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sábado, 16 de abril de 2011

FIM DA FASE DE TESTES

Caríssimos irmãos de fé rubro-negra,
Salve, Salve, FLAleluia!
Foto de Marlin Harms
Está chegando a hora da onça beber água. A hora em que meninos são separados dos homens; os sapos, dos príncipes; os fracos, dos fortes; os simples mortais, dos verdadeiros heróis! Uns cairão, outros sobreviverão e irão comemorar! Está chegando a hora com a qual nós, rubro-negros, mais nos identificamos: o momento da decisão!

O Macaé será o nosso último "amistoso" do semestre. Depois entraremos nas decisões da Taça Rio, do campeonato estadual (que espero nem precisar participar) e a fase crucial da Copa do Brasil.

É fato que estamos invictos e será importante mantermos a invencibilidade contra o Macaé. Também é verdade que temos amplo favoritismo contra o Horizonte pela Copa do Brasil, mas precisamos confirmar isto em campo. O jogo tem grande importância para nossas pretensões. Principalmente o primeiro, que será disputado na próxima quarta-feira no Engenhão.

Assim, teremos nossa última oportunidade de realizarmos testes em nosso elenco e sistema tático. Como vinha dizendo neste espaço, o que mais importava até aqui não era termos um padrão, mas conhecermos nossas limitações e testarmos alternativas táticas e técnicas.

Discordo de algumas opções de nosso treinador. Teria feito mais testes. Por exemplo, ele deu entrevista dizendo que não poderíamos jogar com dois atacantes porque o time se abriria. Mas, com base em que falou isto? Apenas em treinos? Ou nem mesmo nas observações de treinos? Por várias vezes, com o time precisando ganhar, no segundo tempo, ele colocou dois atacantes e.... atingimos o objetivo! Era um teste que eu teria feito contra os bambalas da vida que enfrentamos na Taça Rio. Diego Maurício também poderia ter sido testado como o atacante solitário de nosso esquema.

Ainda temos a oportunidade de disputarmos mais um jogo com pouco valor. É o momento de aproveitar esta derradeira oportunidade. Os pendurados pelos cartões serão poupados. Será ótimo para observarmos o Galhardo em sua real posição e analisarmos o Angelim atuando um jogo inteiro como zagueiro (pena que ao lado do Jean). No lugar do Williams, parece que iremos de Fierro. Eu testaria o Muralha (até mesmo no lugar do Maldonado). Mas tudo bem. Na lateral esquerda, eu colocaria um garoto da base (Jórbison seria o meu predileto). Luxa também poderá optar por poupar Thiago Neves e Ronaldinho, por pelo menos um tempo, escalando Bottinelli e Diego Maurício. Sou favorável!

E você, irmão rubro-negro? Qual seria sua opção? Iria com força total para garantir a invencibilidade, mesmo sabendo que a motivação não seria das maiores? Ou faria os últimos testes? Quais seriam?

FLAmém!

PS: Este artigo foi republicado no Magia Rubro-Negra.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Jogador ou Infra-estrutura: Eis a Questão! Estou no SRN!

Caríssimos irmãos de fé rubro-negra,
Salve, Salve, FLAleluia!

Com muito orgulho, informo que escrevi um texto especialmente para o blog Saudações Rubro-Negras. Ao contrário do que estão acostumados a ler por aqui, optei lá pela utilização de um outro estilo. Estou propondo um debate sobre qual investimento seria mais vantajoso para um clube: infra-estrutura, como a construção de um centro de treinamento, ou  contratação de um bom jogador, como o Vagner Love.

Solicito aquela tradicional força que sempre me deram colaborando com comentários ou page views. Quem sabe assim o @LuisSRN não compra meu passe. rsrsrs

Agora falando sério, gostaria muito de te escutar, querido leitor rubro-negro. Em sua opinião, valeria a pena também abordar temas de forma menos emotiva, passional e religiosa e apelar para a racionalidade, propondo debates sobre a gestão do Flamengo, por exemplo? Para evitar confusão, nA Palavra da Salvação Rubro-Negra manteria as crônicas mais descontraídas, muitas vezes, utilizando-me de parábolas para dar o recado com ajuda de personagens fictícios, santos, seres mitológicos e até mesmo blogueiros e twitteiros rubro-negros. Já em algum blog amigo, escreveria de forma mais séria, racional  e direta. O que acha?

Então, vamos deixar de conversa e visitar o Saudações Rubro-Negra.

Aproveito para avisar que também apareço novamente no Flamengo Eternamente com a republicação dos 10 Mandamentos de um Flamenguista. Confira!

FLAmém!

terça-feira, 27 de abril de 2010

Os 10 Mandamentos

Caríssimos irmãos de fé rubro-negra,
Salve, Salve, FLAleluia!

Enquanto aguardamos a decisiva Missa desta quarta-feira, com direito ao santo sacrifício de gaviões por parte de urubus, repasso algumas aulas do catecismo rubro-negro.

Atendendo a pedidos, transcrevo aqui os 10 mandamentos da Igreja Flamenguista do Reino Rubro-Negro, que costumo postar no twitter periodicamente. São eles:

1) Amar ao FLAMENGO sobre todos os outros clubes
“Amarás o Senhor Rubro-Negro e o Flamengo com toda sua força, sua alma e seu coração” (RN 10,1);

2) Repetir o santo nome do FLAMENGO sempre e em qualquer ocasião
“O Flamengo é nossa religião, quão poderoso é teu nome em todo o reino rubro-negro , por isto, deve ser sempre aclamado” (RN 10,2);

3) Guardar domingos e dias de jogos
“Guardarás o dia de domingo para santifica-lo e honrarás os dias de missa festiva” (RN 10,3);

4) Honrar a torcida e a instituição FLAMENGO
“Jogadores dêem toda a sua garra e entreguem-se por completo durante os jogos, pois é isto que se espera de quem veste o manto sagrado; este é o sacrifício para o qual foram chamados e assim serão felizes e eternamentes lembrados” (RN 10,4);

5) Ajudar ao Flamengo a sacrificar seus os adversários em nosso Templo Sagrado: o Maracanã
“O Senhor Rubro-Negro se fará presente com toda a sua plenitude ao ouvir o Flamengo ser louvado e glorificado durante os cultos e, assim, sacrificará os mascotes adversários oferecendo suas carniças aos urubus” (RN 10,5);

6) Não ter outro time e nem virar casaca
“Não pecar contra o próprio manto, usando ou glorificando o de outrem” (RN 10,6);

7) Ganhar de forma limpa, só com a força da nação, mas mandar o juiz ladrão direto para o inferno
“Não roubarás! Não há necessidade! O Flamengo poderá ser sempre superior contando apenas com a força de seus devotos; mas esses, também, não deverão aceitar mansamente a atuação de árbitros mal-intencionados, é preciso exigir justiça, sem entretanto apelar para qualquer violência” (RN 10,7)

8)Falar mal de qualquer outro time e nunca do Flamengo
“Jamais testemunhar a favor de outro clube, exceto quando a vitória de qualquer um deles beneficiar o Flamengo.” (RN 10,8);

9) Respeitar um irmão Rubro-negro como a ti mesmo
“Não levantarás falso testemunho contra um Flamenguista e respeitarás um outro rubro-negro como a ti mesmo” (RN 10,9);

10) Não cobiçar os títulos alheios – afinal teremos sempre os mais significativos
“Bem-aventurados aqueles que sabem compreender que por vezes alguns campeonatos podem ser entregues a outros para que possamos compreender pela derrota a importância da vitória e, entendendo esse mistério, saberão que os principais títulos estarão sempre do lado rubro-negro” (RN 10,10);

Acima de Tudo e de Todos, Flamengo.

FLAmém!

PS: Este texto foi republicado no Blog FLAmengo Eternamente! Obrigado pela honra, Warley!

sábado, 17 de abril de 2010

AGORA É COM A GENTE!

Caríssimos irmãos na fé rubro-negra,
 Salve, Salve, FLAleluia!

Está feia a coisa para o nosso lado. Não é isso que temos acompanhado no noticiário? “Briga de jogadores no vestiário”; “Jogadores do Flamengo envolvidos com polícia”; “Nova confusão envolvendo jogador do Flamengo”; “Imperador aparece com contusão misteriosa”; “Flamengo fica em situação delicada na Libertadores” “Adversário tem semana de treinamento e tranquilidade enquanto Flamengo briga”; etc etc etc blá blá blá

Certa vez, Arthur Muhlenberg disse em seu formidável URUBLOG que a imprensa é o único lugar do Brasil que inverte a ordem natural das coisas, pois lá, os flamenguistas parecem não ser maioria. Mas, não é que existe muito rubro-negro que embarca nessas ondas furadas! Outros fazem ainda pior, pois alimentam o monstro, afinal vários desses assuntos jamais poderiam ter chegado ao público.

O que a galera do arco-íris parece sempre esquecer é que urubu não é peru para morrer na véspera. Quantas vezes não tentaram nos fazer acreditar que “já era”, que “não dava mais para o Mengão”, para algum tempo depois se contradizerem e incrédulos falarem em verdadeiros milagres operados pelo nosso esquadrão.
Ora, se, por acaso, algum dia, os números não nos forem favoráveis, azar dos números. É como pensa um rubro-negro autêntico. Neste ano, é verdade que perdemos algumas batalhas. Talvez até lutas consideradas ganhas. Mas, amigos, as guerras não acabaram. Ainda estamos vivos em todos os campeonatos.

Tal qual a mitológica fênix, o urubu costuma renascer das cinzas, quando o dão por derrotado e destruir a carniça dos adversários. Devotos, não temam! Chegou a hora! Como diziam, está na “hora da onça beber água” e, neste momento decisivo, é que o Flamengo é mais Flamengo do que nunca.

Sabem por quê? Porque agora, é com a gente. É comigo, é contigo, leitor! Somos um povo sofrido, mas não desistimos. Eles querem nos derrotar, nós nos unimos. Eles querem nos debochar, nós abafamos suas vozes com nossos gritos de guerra.

Domingo, estarei em nosso templo sagrado. Quarta, também! Farei a minha parte. Serei uma pequena peça de uma engrenagem capaz de mudar o rumo das coisas. Assim, acredito! Eu posso! Você pode! Juntos, nós podemos! Cada um de nós, numa grande sinergia, cantando e louvando o Flamengo, durante esta jornada decisiva, como toda nossa força é que podemos inflamar o time em campo e, como diria o tricolor, mas sábio, Nelson Rodrigues, “fazer funcionar o milagre do manto sagrado”.

Além do que, com dificuldades, é sempre mais gostoso!

Vamos Flamengo,
Vou ser Campeão!

FLAmém!
Sigam @IgrejaFlamengo no twitter

PS: Texto publicado originalmente no Flamengo, Aspirinas e Urubus e republicado no Magia Rubro Negra e só depois, neste espaço, então, recém-criado.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Meninos, Eu Vi....

Meninos eu vi…

Vi todos os 6 títulos do Flamengo. Não é que eu estivesse presente em todas as decisões, mas uma das pouquíssimas vantagens de ser um rubro-negro de mais de 40 anos é exatamente a de poder ter acompanhado nosso período de ouro. E… meninos, acompanhei todos os nosso títulos nacionais. Vibrei e vibrei muito em cada um deles.

Meninos, eu senti….
Senti uma angústia por ver meu Flamengo, antes soberano, se regionalizar. Por vê-lo, assim como via o meu Rio, sendo, achincalhado e aviltado dia após dia, fracasso após fracasso. E, pasmem!, meninos, quase acabei acreditando que não poderíamos ser campeões brasileiros em torneios por pontos corridos. Que o futebol agora era mais do que nunca “poderio econômico e infra-estrutura”. Concreto e dinheiro substituindo pessoas. E da mesma forma que o retrato do país, o Flamengo estaria condenado a não ter futuro!
Meninos, eu vi…
Vi, após longo jejum de 17 anos, o meu Flamengo voltando a chegar ao último jogo do campeonato em condições de ser campeão. Dependendo só dele. A esperança voltava!

Meninos, eu senti…
Senti o Flamengo forte novamente! Senti o Flamengo incomodando os adversários. O Flamengo causando perplexidade na imprensa do politicamente correto, dos jornalistas mauricinhos e sem conteúdo. O Flamengo, logo quem?, O rei da bagunça, da falta de organização, dos maus dirigentes! Sim, mas o mesmo, Flamengo da força de um exército de fiéis apaixonados que cisma em demonstrar que a razão nem sempre supera a emoção. O Flamengo que com um técnico humilde (como já ocorrera em outros títulos), que não é grosso, que não precisa tratar mal a imprensa, nem bajulá-la e, ainda por cima, negro, chegava novamente ao topo. E senti o Flamengo forte ao ler e ver que estes mesmos comentaristas da obviedade não entendiam como o Pet, para muitos, um ex-jogador em atividade, poderia voltar a ser capaz de levar um time ao topo. Senti como a obviedade burra desta parte da imprensa não compreende mesmo a força de nosso Manto Sagrado. Senti um desespero ao questionarem como o Adriano poderia trocar a poderosa, mas triste Milão pela bagunçada, porém alegre capital carioca. Ora, esqueciam de que não era apenas para o Rio que o Imperador voltava, mas para todo seu berço: família e clube de infância. Eles realmente não entendem o Flamengo!
Meninos, eu vi…
Eu vi o Maracanã, nossa catedral, lotado de fiéis numa festa linda. Vi a casa pronta para o 6º título do nosso clube/religião! E vi um time nervoso em campo e o Grêmio, que diziam que nada queria, ir para cima e fazer o primeiro gol.

Meninos, eu senti…

Senti um nervosismo sobrenatural no ar. Senti medo! Senti angústia! Senti vergonha de não ter fé, de achar que poderia dar errado. Senti novamente o pesadelo de derrotas antigas virem à tona.

Meninos, eu tentei…

Tentei gritar!. Empurrar o time! Às vezes acompanhado de parte da torcida; em outras a acompanhando. Mas, o grito cismava em sair abafado. Festa e gol de empate não aliviaram o sofrimento. Parte de mim tinha certeza da vitória. Outra teimava em pensar que a citada imprensa do politicamente correto tinha razão. Não conseguia identificar, Meninos, o que, na verdade, eu sentia. Eram tantos sentimentos opostos e simultâneos…. Nada do que já passei se comparava a isto. Vergonha e êxtase juntos! Coragem e medo de uma só vez! Esperança e temor dividindo o mesmo coração! Não dava mais! Iria explodir.
E, Meninos, eu explodi…
Explodi de felicidade pelo gol do Angelim. Outra tapa com luva de pelica do meu Mengão. Como o gol do título poderia ser feito por um zagueiro tão inexpressivo, mas, ao mesmo tempo, tão elegante e vigoroso? Ridículo, este Flamengo!
Meninos, eu senti…
Na verdade, continuei sentindo a ambigüidade de intuições opostas. Bruno prendia a bola com os pés em nossa área e eu achava que meu coração quarentão não agüentaria mais….Encorajava quem estava ao meu lado angustiado, mas, por dentro, estava mais tenso do que todos. Tinha a certeza da vitória, mas o medo de um novo Santo André pelo caminho.

Por fim, Meninos, eu vi…

Vi o jogo terminar e novamente o Flamengo ser campeão. Pela sexta vez! Somos HEXA!

E Meninos, eu senti…
Senti a emoção de voltar a ser o maioral. Senti como é bom ser Flamengo. Festejei! Gritei! Chorei! Arrepiei-me! E, mas do que tudo, tirei um peso monumental de cima de minhas costas. E, novamente, leve, estou pronto….

Sim, meninos, estou pronto...

Pronto para o Hepta! Para o Bi da Libertadores e o Bi Mundial!
Vamos Flamengo….

Esta loucura que eu sinto por ti…. nunca foi tão intensa!

Vamos, meninos… Vamos Flamengo….

Flamém!

PS: Nesta data, este blog ainda não havia sido criado. Este artigo foi publicado originalmente no Flamengo, Aspirinas e Urubus e republicado no Magia Rubro Negra.