgo. Se, desta vez, jogamos até com lateral na lateral, atuamos com um jogador sem ritmo no meio. Se nas últimas vezes tínhamos um atacante que ficava paradão, nesta partida jogamos sem ataque. Se ficamos contentes por ele ter tirado o Deivid, não entendemos porque o Negueba não entrou de início. Mas, mesmo assim, o que todos entendemos é que no final, o bem triunfa. O Flamengo torna-se campeão! Se nos faltam adversidades no Estadual, deixem com nosso técnico que ele arruma. Assim, quem sabe, ele poderá treinar melhor o time! Não é mole, não... o Flamengo venceu até os erros na escalação! Estou pronto para não ter medo do favoritismo. Pronto para a felicidade que 2011 parece estar nos reservando. Pronto para mostrar ao Mundo a felicidade de ser Flamengo! Não é mole, não... Só o Flamengo para me fazer sentir tanta emoção!"
Veio, então, a Taça Rio. Começamos da mesma forma que terminamos o primeiro-turno: sem freio! Vencendo! A vítima da vez foi o Olaria, conforme relato do mago Léo Magamon no Magia Rubro-Negra, outro blog em que tive o prazer de ver um artigo meu sendo publicado.
"O Mengão mostrou que está realmente sem freio e estreou com vitória na Taça Rio, segunda fase do Carioca 2011. Em tarde inspirada, Thiago Neves além de marcar 2 vezes, deu passe para outro gol, e mandou bola na trave. Ronaldinho está melhor a cada jogo, mais solto em campo e cada vez mais feliz. Hoje deu sua primeira bicicleta pelo Mengo (torta é verdade) e marcou mais um gol com a camisa do Mais Querido! Fim de jogo, torcida feliz e time liberado para Folia."
Porém, após o Carnaval, Adriano rescindia seu contrato com a Roma e a torcida (e até mesmo a diretoria) se dividia em relação à sua eventual volta. O Flamengo vencia o Bangu, mas o campeonato carioca definitivamente tinha ficado em segundo plano. O assunto era somente o Imperador. Para resumir opiniões, favoráveis e contrárias, que acabaram influenciando o comportamento da torcida e, consequentemente, do time, transcrevo os relatos feitos no mesmo espaço, o já citado Magia Rubro Negra

Vivi Mariano defendia o retorno imperial dizendo que "Queria Sim.... Volta Sim":
"Eu gosto de emoções fortes. Lembro de uma cena do filme o Carteiro e o Poeta onde o personagem principal se choca com um poema de Neruda, que por hora só me recordo do trecho: me sinto enrugado e entorpecido como um cisne grande e confuso na superfície de um oceano de fracassos e causas. Adriano é nosso urubu grande e confuso. Mas, que eu quero de volta no oceano rubro-negro."
Já sua colega de blog, Cláudia Simas, escrevia que "Não queria a volta do Imperador":
"No meu Flamengo não cabe ninguém pela metade. Nem Ronaldinho, nem Thiago Neves, muito menos Adriano. Pra defender o Manto, só aceito 100% de dedicação. Todos sabemos e repetimos: o Flamengo tem que estar sempre acima dos interesses individuais, seja dos atletas, seja da comissão técnica, seja dos dirigentes. Eu prefiro o meu Flamengo Maior do Mundo levado a sério e não refém de um jogador de caráter duvidoso e brilhante apenas quando lhe convém."
De volta ao campo, mas sem se desligar do assunto Imperial, o Flamengo enfrentava seu primeiro clássico no returno. Empatamos sem gols com o Florminense, a descrição de Gabriel Oliveira no UrubuMundi, nos relembra a queda do comandante tricolor e a crise que só faz continuar lá na Florilândia.
"Nós perdemos por 0 x 0, foi uma derrota diante do Flor em crise. Ah, teve um lucro sim, foi comprovada a mediocridade do Flor, Muriçoca pediu demissão do cargo de técnico por falta de estrutura no clube."
Nada mais precisava ser dito após um joguinho tão ruim. O pior foi que passamos a só empatar. Novo 0x0 e, desta vez, diante da Cabofriense, que seria, inclusive, rebaixada. O relato, lembrando, inclusive, um episódio extracampo, é da Dani Souto no Primeiro Penta:

"Espero que a atuação de ontem seja a única horrorosa do Flamengo no ano. A atuação foi tão ruim que nem o esporro que o Luxemburgo deu na parada técnica do segundo tempo serviu para acordar os jogadores. Embora muitos achem que o time estava com a cabeça na festa de aniversário do R10, em ritmo de festa, eu acho que jogadores não se pouparam para a festa e não prejudicou o rendimento do time. O time jogou mal e isso pode acontecer. Acontece com os melhores times. Bola para frente!!"
Em seguida, mais um empate, porém, desta vez, com gols (3x3). O adversário era o Madureira e chegamos a estar perdendo por 3 x 1. A Redação do Bela da Bola assim narrou:
"Um gol-contra que abriu o placar para o Madureira. Ainda no primeiro tempo, Léo Moura recebeu de Wanderley e chutou forte para o gol, empatando a partida. Já no segundo tempo, o Madureira mostrou que queria acabar com a invencibilidade do Flamengo. Fez dois gols e aumentou as vaias da torcida, que gritava pelo nome de Adriano.  O Flamengo acordou e foi atrás do prejuízo. Esse foi o terceiro empate seguido do Flamengo na Taça Rio. O Rubro-Negro ficou em quarto lugar na tabela de classificação e com aquela sensação de que continua faltando alguma coisa"
Após, a sequência de empates, algo precisava ser feito! Como, no jogo seguinte,  o gol não saia, a eterna pagadora de promessas, Cris Marassi não teve dúvidas e bateu um papo reto com São Judas Tadeu como deliciosamente nos contou em seu FLAgrantes da Nação:

"- Ok. Você venceu. Tá com saudades das minhas promessas que não faço desde sei lá quando, né? Humpf! Lá vai. Uma semana sem beber pra cada gol do Mengão! Tá bom assim?!
5 segundos depois disso e... GOOOOOOLLLLLLL do Mengão! (Juro!)
Olhei pro santinho, olhei pra TV e desafiei:
- Tá de "saca", né, São Judas? Me esperou fazer promessa? OK! Agora quero ver mais um! Vai?
GOOOOLLLLLLLL!
E eu confesso que fiquei aqui com medinho de goleada... Tsc tsc pra mim!"
Com preciosa ajuda da dupla santo e devota, estávamos prontos para enfrentarmos novamente os chororôs. Mas, antes o time ficou uma semana recluso nas montanhas paulistas. O resultado da concentração total foi a vitória de 2x0, descrita por Nyltynho no Magnética RN e um pouco do reencontro com a Paz perdida desde o episódio Adriano.
"Que pau na cachorrada hein! Vencemos um clássico! O Bonde do Mengão sem freio está no trilho certo, atropelando todo e qualquer otário que se meter na nossa frente. A 100 metros da linha férrea do nosso bonde, colocaremos uma placa: "Proibido se aproximar, sob risco de ser atropelado pelo Bonde do Mengão Supremo". É questão de segurança, CUIDADO!"
O confronto seguinte foi contra o Macaé, em um jogo que só serviria para ratificar nossa invencibilidade. Fábio Justino, no Magia Rubro-Negra, fez o seguinte comentário sobre mais um empate (1x1) de nosso esquadrão:

"Passar um domingo na frente da TV vendo o FLAMENGO martelar o tal Macaé é uma prova dura ao invicto e sem freio coração RUBRO NEGRO. Ainda mais sabendo que essa rodada serviu apenas para confirmar duas coisas: 'O Flamengo é o Flamengo' e o Olaria tratou de mostrar a Vasco e Botafogo que o meio de transporte dominante é o Bonde, o resto é cópia descarada e sem patente. Enfim, o estadual serve para experiências e esse ano acabou funcionando também como um ótimo programa de comédia. Ver o Botinha encerrar o ano em abril e o Vasco pagar mico para o Olaria foi muito mais interessante que acompanhar o óbvio (mais um jogo para a nossa invencibilidade)."
Chegamos ao momento decisivo, invictos e sem freio, mas ainda alvo de críticas. Nosso coração rubro-negro ainda teria direito a fortes emoções. O épico Fla x Flu da semifinal foi descrito na Coluna do Zeca Urubu no Blog das Torcidas da seguinte forma:
"Uma classificação de tirar o fôlego, para testar o coração de todos os rubro negros. Mais uma decisão por penaltis superada, e confesso que não lembro mais quando foi que perdemos uma decisão por penaltis. Mais um Fla-Flu para entrar na história, uma história de virada, de superação, de luta, de raça e de vontade de ganhar. Mostramos que Flamengo é inexplicável, que quando parecemos mortos é a hora que ressurgirmos e superamos nossas maiores dificuldades. Neste Fla-Flu o Flamengo mostrou que o ano de 2010 é passado e que parece não retornar mais. Aprendemos com nossos erros, que não devem ser esquecidos. O Flamengo está ficando sem joelhos para a sequência decisiva deste primeiro semestre, pois perdemos Maldonado (uma perda anunciada por nós no UrubuCast com o Tozza) por seis meses, perdemos Ronaldinho Gaúcho por tempo indeterminado e durante o Fla-Flu, logo no início, perdemos o Léo Moura também por tempo indeterminado, todos com lesão no joelho"
Ainda faltava o jogo final contra nosso freguês predileto. Enfim, #MeuViceEstavadeVolta. Mais um empate! Mais uma vitória nos pênaltis. O sempre sensato André Monnerat descreveu mais uma conquista, demonstrando o tamanho de nossa superioridade no Sobre Flamengo da seguinte forma:
"A rotina se mantém e o Flamengo, de novo, é o Rei do Rio - algo que, sinceramente, não vale muita ressaca de ninguém. Como discutir um campeão invicto? Não dá. O título foi legítimo, foi justo, todos os adjetivos que quiserem dar. Azar os dos outros que não conseguiram vencer o Flamengo e estão vendo, pela enésima vez, os rubro-negros comemorarem um título estadual. Ô, rotina."
E, como brilhantemente nos brindou Jefferson Freire no Saudações Rubro-Negras,
"Vamos deixar a ressaca do Carioca um pouco de lado e focar no jogo de quinta-feira, pois vida de Rubro-Negro é assim, uma decisão atrás da outra e essa torcida maravilhosa merece uma recompensa por tudo que passou ano passado. Vamos comparecer e apoiar nosso time na quinta-feira, pois estamos sedentos por mais e mais títulos."
Nosso FLAbençoado ano continua hoje no confronto logo mais contra o Ceará. Que os jogadores deixem as comemorações para os dois próximos fins de semana que terão livres (por mérito deles) e se concentrem na conquista de mais um título.

FLAmém!

PS: Você, mãe rubro-negra, se quiser aparecer no #post especial do dias das mães, favor encaminhar, até sabado pela manhã, uma foto com seu(sua) filho(a) para igreja.flamengo@jorgefarah.com.br ou envie, para o perfil @IgrejaFlamengo, o link de onde a foto está publicada.

PS2: Em comemoração ao primeiro aniversário do blog, ocorrido em abril, estou testando novos layouts. Sugestões são muito bem-vindas.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

A BRILHANTE CONQUISTA DE UM CLUBE DIFERENTE

Caríssimos irmãos de fé rubro-negra,
Salve, Salve, FLAleluia!

Créditos: @LevySRN
Blog: SouRubroNegro.com.br
 O Flamengo conquistou ontem pela 32ª vez  o título estadual, sendo a 5ª de forma invicta, com um aproveitamento de 75% e vencendo os dois turnos.  Isto em um ano que já se revelara promissor, logo em seu início, com a vitória de nossos garotos na Copinha São Paulo.

Nada melhor do que este FLAbençoado começo de 2011, após um traumático 2010. Aliás, qualquer time que tivesse enfrentado os problemas pelo quais passamos no ano passado, fatalmente teria terminado o ano rebaixado. Mas, o Flamengo não é um time qualquer!

Por sinal, derrotas e problemas costumam apequenar a maioria dos times, como nosso vice demonstrou ontem, especialmente na cobrança das penalidades. Já o Flamengo se agiganta ainda mais após insucessos e crises. Por isto, que venho afirmando, desde o final do ano passado, que teríamos um 2011 especial. O Flamengo não é como a maioria dos times.

A nossa campanha no Carioca, citada no início do texto, seria exaltada pela imprensa e pela torcida se obtida por um clube comum. No Flamengo, no entanto, foi questionada. O Flamengo não é um clube comum!

A propósito, uma parte das críticas que o time sofreu não tinha qualquer relação com a qualidade do futebol praticado, pois foram feitas pelos de sempre: jornalistas representantes da arco-íris festiva, corneteiros e modinhas de plantão e torcedores de pouca fé, que tal qual São Tomé, precisam ver para crer. A estes, informo que continuem batendo na mesma tecla. Para um clube normal, críticas não construtivas desestabilizam. Para o Flamengo, servem para manter o time concentrado na competição, evitando o "oba-oba"! O Flamengo não é um clube normal!

Usualmente, para que um clube obtenha resultados tão expressivos como os que Flamengo alcançou, ainda mais enfrentando seus principais rivais, teria que jogar um futebol empolgante e/ou apresentar um padrão tático bem definido. O Flamengo, para conseguir tal feito, não precisou fazer um único jogo inteiro bem e nem sequer sabemos qual é o nosso esquema de jogo. No Flamengo as coisas não ocorrem de forma usuall!

Será que tudo isto seria apenas uma simples coincidência que se repete ano após ano em nossa história? Não está convencido ainda de que há algo de místico conosco? De que somos protegidos por alguma força sobrenatural? De que nossa camisa possui um poder inigualável? Ou de que a fé da nossa torcida faz toda a diferença?

Ora, irmãos, o Flamengo não é normal, não é comum, não é um clube qualquer, não é como a maioria. O Flamengo é diferente! O Flamengo é o Flamengo!

E vice-versa!
Parabéns rubro-negros pelo esperado, mas mesmo assim brilhante, título estadual.



FLAmém!

sábado, 5 de março de 2011

A COMEMORAÇÃO DA TAÇA GB PELAS PASTORAIS RNs

Caríssimos irmãos de fé rubro-negra,
Salve, Salve, FLAleluia!

O cardeal, após um ano difícil, resolveu circular pelas pastorais para verificar como os pastores da Palavra da Salvação Rubro-Negra estavam demonstrando que a felicidade é escrita em vermelho e preto e está ao alcance de todos, bastando, para isto, entregar seu amor ao Flamengo Supremo. Era hora de mostrar que as dificuldades são passageiras e que estamos aqui para sermos felizes! Era o momento de pregar a FLAlegria!

Iniciou o passeio pela paróquia FlaManolos e observou o pároco Renato Croce, também conhecido como Alexis Lalas, demonstrar com sua tradicional emoção como é bom ser rubro-negro!
"Puro orgulho em ser rubro-negro! Não é qualquer um que tem um Ronaldinho se dedicando e feliz em seu time. Isso nos dá segurança e ao mesmo tempo muito orgulho. Tudo bem que isso é básico no Flamengo, mas que dá orgulho, isso dá."
Havia começado bem. Que belas palavras! Resolveu visitar então a nossa catedral, o Urublog, onde Monsenhor Arthur Muhlenberg certamente estaria confirmando junto a seu numeroso rebanho a nossa supremacia:
"Não é mole, não. Ainda estamos em fevereiro e já tô cansado de gritar é campeão. Parabéns pra todo mundo, TG é jóia, e nada melhor que uma festinha rubro-negra antes do carnaval. Mas Carioca é café-com-leite, temos outras aspirações muito mais ambiciosas. Agora a Magnética vai comemorar, tá no seu direito."
Também conseguiu escutar análises racionais, como a que observou na Paróquia "SobreFlamengo", com o sempre sensato bispo André Monnerat:
"O título foi merecido, tanto pelo jogo quanto pela campanha, mesmo sem o time ter conseguido empolgar ninguém até agora. Mas é melhor ter ganho o que precisava ganhar do que ter ficado pelo meio do caminho, como os outros. Agora, haverá a tranquilidade de trabalhar já sabendo que o lugar na final está garantido. Só vamos torcer para que isso não dê a todos a impressão de que a pré-temporada pode seguir por muito mais tempo ainda. Daqui pra frente, é hora deste time começar a se encaixar de verdade e passar confiança de que estará pronto quando os títulos realmente mais importantes estiverem em disputa."
Dali partiu para uma Paróquia pela qual tinha especial devoção. Rumou, assim, para a Magia RubroNegra, onde escutou a pregação do sacerdote Bruno Cazonatti:
"O Mengão só fez a parte dele e venceu a sua 19ª Taça Guanabara, coisa que não é surpresa alguma e sim, obrigação. Afinal, somos os melhores e ponto. A Guanabara é só um aperitivo do que o Mengão pode fazer neste ano que está apenas começando. Nem estamos com a máquina azeitada, mas já atropelamos os que apareceram pela nossa frente. A verdade é que o time está sem freio mesmo."
Que FLAssim seja, pensou o Cardeal, enquanto continuava a sua peregrinação. Resolveu, então já bastante satisfeito, dar uma passadinha pela última paróquia, a Saudações Rubro-Negras e teve tempo de escutar e se arrepiar com as palavras do frei Jefferson:
"Ainda temos presenciado o nosso renascimento, o renascimento da autoestima Rubro-Negra. Readquirindo a nossa alegria, a nossa esperança, a nossa sede de vitórias, o nosso prazer em apoiar o time, em ir aos jogos, lotar estádios, etc. Estamos recuperando aquilo que nos foi tirado não apenas em 2010, mas no decorrer dos anos. Estamos renascendo em 2011, estruturando o clube, valorizando a base, ressurgindo para as vitórias e para as conquistas. Estamos calando a boca dos críticos, dos bairristas e dos invejosos. Enquanto todos procuram motivos para criticar o Flamengo, o Ronaldo e tudo mais, o Flamengo dá exemplo de seriedade, com um trabalho silencioso e eficiente. R10 treinando firme e não dando assunto às colunas de fofocas. Essa conquista é muito mais que uma Taça Guanabara. Essa conquista faz renascer a nossa essência vitoriosa. Nos faz mais fortes, mais confiantes, mais aguerridos, mais temidos, mais invejados e muito, mas muito mais FLAMENGO"
Jefferson Feire dissera tudo que o próprio Cardeal sempre quis dizer, mas jamais encontrara palavras tão apropriadas. Assim, ele terminou sua missão, tão empolgado com aqueles que pregam ao mundo o prazer de ser um verdadeiro rubro-negro quanto com o próprio Flamengo. Não faltava mais nada, pensou. Até que pôde ver em uma imagem, a síntese de tudo que foi falado. Um outdoor em frente à SouRubroNegro, uma verdadeira obra-de-arte do pastor Fábio Levy,  mostrava o porquê somos o Povo Escolhido!


Que 2011 continue FLAssim!
FLAmém!

PS: Começamos o segundo-turno sem jogar bem, mal escalado, mas apresentando muita vontade e vencendo. Ou seja, tudo continua como no primeiro-turno. Tudo se mantém normal, ainda mais se considerarmos que os ex-vices-da-gama estrearam sem pontuar!

quarta-feira, 2 de março de 2011

IRMÃOS... NÃO É MOLE, NÃO!

Caríssimos irmãos de fé rubro-negra,
Salve, Salve, FLAleluia!
Wallpaper do Bonde do Mengão sem Freio
Criação do @LevySRN
http://sourubronegro.com.br

Irmãos, nós vencemos!
Vencemos a Taça Guanabara! Fato absolutamente natural na nossa história. Nosso predomínio na competição é gritante. Em 47 disputas, fomos campeões em 19. Em outras palavras, a cada 5 anos, ganhamos mais de duas vezes.
Não é mole, não.... basta ter uma Taça Guanabara para eu poder gritar: "É Campeão!"
Irmãos, nós superamos!
Superamos um jejum de títulos. Já havíamos esquecido como era passar um ano inteirinho em branco. Esta abstinência de conquistas é mais dolorosa para um rubro-negro do que a de carinho para os participantes do BBB11. Deixamos para trás todos os problemas que tanto nos abalaram no ano passado. Mostramos a nós mesmos que 2010 é passado. Superamos também a desconfiança de alguns e as escalações esquisitas do "Profexô"! Superamos até mesmo atuações não convincentes!
Não é mole, não... o Flamengo é sinônimo de superação! 


Irmãos, eu vibrei!
Vibrei demais com este título! Diante da fragilidade de nossos adversários, ganhar uma competição no Rio é algo absolutamente corriqueiro na história do Flamengo. Então, assim já vinha exigindo priorizar outras competições. Mas, bastou a ausência de títulos do ano passado, para voltar a valorizar o Carioca. Às vezes, só damos valor ao que temos, quando o perdemos. Foi muito bom recuperar nossa hegemonia. Foi muito bom voltar a mostrar ao arco-íris quem "manda no pedaço". Foi muito bom superar os problemas que tivemos. Foi muito bom ver o time sorrindo e vibrando em campo. Vibrei com a vibração do time!

 Irmãos, ninguém entendeu!
Não é mole, não.... estou comemorando até o que deveria ser obrigação!
Ninguém entendeu a escalação do Luxemburgo. Se, desta vez, jogamos até com lateral na lateral, atuamos com um jogador sem ritmo no meio. Se nas últimas vezes tínhamos um atacante que ficava paradão, nesta partida jogamos sem ataque. Se ficamos contentes por ele ter tirado o Deivid, não entendemos porque o Negueba não entrou de início. Mas, mesmo assim, o que todos entendemos é que no final, o bem triunfa. O Flamengo torna-se campeão! Se nos faltam adversidades no Estadual, deixem com nosso técnico que ele arruma. Assim, quem sabe, ele poderá treinar melhor o time!
Não é mole, não... o Flamengo venceu até os erros na escalação!
Irmãos, eu me emocionei!
Emocionei-me com algo absolutamente pessoal! Além de tudo, este jogo teve um significado muito (muito mesmo) especial para mim. Foi o batizado de meus filhos. Foi a primeira vez que assistiram, direto do Templo, a um Culto ao Flamengo Supremo! Algo com que sonho desde pequeno. Talvez, desde que meu saudoso pai me levou pela primeira vez ao Maraca. Sempre sonhei em ter um filho rubro-negro para poder compartilhar com ele toda emoção que é assistir ao Flamengo jogar. Tive o privilégio de fazer isto em dose dupla! Como foi bom ver o brilho nos olhos deles ao ver a torcida, ao escutar os hinos sagrados e ao ver as bandeiras. Como foi emocionante pular abraçado a eles no gol do Ronaldinho!
 
Não é mole, não... Meus filhos foram batizados já gritando: "É Campeão!"

Irmãos, eu estou pronto!
Pronto para não ter medo do favoritismo. Pronto para a felicidade que 2011 parece estar nos reservando. Pronto para mostrar ao Mundo a felicidade de ser Flamengo!
Não é mole, não... Só o Flamengo para me fazer sentir tanta emoção!

FLAmém!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Enquanto isto, naquela portaria....

Caríssimos irmãos de fé rubro-negra,
Salve, Salve, FLAleluia!

Quarta-feira, pela manhã, um morador de um prédio de luxo, com seus sessenta e poucos anos, desce para sua caminhada matinal. Ao vê-lo saindo do elevador, vestido com o Manto Sagrado, Moacyr, o jovem faxineiro do condomínio, aproxima-se com  um largo sorriso e o cumprimenta:
- Seu Luiz Roberto, somos campeãããõoooo! Que bela vitória na Copinha, hein?

Logo, estão trocando um abraço, numa clara demonstração de quebra da barreira social que somente o Flamengo é capaz de proporcionar.
- Pois é. Conseguimos nosso primeiro título do ano.

- Podes crer... É nosso! 2011... é nosso. Num tem pra ninguém!

- Conseguiu ver o jogo?

- O horário foi ruim, mas deu para filar a tv da portaria. Chegava ali perto do Seu Zé e dava aquela espiadinha...

- Aliás, este vascaíno não perde um jogo do Flamengo, não é verdade?

- Ora, Doutor... Pode amar ou odiar, mas todos se ligam no Mengão. Um vascaíno, como Seu Zé, então... Vascaíno se liga mais no Flamengo do que no time deles.

- Não é para menos, certo? Mas, você disse uma grande verdade: ninguém fica indiferente ao Flamengo.

- Aliás, deixa eu perguntá pro Senhor, que é um sujeito bem informado. O Senhor acredita que esta conquista teve o dedo do Zico?

- Não deixa de ter.... O Rafinha, um dos destaques, passou pelo CFZ e o técnico também veio de lá. Além disto, ele sempre disse que a prioridade seriam as divisões de base. Ele brigou para que empresários não fatiassem o passe dos garotos. Pelo que disse a presidente, o passe de todos é do Flamengo. Então, a influência, até pelo pouco tempo em que o Galo esteve por lá, foi pequena, mas podemos dizer que ela aconteceu.

- Não sei se foi pequena... Só deles terem sentido a presença do Zico... Foi a luz que precisavam...

- Você está parecendo um filósofo, Moacyr. Acho que você tem toda razão!

Após aumentar, ainda mais, o sorriso que já não lhe cabia na boca, o faxineiro continuou:
- E de quem o senhor gostou? Será que algum deles fará sucesso no time de cima?

- Este deveria ser o principal objetivo de nossa diretoria. É difícil competir com a Europa. As empresas pouco investem em jovens, pois não dão retorno publicitário imediato. Mas, não podemos perdê-los da mesma forma que aconteceu com nossas últimas revelações. O Flamengo doou vários talentos. Esta é que é a infeliz verdade.

- Pois é... Temos ótimos jogadores. E um grande time começa por um grande goleiro. Gostei do César!

- Ah, mas aposto que você o xingou quando andou falhando no início, não? - provocou Luiz Roberto!

- É, mas.... passou... Ele foi um paredão. Tínhamos um Muralha, que também tem futuro, mas ele foi a nossa verdadeira muralha.... kkk

- Na verdade, ele é jovem. Mostrou qualidades. Tem tempo para corrigir as falhas que apresentou.

- Agora, vamos torcer no Carioca. Temos elenco para disputarmos tudo este ano, não acha?

- Sem dúvida... Sem dúvida.. Aliás, por falar em Carioca, vou aproveitar que o Seu Zé também está aqui para mostrar a vocês um vídeo que achei na internet..



Após mostrar, com ajuda de seu smartphone, o vídeo acima, ele comenta:
- Pois é, Zé... Temos certeza de que a coisa está feia lá na Colina quando nem mesmo um português conhece o Vasco....

Antes de sair, ainda ouviu o Moacyr gritar:
- Rumo a um 2011 em vermelho e preto!

FLAmém!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Meninos, Eu Vi....

Meninos eu vi…

Vi todos os 6 títulos do Flamengo. Não é que eu estivesse presente em todas as decisões, mas uma das pouquíssimas vantagens de ser um rubro-negro de mais de 40 anos é exatamente a de poder ter acompanhado nosso período de ouro. E… meninos, acompanhei todos os nosso títulos nacionais. Vibrei e vibrei muito em cada um deles.

Meninos, eu senti….
Senti uma angústia por ver meu Flamengo, antes soberano, se regionalizar. Por vê-lo, assim como via o meu Rio, sendo, achincalhado e aviltado dia após dia, fracasso após fracasso. E, pasmem!, meninos, quase acabei acreditando que não poderíamos ser campeões brasileiros em torneios por pontos corridos. Que o futebol agora era mais do que nunca “poderio econômico e infra-estrutura”. Concreto e dinheiro substituindo pessoas. E da mesma forma que o retrato do país, o Flamengo estaria condenado a não ter futuro!
Meninos, eu vi…
Vi, após longo jejum de 17 anos, o meu Flamengo voltando a chegar ao último jogo do campeonato em condições de ser campeão. Dependendo só dele. A esperança voltava!

Meninos, eu senti…
Senti o Flamengo forte novamente! Senti o Flamengo incomodando os adversários. O Flamengo causando perplexidade na imprensa do politicamente correto, dos jornalistas mauricinhos e sem conteúdo. O Flamengo, logo quem?, O rei da bagunça, da falta de organização, dos maus dirigentes! Sim, mas o mesmo, Flamengo da força de um exército de fiéis apaixonados que cisma em demonstrar que a razão nem sempre supera a emoção. O Flamengo que com um técnico humilde (como já ocorrera em outros títulos), que não é grosso, que não precisa tratar mal a imprensa, nem bajulá-la e, ainda por cima, negro, chegava novamente ao topo. E senti o Flamengo forte ao ler e ver que estes mesmos comentaristas da obviedade não entendiam como o Pet, para muitos, um ex-jogador em atividade, poderia voltar a ser capaz de levar um time ao topo. Senti como a obviedade burra desta parte da imprensa não compreende mesmo a força de nosso Manto Sagrado. Senti um desespero ao questionarem como o Adriano poderia trocar a poderosa, mas triste Milão pela bagunçada, porém alegre capital carioca. Ora, esqueciam de que não era apenas para o Rio que o Imperador voltava, mas para todo seu berço: família e clube de infância. Eles realmente não entendem o Flamengo!
Meninos, eu vi…
Eu vi o Maracanã, nossa catedral, lotado de fiéis numa festa linda. Vi a casa pronta para o 6º título do nosso clube/religião! E vi um time nervoso em campo e o Grêmio, que diziam que nada queria, ir para cima e fazer o primeiro gol.

Meninos, eu senti…

Senti um nervosismo sobrenatural no ar. Senti medo! Senti angústia! Senti vergonha de não ter fé, de achar que poderia dar errado. Senti novamente o pesadelo de derrotas antigas virem à tona.

Meninos, eu tentei…

Tentei gritar!. Empurrar o time! Às vezes acompanhado de parte da torcida; em outras a acompanhando. Mas, o grito cismava em sair abafado. Festa e gol de empate não aliviaram o sofrimento. Parte de mim tinha certeza da vitória. Outra teimava em pensar que a citada imprensa do politicamente correto tinha razão. Não conseguia identificar, Meninos, o que, na verdade, eu sentia. Eram tantos sentimentos opostos e simultâneos…. Nada do que já passei se comparava a isto. Vergonha e êxtase juntos! Coragem e medo de uma só vez! Esperança e temor dividindo o mesmo coração! Não dava mais! Iria explodir.
E, Meninos, eu explodi…
Explodi de felicidade pelo gol do Angelim. Outra tapa com luva de pelica do meu Mengão. Como o gol do título poderia ser feito por um zagueiro tão inexpressivo, mas, ao mesmo tempo, tão elegante e vigoroso? Ridículo, este Flamengo!
Meninos, eu senti…
Na verdade, continuei sentindo a ambigüidade de intuições opostas. Bruno prendia a bola com os pés em nossa área e eu achava que meu coração quarentão não agüentaria mais….Encorajava quem estava ao meu lado angustiado, mas, por dentro, estava mais tenso do que todos. Tinha a certeza da vitória, mas o medo de um novo Santo André pelo caminho.

Por fim, Meninos, eu vi…

Vi o jogo terminar e novamente o Flamengo ser campeão. Pela sexta vez! Somos HEXA!

E Meninos, eu senti…
Senti a emoção de voltar a ser o maioral. Senti como é bom ser Flamengo. Festejei! Gritei! Chorei! Arrepiei-me! E, mas do que tudo, tirei um peso monumental de cima de minhas costas. E, novamente, leve, estou pronto….

Sim, meninos, estou pronto...

Pronto para o Hepta! Para o Bi da Libertadores e o Bi Mundial!
Vamos Flamengo….

Esta loucura que eu sinto por ti…. nunca foi tão intensa!

Vamos, meninos… Vamos Flamengo….

Flamém!

PS: Nesta data, este blog ainda não havia sido criado. Este artigo foi publicado originalmente no Flamengo, Aspirinas e Urubus e republicado no Magia Rubro Negra.