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sábado, 15 de junho de 2013

BEM-VINDO BRÔ MENEZEX! AQUI É DIFERENTE!

Caríssimos irmãos de fé rubro-negra,
Salve, Salve, FLAleluia!



Tim-Tim

- Saúde!

- Mengoooo!

- E aí, o Mano chegou!

- Que mané "Mano", mermão! Aqui é diferente! Aqui se fala Brô.

- (Risos) Pelo menos, teremos um técnico do mesmo nível dos demais times grandes.

- Isso é bom ou é ruim? Fiquei na dúvida!

- Coé! Para com Wilson! Sem caô, mané! Chega de estagiários! O Flamengo é gigante demais para um principiante!

- O Carlinhos era estagiário? E o Andrade, era principiante?

- Que chato, Maluco!

- Pô, Sangue! Só estou tentando entender sua ideia!

- É lógico que é positivo termos um treinador experiente.

- Véio, na boa, a experiência no Flamengo é única, não se compara com nenhuma outra! Aqui é diferente!

- Menos, vai! Sem marra! O cara já dirigiu até a seleção nacional.

- Seleção? Aquela que a torcida fica cantando "com muito amor....." ♫. Vai, fala sério, né? A seleção perdendo ou ganhando não muda nada, nada mesmo! Só serve para direcionar o papo do bar. Não há paixão, mermão! Agora, é que ele irá sentir o que é verdadeiramente ficar à frente de uma Nação!

- Tá bom! Tá bom... E o que me diz do Bando de Loucos?

- Bando de Loucos? Ninguém merece! Pra começar, aqui não temos bando! Bando significa uma porrada de bandido! Aqui temos é uma multidão, uma Nação! E loucos? Aqui é diferente! Somos FLAnáticos apaixonados! Ser Flamengo é questão de sanidade, não de loucura.

- Palavras! Mera retórica! Blá-Blá-Blá

- Que tosco! Acha mesmo? Não tá botando fé? Lá o treinador é capaz de manter o emprego mesmo com o time caindo numa pré-Libertadores. Imagina isso por aqui? Aqui é diferente! Tiramos até presidente!... E no voto...e sem votar! (risos)

- Ah, maluco! Quer dizer que vai tentar me convencer que ele não está acostumado à pressão também?

- Até pode estar. Mas, a daqui é diferente. Agora, ele sentirá aquele bafo na nuca, numa rua escura, cuja decisão que terá que tomar, em um mísero instante, poderá levá-lo ao céu ou ao inferno! Não há comparação. Uma coisa é uma coisa. Outra coisa é outra coisa!

- Mas, você há de concordar que ao contrário do Jorginho, ao menos ele possui títulos no currículo, certo? 

- Espero que não esteja falando os da série B, não é? Se estiver, garanto que perco a linha! Sim, tem a Copa do Brasil, não ignoro! Mas, sobre títulos no passado, eu, sinceramente, não ligo muito não. O importante é o que poderá conquistar aqui. Essa é a diferença! Esse é o ponto zero. A vida antes e depois do Flamengo, nunca mais será a mesma. Ele um dia sairá do Flamengo, mas o Flamengo jamais sairá dele. Sacô?

- Quer dizer que você não acha títulos importantes?

- Tá mamado, mermão! Claro que acho! Sou Flamengo! Mas, fale aí quantos títulos como treinadores tinham antes de assumirem o Mengão o Carlinhos, o Andrade, o Carpegiani, o Coutinho e o Carlos Alberto Torres?

- Tá certo.... Tá certo... Mas, você não pode negar que ele tem um bom histórico trabalhando a longo prazo! Sem dúvida é alguém que sabe montar um elenco. Precisamos disto!

- Tô ficando meio cabreiro contigo.... Sei não... Ele monta elenco para começar na série B.

- Pois é, ele começa pelo ponto mais baixo onde o clube pode chegar. Nos outros foi no inferno da série B. E qual o nosso piso? Uma vez que sabemos que time gigante não cai. No Flamengo também começará pelo ponto mais baixo, que foi onde a última diretoria conseguiu nos levar. Mais baixo do que isso, não existe para o Flamengo. Concorda? 

- Podes crer! Agora, sim! Falou bunito! Dessa vez, você não vacilou! 

- Ufa! Que bom que concorda que podemos ter esperanças com o novo treinador?

- Que mané falta de esperança o quê? Oh o cara! Mó prego! Sempre tenho esperança em qualquer um que veste o Manto Sagrado! Tive no Jorginho, não teria agora? Só queria que você ficasse ligado que aqui é diferente! Mas, a esperança faz parte do rubro-negrismo que corre em minhas veias!

- Ah! Então, vamos brindar!

- Demorô!

Tim-Tim

- Bem-vindo, Mano Menezes!

- Bem-vindo, Brô Menezex! Aqui é diferente! Mas, estamos juntos!



 FLAmém!

sábado, 2 de março de 2013

O Desejo, a Viagem e a Magia Rubro-Negra

Caríssimos irmãos de fé rubro-negra,
Salve, Salve, FLAleluia!

Irmãos, estamos aqui reunidos em nome do nosso ídolo maior. Para comemorar os 60 anos do Zico, o Magia Rubro-Negra, presentou-o com um livro com texto de todos os colunistas. Abaixo segue um que fiz como introdução.



Se havia algo que Arthur não se conformava era não ter visto Zico jogar. Foi nisto que ele pensou naquela tarde do dia 02 de março de 2013, quando comemorava 19 anos, pouco antes de soprar as velinhas de seu bolo de aniversário. Aos escutar sua avó dizendo para ele fazer o tradicional pedido, pensou: "gostaria de voltar no tempo e acompanhar toda carreira do Zico".

Obviamente, tinha sido batizado em homenagem ao ídolo. Nascera na véspera do aniversário do Zico ou do Natal Rubro-Negro, como gostava de dizer, justamente no ano em que o Galinho de Quintino, lá no outro lado do mundo, pendurou definitivamente as chuteiras.

Naquela noite, o jovem rubro-negro foi repousar pensando na carreira do Zico e no pedido que fizera. Justo ele tão cético com essas coisas. "Crendices bestas da vovó" pensava. Mas, não entendia porque, dessa vez, deitado na cama, pronto para dormir, ele não deixava de pensar que perdeu um pedido para brincar com seus próprios desejos. Devia ser reflexo da emoção que sentiu na inauguração da estátua do ídolo pela manhã.

Enquanto pensava, sentiu uma mão lhe tocar. Olhou e assustado viu um menino louro de asas fazendo-lhe sinais. De supetão, sentou-se na cama, esfregou os olhos e se beliscou para acordar. Nada aconteceu e o anjinho continuava ali.

"Não é possível!" exclamou enquanto imaginava que estava ficando maluco. Sem ver o anjo mexendo as bocas, escutou uma voz lhe dizer: "Vamos logo, Arthur! Não tenho o dia inteiro. Temos que viajar no tempo".

Nem teve tempo de discutir com o que julgava ser uma alucinação sua. Uma espiral vermelha e preta apareceu em sua frente, no meio do ar, na altura de seus olhos e começou a girar, a girar, a girar... cada vez mais rápido. Nem teve tempo de refletir sobre o que estava acontecendo. Foi sugado pela imagem e começou a gritar.

Caiu sentado numa calçada de um subúrbio. "Onde poderia estar?", questionava a si mesmo. Estranhou o jeito de vestir das pessoas. Parecia estar assistindo um filme antigo. Enquanto tentava entender o que tinha acontecido, ouviu uma voz suave que lhe soou familiar.

- Arthur, sabe que dia é hoje?

Era o anjo. Mas, antes que ele pudesse responder que era dia de seu aniversário, a criatura alada lhe avisou que estavam no dia 03 de março de 1953 e completou perguntando se ele sabia que dia era esse.

"Como assim?", pensou Arthur. Não podia ser verdade. O jovem não estava acreditando em sua sorte. Olhou para o relógio e viu que marcava 7h da manhã. Era a hora e o dia em que Zico nasceu. Agora, entendia tudo. Estavam em Quintino. Mais precisamente em frente à casa 7 da rua Lucinda Barbosa.

Afobado e nervoso, correu para a casa. Lá viu 5 crianças e um senhor. Só poderia ser o Seu Antunes, pai do Zico. Quase sem voz pela emoção, tentou chamá-lo, mas ninguém o escutava. O anjo, então, lhe comunica que estavam em uma dimensão diferente. Não seria possível interagir.

Escutaram um choro de criança e os gritos de "nasceu". A alegria tomou conta da casa e ele não se continha em si mesmo. Estava ali com Seu Antunes, Dona Matilde, Zezé, Zeca, Nando, Edu, Tunico, o bebê Zico e a parteira, Dona Marta. Estava presenciando o Natal Rubro-Negro. Ao vivo! Incrível! Extraordinário! Emocionante!

Ao escutar o anjo estalar os dedos, o jovem Arthur viu o tempo passar rapidamente como se estivesse adiantando um filme que estava assistindo. Pode acompanhar o bebê virar menino, ser chamado de Arthurzico e, logo depois, apenas Zico. As quatro letras, que por si só, trazem emoção a qualquer torcedor do Flamengo.

Apesar de franzino, Zico era forte e saudável. Não teve nenhuma das doenças comuns às crianças da época. A família atribuía isto ao fato de ter sido amamentado até quase os 6 anos de idade.

Assim, Arthur viu seu xará famoso crescer. Teve a oportunidade de acompanhá-lo em peladas nas ruas e na quadra de futebol de salão que seria construída nos fundos do terreno da casa onde a família Coimbra morava. A habilidade do garoto já impressionava a todos ali. Escutou o padrinho dele, Augusto Leite, falando que o menino seria um craque, um dos melhores do mundo, se virasse jogador de futebol.

O filme da vida de Zico continuava passando para o Arthur como se ele estivesse dentro de cada cena. Era incrível! Assim, viu Antunes (Zeca) e Edu virarem jogadores. Ótimos jogadores, aliás.

Praticamente de camarote assistiu o futebol de Zico chamar tanta atenção quanto o corpo franzino causava desconfianças. Levado para o Flamengo pelo radialista Celso Garcia, o jovem e o anjo puderam acompanhar as dificuldades daquele menino em atravessar a cidade indo de Quintino à Gávea para treinar e ainda ter que estudar como exigia a família.

Também, viu algo que seu pai não tinha lhe contado na história de Zico. Por causas das dificuldades em ir para a Gávea, sem o Flamengo bancar a alimentação, quase que o futuro craque foi parar no Vasco. A salvação aconteceu graças a George Helal que resolveu custear sua alimentação e exames médicos necessários para fazê-lo ganhar corpo.

A viagem pela linha de tempo mais importante da história rubro-negra continuava acontecendo. Estavam em 1970, no Maracanã. Tratava-se do primeiro jogo do Zico no estádio. No jogo principal, aconteceria a despedida de Carlinhos dos gramados, de quem recebeu um par de chuteiras, num gesto simbolizando a passagem de bastão.

O Arthur viu de perto o trabalho de uma equipe médica, sob comando do Dr. José Roberto Francalacci, na implantação de um inovador programa de desenvolvimento físico, com o qual, nos anos seguintes, Zico ganharia 6 centímetros e nove quilos.

O anjo continuou estalando os dedos, o tempo passando e Arthur podendo viajar pelo tempo realizando o sonho de acompanhar a carreira de Zico. Foi desta maneira que viu o Galinho de Quintino, apelido que seria dado por Waldyr Amaral, subir e voltar para a base, não ser convocado para as Olimpíadas de Munique, ir finalmente conseguindo se firmar no time principal e se tornar o principal jogador de um esquadrão que tudo conquistou. Em histórias que serão narradas com mais detalhes nas demais páginas desse especial do Magia Rubro-Negra, que também contará a emoção de colunistas-torcedores com o que Zico representou para cada um.

Assim, o nosso Arthur estava emocionado, podendo acompanhar tudo com que sempre sonhou. Chorou com a saída de Zico para a Itália, com o pênalti perdido na Copa e se derreteu em lágrimas na despedida no dia 06 de fevereiro de 1990 no Maracanã. Sentiu a emoção de cada um dos 90 mil presentes. Pode ainda ser testemunha do seu recomeço no Japão e do novo sucesso ao conseguir desenvolver o futebol em terras orientais.

Até que foi chegando o ano de seu próprio nascimento, 1994, quando viu Zico se despedir de vez dos gramados e, para brindar a emoção que via o jovem sentir, o anjo permitiu que ele conseguisse pegar um chaveiro do Kashima Antlers como recordação, que colocou no bolso.

O anjo avisou que estariam voltando e novamente viu a espiral vermelha e preta. Foi se sentindo com sono enquanto era transportado por um túnel no espaço. Até que sentiu uma mão lhe balançando.
- Acordaaaaa, Preguiçoso! Venha almoçar para irmos ao jogo. Acoooooorda, Arthur! Já está tarde. Dormiu demais, rapaz!

Era um vizinho e amigo com quem iria ao Engenhão neste dia em que Zico faz 60 anos para juntos assistirem a semifinal da Taça Guanabara. "Teria sido tudo um sonho, então? Mas, parecia tão real!".

Quando já se preparava para contar seu sonho ao amigo e à família, ele coloca a mão no bolso e encontra o chaveiro do Kashima. Sorri! Olha para os céus e agradece em silêncio. Agora, era um rubro-negro realizado. Finalmente, se sentia completo. Tinha assistido Zico jogar.



 FLAmém!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

REUNIÃO DE DIRETORIA

Caríssimos irmãos de fé rubro-negra,
Salve, Salve, FLAleluia!


Diretoria reunida na Flamengo Linhas Aéreas (FLA) que vem apresentando resultados abaixo do esperado, mesmo possuindo uma marca bastante forte e clientes fiéis. A presidente, nervosa, cobra uma posição dos diretores :

- O que vocês têm a me dizer sobre a nossa atual situação?

Silêncio constrangedor! Ninguém na sala se pronuncia!

A presidente, então, continua em um tom mais enfurecido:

- Desde o início venho fazendo o que vocês vêm me sugerindo e as coisas não estão dando certo. Isto não pode continuar assim! Aconselhada por vocês, quando assumi não nomeei pessoas ligadas a mim para a área de produção. Mantive o time anterior até não dar mais. Braz, o antigo diretor de produção, deixou o ambiente se tornar uma verdadeira baderna. Estava ficando insuportável. Não dava mais. E o que dizer do Comandante Andrade, mantido no posto de comandante geral? Chegou a me pedir conselhos!

Risos foram escutados na sala. Todos sabiam que a presidente nada entendia do negócio principal da empresa. Era uma hábil negociadora que assim chegou ao posto principal. Mas, dar conselhos a algum comandante seria impensado. Esta história só podia estar mal contada, mas como a chefe gostava de repeti-la inúmeras vezes, acabou sendo considerada na empresa como se verdade absoluta fosse.

Ela continuou seu longo monólogo:
- Para o lugar de comandante geral, atendi uma indicação de algum de vocês e promovemos o Rogério, um comissário recém-aposentado, jovem e que poderia representar uma renovação. Foi um fracasso! Tal qual o sucessor dele. Também não tivemos sucesso em colocar no cargo de diretor de produção o Arthur, que foi o melhor piloto que esta empresa já teve. Adorado pelos clientes, seria o escudo perfeito que precisávamos. Com a saída dele, cujos motivos não vale a pena ficarmos lembrando, acabamos trazendo um renomado professor para ser nosso comandante geral. Foi uma reunião de seleção longa e exaustiva. Mas, por mim, parecia proveitosa, ele nos apresentou um projeto de recuperação. Em dois anos seríamos novamente a melhor empresa aérea do mundo. Tinha experiência e poderia nos servir de escudo. Sabemos que ele dá cara à tapa. Nós não podemos ficar de frente. Ele pode! Parecia realmente o nome ideal. Inclusive, teve sucesso em sua missão inicial de nos tirar do vermelho em 2010.

- Porém, muito mais por circunstâncias externas favoráveis do que por nosso próprio mérito, certo? Fomos ajudados pelo mercado - disse um dos diretores, que tinha, desde o início, bronca do tal Professor!

- Não me importa! O fato é que a primeira missão deu certo. Este ano também começamos bem. Os resultados vinham sendo favoráveis até agosto. E aí eu não sei o que ocorreu? Diga-me, Luiz Augusto, o que aconteceu? Você não pode ficar vivendo apenas dos louros de ter tido importante participação na minha nomeação para presidência. Afinal, você é o nosso diretor de produção. O que está acontecendo?

- O planejamento foi feito, presidente. As coisas estão caminhando dentro do esperado. Claro que há certa margem de erro. Mas, nada que nos afaste muito de nosso business plan de recuperação. O projeto está sendo bem sucedido. Ajustes são normais em um planejamento.

Um diretor que dizem sonhar com o cargo atualmente ocupado pelo Luiz Augusto resolveu  se intrometer, questionando-o:

- Como pode estar tudo dentro da normalidade? Eu avisei que esse professor estava decadente. Os funcionários não o suportam mais. O clima está péssimo. Não tem sangue nos olhos da equipe, as viagens estão sendo feitas por fazer e os clientes sentem isto. As revistas especializadas também estão bastante céticas com nossa performance. Isto é estar bem para você?

- Os críticos têm outros interesses. Querem nos prejudicar. Alguns têm problemas pessoais com o Professor! E, vamos ser sinceros, tem muito funcionário aí querendo uma molezinha. Não podemos nos curvar a eles. Entre as viagens, ele não param de ir para à farra. É festa em cima de festa! Depois, cansados de tanto se divertir, não aguentam cumprir a obrigação com zelo. Temos que ser firmes e se preciso for iremos mudar toda a equipe - respondeu Luiz Augusto.

- Os funcionários daqui não são diferentes dos que existem nas outras empresas. Assim é o mercado. O Professor é que não está sabendo lidar com eles. Não adianta trocar a equipe de comissários ou pilotos. Os que chegarem não serão diferentes. O problema é de liderança.  - retrucou o diretor que não gostava do professor.

- Por mim, o erro é de todos. Os funcionários não podem ter a postura que estão tendo e o professor não está sabendo motivá-los. A crise é geral. Daí os resultados abaixo da expectativa. - falou outro diretor.
    
 - Alguém tem alguma ideia para reverter a situação no curto prazo ou seja imediatamente? - questionou a presidente.

- Sim, já enviei emails para o pessoal do marketing bolar uma ação para os clientes abraçarem a companhia. Eles serão a nossa motivação.  - falou Luiz Augusto expondo sua mania de gerir sem sair do seu escritório, por trás da tela de um computador.

- Mas, peraí, que história é esta? Os próprios clientes, sozinhos, já tiveram tal iniciativa. Por conta deles próprios. Por pura omissão nossa. O movimento chama-se Unidos pela FLA! O que falta agora somos nós mesmos fazermos a nossa parte - falou o diretor que desejava a cadeira do Luiz Augusto.

- Olha, o ano está acabando. Não adianta ficar chorando pelo leite derramado. Estamos chegando em nosso deadline. Falta-nos apenas uma viagem internacional de duas pernas, saindo de Macaé e indo até Portugal. O que podemos fazer concretamente, neste curto período de tempo, para recuperar a alegria de viajar com a FLA? Precisamos ser uma das melhores do país para termos o direito de ficar com as melhores rotas no próximo ano. Para pegarmos a rota das Américas e não mais a sulamericana? Vamos fazer um braimstorm. Quero ideias. Quem começa?

Silêncio constrangedor! Ninguém na sala se pronuncia!

É daquela sala é que a solução não iria sair mesmo. Está ficando sinistro!

Que os resultados venham! Nem que seja, como em alguns anos, de forma inexplicável, por pura magia rubro-negra (cores do uniforme da empresa) como costumam dizer por aí. O fato é que precisa dar certo!

FLAmém!

PS: Texto escrito para o Magia rubro-negra

terça-feira, 11 de outubro de 2011

MAIS UMA VITÓRIA INESQUECÍVEL DO MANTO SAGRADO

Caríssimos irmãos de fé rubro-negra,
Salve, Salve, FLAleluia!

Twittando profeticamente

Um anjo avista São Judas Tadeu que andava pelos Jardins do Éden cantarolando alegremente. Imediatamente se aproxima e, após trocarem saudações, pergunta ao Santo:

São Judas Tadeu - Arte: Magia Rubro-Negra- Essa santa felicidade aí é pela vitória no Fla x Flu, certo? Sem querer ofendê-lo, Oh Santo, não seria mais justo deixar o jogo correr sem interferir no resultado?

 Após soltar uma gargalhada, São Judas Tadeu responde:

- Adoro essa sede de justiça dos jovens. No entanto, anjinho, o que o fez chegar a conclusão de que a épica vitória rubro-negra teve qualquer interferência minha?

Antes que o anjo pudesse falar alguma coisa, o santo pega sua machadinha e, como se a mesma fosse uma espada, faz um movimento brusco em ziguezague no ar. Imediatamente, abre-se uma fenda e anjo e santo adentram neste espaço celestial e aparecem em algum outro local do Paraíso.

Logo avistam uma figura roliça falando ao centro de uma pequena multidão. Todos parecem estar se divertindo muito com as histórias que ele está contando. Gargalhadas podem ser escutadas de longe. O anjo não cabe em si de tanta curiosidade e bate as asas com mais força para chegar logo e também poder participar. Ao se aproximarem, o interlocutor os cumprimenta:

- Santidade, que prazer! A que devo tamanha honra!

 - Senhor Cláudio, pode ajudar ao nosso amiguinho aqui a entender o que significa torcer pelo Flamengo?Bussunda - Camisa Flamengo Cobra Coral

 - Para que tanto formalismo, Santidade! Pode me chamar de Bussunda mesmo! - e virando-se para o anjo - Ih, menino de asas, fala sério, aí! Santa ignorância... - e tapando a boca - ops! Desculpe aí, Oh Santidade. Foi um lapso! - e voltando a encarar o anjo - Na verdade para saber o que significa torcer pelo Flamengo, basta ir a um jogo do Mengão no estádio. Experimenta! A emoção de ver aquela galera maravilhosa cantando e gritando palavras de ordem emociona até quem não gosta do Flamengo. Já vi muita gente chorar ao passar por essa experiência. É por isso que a torcida rubro-negra é chamada de nação. Uma nação com muito orgulho de ser Flamengo. Torcedor do Flamengo que se preze faz questão de bater no peito e dizer com o maior orgulho: "Os outros que me perdoem, mas sou Flamengo e não abro".

Após uma pequena pausa, antes que alguém falasse alguma coisa, Bussunda volta a tomar a palavra:

- Deu para entender ou preciso desenhar?

São Judas Tadeu faz um sinal de positivo, chama o anjinho e partem por outra fenda aberta no ar antes que Bussunda começasse a fazer piadas com aquela gente esquisitaça que se diz tricolor. Principalmente com as declarações do técnico do Florminense durante e após a partida, dando chiliques como se estivesse no banheiro da Le Boy.

Desta vez, estavam diante de um senhor calvo, mas também sorridente, que também parecia estar de bem com a eternidade. São Judas Tadeu lhe cumprimenta:

- Senhor Paulo Alberto, poderia nos ajudar contando o que é ser Flamengo?Arthur da Távola

- Claro! Aliás, o Fla x Flu foi uma exemplificação desse significado! Ser Flamengo é ter certezas, vontade, garra e disposição. É paixão com alegria, alma com fome de gol e vontade com definição. É ser forte como o que é rubro e negro como o que é total. Ser Flamengo é ter alma de herói e coração incendiado de guerreiro como Bottinelli, e também, ter a cabeça de gênio militar como Luxemburgo. Ser Flamengo é não temer, é ousar, é enfrentar trovões com o olhar (ou seria com o Bottinóculo?) firme da convicção. Ser Flamengo é ir em frente onde os outros param, é derrubar barreiras onde os prudentes medram. É "correr para" e jamais "correr de". Ser Flamengo é vencer!

Durante o caminho para mais uma etapa da peregrinação que estavam fazendo, o anjo, visivelmente emocionado, pergunta:

- São Judas Tadeu, realmente parece ser muito emocionante ser Flamengo. Quem é, como os dois a que me apresentou, certamente guardará tão nobre sentimento por toda a eternidade, mas...

São Judas Tadeu interrompe para explicar que o senhor que pronunciou tão belas palavras era conhecido em vida pelo pseudônimo de Arthur da Távola e era.... tricolor! Sábio, mas tricolor. Ao ouvir isto, o anjo notou que ser Flamengo deveria ser ainda mais especial do que estava imaginando. 

Enquanto pensava nas coisas que tinha acabado de escutar, o anjo vê São Judas se aproximando de mais um senhor. Cumprimentaram-se e o santo cochicha algo no ouvido do novo interlocutor, que se aproxima do anjo, com uma camisa do Flamengo, arrumada pelo Santo, às mãos e diz:Nélson Rodrigues
- Para qualquer um, a camisa vale tanto quanto uma gravata. Não para o Flamengo. Para o Flamengo a camisa é tudo. Já tem acontecido várias vezes o seguinte:- quando o time não dá nada, a camisa é içada, desfraldada, por invisíveis mãos. Adversários, juízes, bandeirinhas, tremem, então, intimidados, acovardados, batidos. Há de chegar talvez o dia em que o Flamengo não precisará de jogadores, nem de técnicos, nem de nada. Bastará à camisa, aberta no arco. E diante do furor impotente do adversário, a camisa rubro-negra será uma bastilha inexpugnável.

Ninguém sabia revelar segredos como ele. Sim! Estavam diante de Nélson Rodrigues. O anjo, então, abre um sorriso e, com a camisa rubro-negra oferecida pelo dramaturgo balançando na mão, começa a cantar:
- ♫ Com meu manto sagrado.... Minha bandeira na mão .... ♪

Naquele local ainda havia muitos com quem poderiam conversar sobre esse assunto. Contudo, São Judas Tadeu já estava satisfeito. Sabia que aquele anjinho finalmente havia compreendido mais um mistério. Quando os jogadores do Flamengo atuam com garra e determinação, eles incendeiam o amor de milhões de bussundas espalhados pelo mundo inteiro, criando uma força de fé e paixão descomunal, que é logo percebida pelos adversários que, tal qual Arthur da Távola, compreendem o que significa ser Flamengo. E tremem! Então, o Flamengo se agiganta ainda mais. O que só aumenta a motivação de sua imensa torcida, refletindo imediatamente no espírito dos jogadores em campo. Esse ciclo virtuoso é que faz o Milagre do Manto acontecer, como descreveu poeticamente Nélson Rodrigues.

E, dessa forma, o inexplicável acontece. No último domingo, ocorreu por intermédio dos pés de Bottinelli. Já existiram outros heróis. Muitos outros haverão de vir enquanto permanecer acesa a chama deste amor chamado Flamengo!

Esta é a magia rubro-negra de ser!
Eis o mistério de nossa fé!

FLAmém!

PS: Gostou? Então, comente e divulgue, por favor! Este é o melhor termômetro para que eu possa analisar a aceitação dos textos. Muito obrigado!
PS2: Escrito especialmente para o Magia Rubro-Negra

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

A CONCORRÊNCIA ENTRE FLA x FLOR

Caríssimos irmãos de fé rubro-negra,
Salve, Salve, FLAleluia!


Uma grande multinacional brasileira resolveu fazer uma licitação para escolher uma empresa para elaboração de um projeto de logística e gestão da distribuição de seus produtos por todo território nacional. Devido ao grau de complexidade e aos altos valores envolvidos, optou-se por uma concorrência do tipo "melhor técnica". Para garantir a escolha do melhor projeto, decidiu-se pela utilização de um procedimento não convencional, a ser executado em etapas, onde se levaria em torno de oito meses para definição do vencedor, que seria aquele que somasse o maior número de pontos de acordo com os critérios apontados no edital.

Decorridos aproximadamente cinco meses do início do procedimento licitatório, apenas seis empresas ainda tinham condições de se sagrar vencedoras, sendo que duas delas estavam empatadas com 6 pontos atrás da líder. Conforme previsão no instrumento convocatório, uma delas precisaria ser desclassificada neste momento. Uma reunião ficou agendada para o próximo domingo para que cada uma pudesse apresentar um detalhamento maior do projeto a fim de que a importante decisão pudesse ser tomada.

O embate seria entre a Empresa de Logística Fluminense, mais conhecida pela marca Flor das Laranjeiras, escolhida como a melhor do setor no ano passado e a FLA - Flemish Logistics Advice (Assessoria Logística Flamengo em português), uma multinacional belga, da região de Flandres, que em 2009 foi escolhida pela sexta vez como a melhor empresa na área de logística do Brasil. (Nota: caso alguém não saiba, flamengo significa aquele que é natural da região de Flandres).

Após ter iniciado a concorrência muito mal, a Flor das Laranjeiras se recuperou e, para muitos analistas do setor, está até em um momento melhor do que sua rival. Seus colaboradores são carinhosamente chamados pela própria diretoria de Guerreiros, porque diz a lenda que para eles não há batalha perdida. Porém, a realidade é um pouco menos glamourosa (jargão muito utilizado dentro dessa companhia esquisitaça), já que a coleção de micos da empresa é muito superior a de suas conquistas importantes.

Já a gigante FLA tem muito mais apelo mercadológico. Segundo as análises de especialistas, ela teria tudo para ganhar qualquer concorrência no país, porém vive se atrapalhando em seus próprios conflitos internos. Nada para ela parece ser simples como seus indicadores demonstram. Deve ser uma questão cultural flamenga (= da região dos flandres). 

Nos últimos dias viu-se, por exemplo, a diretoria da FLA envolvida em mais uma de suas intermináveis brigas internas. Desta vez, ocorreu uma discussão em plenos corredores da sede, na frente de todos, entre o diretor de logística, Luiz Augusto Caetano e o gerente de planejamento, Jeremias Tim Oko, em um episódio que ficou conhecido como "A Guerra dos Seis Dias"! O motivo foi que o gerente estaria agendando reuniões sem a participação do diretor, que se sentiu bypassado. Em qualquer lugar, o chefe tomaria as providências cabíveis e encerraria o assunto, que poderia até culminar com a demissão do gerente, dependendo do caso e da reincidência. Mas, ninguém sabia explicar porque naquela empresa tudo era diferente. Lá o assunto tornava-se público e o chefe cobrava de terceiros explicações sobre o próprio comportamento de um subordinado. Inacreditável essa cultura da região de Flandres!

Mas, nem tudo parecia ser guerra. O gerente de projetos, Wander Lichtenstein, que preferia ser chamado de Professor Lichtenstein, resolveu mostrar a todos que o mal-estar com seu grupo de colaboradores tinha sido superado e deu uma festa em sua casa, tirando fotos do animado churrasco e colocando-as, posteriormente, no site da empresa para que todos pudessem ver que o clima agora era de paz. Seria mesmo? Eis a questão! Porém, não se recomenda duvidar das habilidades de alguém que, por várias vezes, já foi eleito o "Profissional do Ano", mesmo que seja considerado por muitos como já estando em final de carreira.

Outro tema tratado na Flemish Logistics Advice nesta semana foi o resultado de uma pesquisa "Top of Mind", ou seja, aquelas que visam qualificar quais seriam as marcas mais fortes na cabeça dos consumidores. A FLA sempre foi considerada a mais popular do país no setor. Entretanto, nos últimos anos tem sido comum a divulgação de informações indicando uma aproximação e, às vezes, até empates com a  marca Timão de propriedade da Logística São Jorge. A diretoria da empresa flamenga sempre encara tais resultados com desdém e foi o que ocorreu mais uma vez. Pelo visto em Flandres, ninguém desce das tamancas. Nem para tentar interpretar corretamente a pesquisa e comemorar. Como se tratou de uma medição nas 12 principais regiões metropolitanas do país e a concorrência sempre se vangloriou de ser "a marca mais importante onde realmente importa" era de se esperar que aparecesse em primeiro lugar. Nem assim!

Contudo, o que realmente importa é como as equipes se apresentarão na decisiva reunião de domingo. Você acredita que a FLA esteja novamente unida e pronta para ser a grande vencedora não só deste duelo particular contra a Flor das Laranjeiras, mas da própria concorrência no final do ano? Vamos aguardar o próximo e emocionante capítulo!

Rumo ao Hepta!
FLAmém!

PS: Escrito para o blog Saudações Rubro-Negras

Atenção: Trata-se de uma obra de ficção. Qualquer semelhança com nomes de pessoas físicas ou jurídicas reais será mera coincidência.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

NO BARZINHO COM FLAMIGOS DE VERDADE

igCaríssimos irmãos de fé rubro-negra,
Salve, Salve, FLAleluia!

Montagem do designer Alisson Furfuro, da UAI Sites,
com base num tweet do @celoCRF

Todo jogo do Flamengo, um grupo de FLamigos, numa espécie de confraria, apelidada de Flamengo de Verdade, se reune para assisti-lo em conjunto. O encontro é considerado por eles como sendo quase tão sagrado quanto a partida em si, pela oportunidade de bebemorarem e conversarem sobre futebol. Dizem as lendas que, após um debate mais acalorado, a reunião já acabou em uma delegacia. Embora, os mais antigos jurem que o episódio terminou com todos abraçados por lá, inclusive, o delegado, que também era rubro-negro.

A organização do evento fica a cargo do Warley, que, como ponto de encontro para Figueirense x Flamengo, escolheu um bar no estilo alemão. Durante o jogo, poucos comentários. Todos estavam nervosos e atentos ao espetáculo. Até que veio o primeiro gol. Alívio, gritos, mais pedidos de chope e na comemoração alguém disse:
- Gol do Cone! Gol do Cone!
- Pois é.... Bom é o Gladiador que não fez nenhum gol desde que cometeu a heresia de não fechar com o certo.
- E Ronaldinho estava na jogada. Como sempre!
- Temos que aproveitar, não é todo dia que Léo Moura acerta um cruzamento e Deivid completa bem assim.
- Isto me lembra que temos que pedir mais um chope! - Falou Leco! 

No intervalo, Warley se disse muito satisfeito com o time e concluiu:
- Este Flamengo está f...! Deixa o adversário achar que está dominando, não se desespera, se defende bem e, no momento certo, dá o bote fatal! Mengoooo!
- Mengooooo! - bradam todos de forma uníssona, tintilando suas canecas e tulipas!
- O roteiro está bem semelhante ao jogo contra o Cruzeiro. Os caras têm a posse de bola, mas não incomodam. - comparou Allan!
- Concordo, mas o Thiago Neves não estaria se poupando ou sentindo a contusão? - perguntou Marciano!
- Está nitidamente a meia-bomba! Tem que voltar com o Botti no segundo tempo! - concluiu, Warley, com sua tradicional ênfase!
- Isto aí... Botti nele! Falou alguém, num infame trocadilho com o nome do argentino.
- Mais um chope - pediu Leco, logo sendo seguido por grande parte do grupo!

Veio o segundo tempo e, com ele, mais um gol do Deivid! Novas piadas e expectativa do cara pedir música no Fantástico.
- Foi quase olímpico do Ronaldinho! Deivid só empurrou! Nem sei se a bola iria entrar direto.
- E, o Deivid, segundo consenso geral, é o pior centro-avante do campeonato - ironizou o Walter.
- Para muitos, o Jael já deveria ser o titular deste trem, lembrou o Minerim, no mesmo tom de deboche!
- É o bem que uma sombra faz - decretou Warley!
- Aí, Leco... sombra lembra algo refrescante que, por sua vez,  lembra....
- Chope - gritaram em conjunto, chamando o garçom!

O assunto logo parou porque o Figueirense diminuiu. O Flamengo sofria seu primeiro gol desde que Airton retornou. Alguns não acreditavam! Teve gente que nem chegou a ver o lance, por ainda estar comemorando a façanha do Deivid. Gritos de impedimento foram pronunciados, seguidos de uma série de impropérios ao bandeirinha, lógico! No entanto, o replay mostrou que a jogada foi normal, regular! Angelim tentou fazer a linha de impedimento e errou. Aliás, ao longo do jogo, houve quem estranhasse o fato do "Magro de Aço" estar aparecendo muito do lado direito da nossa defesa. O mistério era: por onde andaria o Welinton?

- Está na hora deste jogo acabar - falou João Carlos, já demonstrando que o nervosismo começava a superar a confiança da galera.
- Está na hora é de novo chope. Para relaxar! - disse Leco, logo procurando o garçom!

O time recuava e o juiz começava a aparecer mais do que os jogadores. Foi o bastante para dar início ao bate-papo mais antigo do futebol: a arbitragem!
- É o que sempre digo. Não é preciso inventar penaltys ou anular gols para fazer o resultado. Basta enervar um time invertendo faltas - proclamou Warley.
- Este juiz não está deixando nossos jogadores esfriarem a partida, ignorando as faltas que estamos sofrendo. Já para o Figueirense, basta alguém cair no chão que ele marca - concordou Allan.

O jogo termina empatado, mas a discussão estava apenas começando. Agora é que a coisa iria esquentar. Após Leco pedir mais uma rodada de chope, João Carlos reclama:
- Lembro que um time no estilo Robin Hood dificilmente é campeão!
- O resultado até que não foi ruim. Não iremos vencer todos os jogos. O negócio é não perder fora. Luxa (ao demorar a substituir) e, claro, esse juiz mataram nossas chances de vitória - falou Warley.
- O empate pode não ter sido ruim, mas diante das circunstâncias.... Pensem bem, estávamos vencendo por 2 x 0! Já sobre o juiz, não falo! Deixo para os botafoguenses da mesa.

Há algo pior do ser chamado de botafoguense? Imaginem a confusão que João Carlos, autor do último comentário, arrumou com tal xingamento. O Flamengo de Verdade virou Arco-íris de Verdade. Quem reclamava do juiz era botafoguense; quem cornetava o time, mesmo com a ótima campanha, era palmeirense; quem falava besteira virava vascaíno e quem achava que não devia falar mal do juiz (ou seja, deixava que lhe passassem a mão sem reclamar) tornava-se... tricolor!

Affonso lembrou que em pleno Dia dos Pais o assunto predileto estava sendo a mãe do juiz. Gustavo se pôs contra a tese de que o juiz estivesse mal-intencionado, argumentando:
- A arbitragem é sempre ruim. No mundo todo! Ás vezes, é contra a gente, como foi o caso; em outras, a favor. Ficar falando mal parece choradeira, sim! É se apequenar! Recuso-me a falar sobre arbitragens e complôs da CBF. Um time experiente como o do Flamengo não poderia ter sido tão ingênuo. Onde já se viu tomar um cartão atrás do outro por reclamação, continuar reclamando e se esquecer do jogo? Faltou inteligência e equilíbrio.
- Pois, você acabou de falar sobre arbitragem, Gustavo! Diz que não fala só para levantar a tese de que não se deva discuti-la. É a tal história: o apolítico não estaria fazendo uma forma de política? Ora, até os velhinhos da FIFA, ao se recusarem o auxílio tecnológico, estão reconhecendo a graça de discutir arbitragem. Sua tese é furada - respondeu Affonso, na já engraçada birra cármica entre os dois amigos.
- O juiz era um FDP, que só usava regra para um lado. Mas, os jogadores notaram que ele iria amarelar todo nosso time por reclamação e continuaram reclamando? Nisto, o Gustavo está certo! - Falou Leco, pedindo nova rodada, afinal sabia que o assunto ainda iria render.
- Espero que o Luxa tenha um discurso para fora e outro interno. Ronaldinho está recebendo muitos cartões. Não dá! - emendou Gustavo
- Mas, convenhamos dos 3 cartões desta série, um foi por ter feito gol, após o juiz marcar erradamente o impedimento e outro foi este absurdo de ontem - lembrou o Walter, sempre atento aos detalhes.
- Achei cômico quando o Gaúcho foi se justificar com o Professor para não tomar uma chamada, acusado de ter forçado o cartão. O Luxa tem mesmo moral! - falou Jorge
- Vocês estão esquecendo de que ele é o capitão. Cabia a ele interpelar o juiz.

Discutiu-se então sobre o papel do capitão a forma de falar com a arbitragem e até sobre o sexo dos anjos. O importante era cada um dar seu veredicto sobre o que acontecera. Todos absolutamente convictos de que estavam cobertos de razão. O papo rolou até a noite. O chope, também! No final, qual foi a conclusão? Ninguém sabe, obviamente. Isto não importava nem um pouco. O principal era saber onde se encontrariam para assistir o jogo contra o Atlético-GO e, claro, continuarem a falar sobre o assunto que mais agradava a todos ali: o Flamengo!

Na próxima, até eu vou querer comparecer, torcendo para que nossos gols sejam mais comentados do que a atuação do juiz!

Se em um próximo jogo do Flamengo, você também vivenciar uma boa história e quiser compartilhá-la, envie para igrejaflamengo@jorgefarah.com.br
FLAmém!

PS: Artigo inspirado em um grupo de discussão por email chamado Flamengo de Verdade.
PS2: Texto publicado conjuntamente no Magia Rubro-Negra!

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

A PRELEÇÃO

Flamengo entrando em campo para enfrentar o Coritiba  no Engenhão
que, aos poucos, vai ficando com a cara da Cervejaria
Caríssimos irmãos de fé rubro-negra,
Salve, Salve, FLAleluia!

No vestiário, jogadores, já uniformizados, aguardam ansiosos a preleção do técnico, que, falando como se fosse um sargento para um grupo de soldados, começa com uma pergunta, :
- Todo mundo pronto para derrotar o Flamengo?

Após, algumas tímidas respostas afirmativas, o treinador bate palmas, como se estivesse querendo acordar os jogadores, e repete a pergunta:
- P#}}M. Como é que é? Ca}MV!# Não ouvi nada! Estão com medo? Quero ver sangue nos olhos! Vocês estão prontos para fazer história e derrotar o Flamengo?

- SIIIIMMMM!!!!

- Agora, sim! - após mais palmas, ele continua - Bateremos o time a ser batido?

- SIIIIMMMM!!!!

E o papo continua neste mesmo tom. O comandante perguntando sobre se venceriam o Flamengo e os jogadores respondendo afirmativamente cada vez mais forte! Ele estava ficando contente com o resultado até que alguém, com uma voz demonstrando empolgação e ingenuidade, fez a pergunta crucial:
- E como faremos isto, professô?

Era o auxiliar de roupeiro recém-contratado. Todos os jogadores imediatamente dirigiram seus olhares para ele e, logo após, se entreolharam como que se estivessem repetindo a pergunta. O técnico nota o que está acontecendo e diz:
- Zezinho, estou trabalhando! Tudo aqui tem uma lógica, um momento certo de acontecer. Então, ouça, mas não atrapalhe!

Malandro e experiente, num tom de voz baixo, meio zen, dirige-se à equipe, sem perder a pose professoral:
- Tenho certeza de que vocês sabem a resposta para essa pergunta. Lembrem-se do que comentei com vocês durante a semana e dos DVDs que assistimos na concentração. - Completou, aumentando o tom da voz - Quem quer me dizer como vamos derrotar o Flamengo?

- Vamos partir pra cima deles - responde um dos atacantes!

- Está maluco? - retruca o treinador - Está se achando o Neymar? Não viu que o Santos com ele em dia inspirado não foi páreo quando foi para cima do Flamengo! O que dirá de nós? Você por acaso irá aguentar o tranco?

- Vamos marcar muito bem o Flamengo. Vamos tirar os espaços deles e não deixarem tocar a bola. - falou o volante!

- É por aí... - mas só isto não basta! O que mais?

Assim, a conversa prosseguiu com o grupo dando as ideias. Ao final, o Zezinho pegou um papel e disse:
- Professô... professô.... O senhor vai adorá... Anotei aqui a fórmula de parar os urubu conforme vocês iam falando - e prosseguiu em seu português peculiar - Basta a gente tirar os espaço deles, marcarmos o campo todo por pressão, explorá as falha que tiverem na defesa, torcer muito para que Ronaldinho e Thiago Neves estejam ambos os dois em um péssimo dia. Além disto, cada jogador nosso tem que dar o máximo em campo e, claro, termos muita sorte.

Os jogadores desanimados com o resumo de suas chances de vitória, ainda escutaram a derradeira pergunta em tom de ingenuidade do garoto:
- Mas, professô... e se depois de tudo isto acontecer, nada der certo pru Flamengo e tudo der certo pra gente, o tal do Manto deles resolver fazer a Magia Rubro-Negra acontecer e decidir o jogo sozinho, transformando um jogador desconhecido em nosso carrasco?

Já sem paciência, o técnico responde:
- Aí, só nosso time inteiro se juntando e dizendo com convicção as seguintes palavras: "Pai Nosso que estais no céu...."

Realmente, não deve estar nada fácil para quem tem a obrigação de nos enfrentar! O Flamengo de 2011 está Cruel, muito Cruel!

FLAmém!

PS1: Sulamericana? Por mim, teríamos ido com um misto de reservas e júniores. A maratona de jogos decisivos, além do cansaço, poderá acarretar contusões musculares. O campeonato brasileiro deveria ser prioridade, mas, como esta não foi a opção da comissão técnica, só nos resta partir para mais um título!

PS: Texto especialmente escrito para o Magia Rubro-Negra