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quarta-feira, 17 de abril de 2013

100 DIAS QUE ABALARAM A NAÇÃO



Franklin D. Roosevelt assumiu a presidência dos Estados Unidos quando o PIB do país havia caído pela metade, 15 milhões de pessoas estavam desempregadas e a Bolsa de Valores havia encerrado suas atividades por tempo indeterminado, tudo por conta dos efeitos deletérios do crash de 1929, conhecido como a Grande Depressão. Hoje pode parecer ridículo, mas em 1933, data de sua posse, não havia certeza se o sistema econômico sobreviveria.

A história, a partir daí, é razoavelmente conhecida: Roosevelt implantou o regime do New Deal, a economia aprumou novamente e aqueles tempos sombrios serviram apenas de inspiração para uma penca de filmes hollywoodianos.

O que pouca gente sabe é que Roosevelt inaugurou um conceito que hoje é um lugar comum: a avaliação dos primeiros cem dias de governo. Tudo porque nesse exíguo tempo, FDR conseguiu com que o Congresso aprovasse 15 leis essenciais às reformas e injetou otimismo e confiança na população e nos agentes econômicos.

Em nossa visão, o Flamengo não estava, por óbvio, sob os efeitos de uma Grande Depressão, não era uma terra arrasada e de sobrevivência ameaçada. Contudo, lentamente caminhava para uma decadência que poderia roubar-lhe o protagonismo absoluto de maior clube do país. Já não era mais o clube de maior receita, sua maior conquista recente (o título de 2009) foi em grande medida obra do acaso, não tinha força esportiva consistente, não sabia agregar valor ao seu gigantesco potencial de marketing vindo da imensa torcida, perdia-se em questões menores da política interna.

O processo eleitoral de 2012 - do qual os autores se orgulham de terem contribuído ao incentivarem o debate em torno da inadiável necessidade de gerir o clube sob parâmetros de boa governança - resultou em ampla mobilização de rubro-negros, unindo sócios e torcedores em um apoio quase uníssono a um grupo que defendia a modernização do comando do clube.

Passados os primeiros 100 dias da presidência de Eduardo Bandeira de Mello, a Nação foi brindada com relatórios específicos das intervenções realizadas por cada uma das VPs do clube. Uma prática saudável e inédita, que merece demorados aplausos.

Ao longo desses 100 dias, nós publicamos vários textos com abordagens pontuais de atos da nova gestão, alguns com elogios entusiasmados, outros com críticas ácidas. Julgamos que é com independência que se deve analisar cada passo dado rumo à reconstrução do Mais Querido e que o confronto de ideias é absolutamente indispensável.

Em muitos pontos, concordamos profundamente com as escolhas feitas pelos atuais gestores. Em alguns outros, nem tanto. Esse é o debate que gostaríamos de propor. Vamos a ele:



Há, decerto, muitas coisas boas no Novo Flamengo, mas nenhuma delas supera a ótima surpresa que o acaso nos reservou: a liderança do Presidente Eduardo Bandeira de Mello.

Ser presidente de um clube de futebol potencializa a exposição de seu ocupante de forma inigualável., mas ser presidente do Flamengo é estar permanentemente na mira da curiosidade pública. Querem ver? Um bom indicador é o número de páginas indexadas pelo Google:
  • Graça Foster, presidente da maior empresa brasileira e que está no cargo há mais de 1 ano (e antes já havia sido presidente da BR Distribuidora e diretora da empresa), retorna 1.030.000 resultados;
  • Aldemir Bendine comanda, desde 2009, uma empresa com um patrimônio de mais de R$ 60 bilhões e lucros também na casa dos bilhões. A empresa dele é a 4a marca mais valiosa do país. Conhece o sujeito? Talvez não, afinal ele só é citado em 50 mil páginas na Internet, mas ele é o presidente do Banco do Brasil;
  • Fernando Haddad, prefeito de SP e ex-ministro da Educação , é citado em 963.000 páginas;
  • Mario Gobbi, que volta e meia vai aos jornais dizer que seu clube é o mais valioso do Brasil, com mais curtidores no Facebook, mais visualizações no You Tube e mais influência nas agências de publicidade, preside o Corinthians desde fevereiro de 2012, retornando 1.450.000 resultados, incluindo os dos tempos em que era diretor de futebol.

Pois Bandeira de Mello, com apenas 100 dias de gestão e um ilustre desconhecido até novembro passado, já retorna 1.620.000 resultados. Em se tratando de gente no exercício de suas funções, o Google registra poucas pessoas à frente de EBM, como a Presidenta Dilma Roussef e o presidente do Congresso, Renan Calheiros (sim, Joaquim Barbosa, mesmo com toda a fama do Mensalão, está atrás). EBM é um dos brasileiros mais vigiados do país e o que tem a maior relação entre menção em artigos x tempo no cargo.

Tudo isso deveria mexer com a cabeça do sujeito. É natural que a pessoa perca o eixo, fale mais que devia, se deslumbre com os holofotes, goste de aparecer. Outros colegas seus no conselho de gestão rubro-negro volta e meia se excedem nas entrevistas, prometem o que não devem, dão declarações polêmicas.

Já Bandeira de Mello não. Sempre sereno, sempre equilibrado, se comporta diante da imprensa esportiva com a mesma fleuma de Alan Greenspan à frente do Federal Reserve. Não fez uma promessa. Não disse uma bravata. Não foi arrogante, prepotente, belicoso. Realmente, parece viver em um mundo totalmente estranho ao que se vê com habitualidade no futebol.

O melhor é que dentro de um clube 100% profissionalizado (o que o Flamengo ainda não é), o perfil ideal do presidente eleito (portanto, "amador"), é exatamente este: discreto, sóbrio e deixando os executivos trabalharem sem interferir no cotidiano. Curiosamente, de todos os que chegaram ao Conselho Gestor, EBM - que se não fosse o episódio da impugnação da candidatura Wallim Vasconcellos talvez sequer estivesse na diretoria - é, de longe, o que melhor se encaixa na função.

Principalmente por ter uma aura de homem comum, de gente que não se envolve em politicagem, de quem só quer fazer seu trabalho. E também por não ostentar um ranço elitista que volta e meia escapa em declarações impensadas de seus colegas de sangue azul, o que faz do presidente a encarnação da alma rubro-negra na diretoria.

Que siga assim por todos os seus 3 anos. Ou quiçá 6!




A melhor demonstração pública da mudança de atitude no Departamento de Futebol vem do relatório de 100 dias apresentado por sua vice-presidência: sem rodeios, Wallim Vasconcellos admite que o desempenho recente do time foi "pífio e inaceitável", prometendo que tomará medidas para que isso não volte a acontecer".

O comportamento padrão do dirigente em tempos de insucesso é procurar bodes expiatórios que possam ser acusados pelo fracasso - como antecessores no cargo, arbitragem, gramado e afins. A sinceridade de Wallim sinaliza que os tempos realmente são outros. Aprender com os erros é a melhor forma de evoluir em busca de um êxito perene.

Apesar dessa esperança renovada, acreditamos que a condução do futebol nesse início ficou aquém do que se esperava.

O conceito de profissionalismo que defendemos pressupõe a delegação integral do poder decisório ao executivo contratado, mas não parece ser isso o que está acontecendo no Flamengo.

O VP nomeado, representando o Conselho Gestor, dá seguidas entrevistas sobre montagem do elenco e chegou a comparecer ao CT para cobrar o elenco. Isso deixa dúvidas sobre quem realmente comanda o departamento: o diretor contratado não parece ter a mesma autonomia que, por exemplo, José Carlos Brunoro tem no Palmeiras.

É compreensível que a diretoria possa hesitar se deve realmente implantar um profissionalismo radical e definitivo no departamento mais sensível logo de início. Ocorre que é justamente ali que se deve evitar que a diretoria eleita interfira, para que as emoções naturais do coração torcedor não contaminem a tomada de decisão.

Em nossa visão, o profissional contratado, estava longe de ser a melhor opção disponível para ocupar o cargo. Em seu relatório, Wallim Vasconcellos fez questão de destacar que Pelaipe seria um profissional com 35 anos de experiência em vários clubes, sendo os últimos Corinthians e Grêmio. Infelizmente, não é bem assim.

Paulo Pelaipe foi, a vida inteira, ligado ao Grêmio, como torcedor e associado. Chegou à direção de futebol apenas em meados da década passada e de lá saiu em abril/2008. Logo depois foi contratado pelo Fortaleza, onde teve uma curta passagem, entrando em janeiro e saindo em março de 2009. Voltou ao Grêmio em agosto de 2011 e de lá saiu no fim do ano passado, com a mudança da diretoria. Ele esteve no Corinthians? Bom, não há registros conhecidos de sua presença por lá, nem ele nunca comentou o fato em suas muitas entrevistas. Se esteve, não ocupou nenhum cargo de destaque

Portanto, tirando a experiência do Fortaleza (cuja breve passagem ficou marcada por contratações questionáveis, dentre as quais Rodrigo Mendes, aquele mesmo), a carreira de Pelaipe como executivo profissional começou para valer no Flamengo. Daí a nossa reserva inicial quando de seu anúncio, uma vez que a torcida era por alguém com uma bagagem mais robusta.

Apesar disso, é necessário reconhecer que Pelaipe tem sido um dirigente com atitudes bem mais adequadas do que em seus tempos de Grêmio, quando era conhecido pela impetuosidade e excessos verbais (tanto que chegou a ser preso no Engenhão acusado de ofender um segurança do Flamengo com expressões racistas). O Pelaipe atual é discreto, solícito nas entrevistas, sereno nas declarações.

Dentre outros feitos, Pelaipe foi responsável, a nosso ver, por uma medida decisiva para o futuro do Flamengo: a montagem de uma área de acompanhamento de atletas e desempenho de adversários, a cargo de Rafael Vieira, que veio da CBF (e antes tinha passado por Corinthians e Grêmio, sempre acompanhando Mano Menezes).

A partir de uma extensa base de dados digital, com informações sobre atletas do mundo inteiro, a decisão de contratar um jogador tende a ser mais "científica". Em paralelo, o setor ainda municia a comissão técnica com informações sobre padrões de comportamento dos times adversários, para auxiliar no desenho tático de cada partida.

É intrigante que uma intervenção tão notável não tenha sido mencionada pela VP de Futebol no relatório de suas realizações. Provavelmente porque é um trabalho silencioso, que só rende resultados em médio prazo, mas sobre o qual vale o registro, dado que acreditamos muito nas suas contribuições ao clube.

A parte mais crítica desses 100 dias tem a ver com a montagem do elenco. De um modo geral, a análise padrão tende a creditar o mau desempenho do time na 2a metade do campeonato carioca a um esforço de contenção de despesas, que impediria a contratação de estrelas.

Discordamos dessa análise.

O Flamengo projetou um orçamento para o seu departamento de futebol de R$ 97 milhões - grosso modo, pouco mais de R$ 8 milhões por mês. Esse orçamento posiciona o time entre as 10 maiores folhas de pagamento do país.

Em que pese a herança de contratos de atletas com alta remuneração vindos da antiga gestão (casos, por exemplo, de Ibson e Alex Silva), a nova direção, segundo informações publicadas pela imprensa, estaria gastando R$ 1,25 milhão com apenas 5 atletas, contratados ou com contrato renovado nesse primeiro trimestre: Carlos Eduardo, Elias, Gabriel, Renato Abreu e Hernane.

Portanto, nesses primeiros 100 dias a opção não foi por apostar em jovens promessas ou atletas desconhecidos. Ao contrário, a diretoria escolheu investir em jogadores que pudessem assumir a titularidade e dar uma resposta imediata. O drama é que esses atletas estão rendendo abaixo da expectativa e consumindo uma fatia significativa do orçamento.

Isso torna ainda mais crítica a decisão de novas contratações. Por um lado, o clube precisa se reforçar em muitas posições, para algumas sequer há reservas. Por outro, boa parte do orçamento para atrair jogadores de qualidade já foi comprometida com esses jogadores cujo rendimento não vem correspondendo. Logo, o clube precisará ser bem mais efetivo na contratação de novos jogadores e ser mais cauteloso na definição, fugindo de apostas altas em atletas de bom potencial e alta remuneração, para não repetir os erros de Carlos Eduardo e Elias, que ganham muito sem conseguir apresentar, ao menos até agora, uma performance consistente.

A substituição do treinador, muito criticada no que se refere ao timing de execução, nos pareceu uma decisão acertada da diretoria. Se o contrato previa uma redução substancial da multa rescisória a partir de março, esperar 2 meses era o que de melhor se podia fazer.

A contratação de Jorginho também tinha tudo para ser uma boa escolha. O início confuso e atabalhoado de Jorginho foi algo imprevisível e até inexplicável, mas, paciência, nada há para ser feito por agora. Desde que reconheça seus erros e corrija os rumos de seu trabalho, Jorginho tem tudo para melhorar e repetir, no Flamengo, seus acertos na Seleção e no Figueirense.

Noves fora os dissabores recentes, o que realmente anima a torcida é a disposição dos novos comandantes em acertar e de não colocar suas vaidades e interesses pessoais acima das demandas do clube. A confiança da torcida de que tudo vai dar certo é quase irrestrita e isso ajuda bastante.

Nossos votos são para que os desastres recentes não alterem absolutamente nada no propósito inicial. Passado o susto inicial pela contratação de Paulo Pelaipe, nosso desejo é para que ele permaneça e conquiste ainda mais autonomia, assumindo de vez o comando do departamento de forma plena. E que o clube siga firme em seu propósito de montar uma equipe de acordo com nossas possibilidades financeiras (que ainda são relativamente extensas), tendo mais precisão na hora de atrair novos talentos.



A área financeira talvez seja hoje a mais popular do clube. O descaso acumulado por sucessivas más-administrações (não apenas a tenebrosa gestão anterior) se reflete essencialmente nessa área e muitos dos executivos que formam a nova diretoria são oriundos, não por acaso, de atividades ligadas ao mundo das finanças.

Trata-se de uma atividade meio, mas de vital importância no sucesso de qualquer Organização. Sem a boa gestão dos recursos financeiros, todos os demais ficam comprometidos. No caso do Flamengo, finalmente torcedores e sócios parecem ter compreendido que devem ir além do imediatismo, pois são os principais responsáveis pelo clube que amam e nessa condição precisam olhar para o futuro da instituição.

A função básica de um administrador financeiro é a de analisar e garantir a solvência da instituição. Não foi à toa, que Rodrigo Tostes e sua equipe começaram o relato dos seus 100 dias à frente do Flamengo abordando a gestão do fluxo de caixa, que necessita de um controle eficaz. Não é algo simples. É preciso criar uma metodologia que reúna informações de diversas áreas, consolidando-as na forma de números e as analisando sob uma linha temporal, integrando-as com o orçamento e a contabilidade.

Este passo é um ponto de partida para qualquer outra ação. Não sabemos como era a gestão do fluxo de caixa no Flamengo antes deste ano e isto deveria estar detalhado no quadro encontrado, mas, pela descrição das realizações da VP de finanças, é possível identificar que, no mínimo, não atendia aos objetivos propostos.

A situação descrita também explica a austeridade inicial. Apenas 15% do orçamento estariam livres, ou seja, 1,25% para cada mês para cumprir todos os compromissos do clube. Em uma situação assim ou se fecha as portas ou se arregaça as mangas e parte para negociar com credores privados e verificar o que precisa ser feito em relação às dívidas vencidas com o governo. É preciso priorizar pagamentos, mas as penhoras que estavam acontecendo faziam com que essa importante decisão fosse tomada pelo Poder Judiciário.

Além disto, o noticiário nos informa que as estatais são prospectivos parceiros de marketing. Então, não havia alternativas. Era preciso tirar a CND e para isto quitar dívidas vencidas que não podem ser parceladas, como a de tributos passíveis de retenção na fonte ou referentes a descontos de terceiros, como são os incidentes sobre a folha de pagamento.

Decisão difícil, com conseqüências para a produção dentro de campo no curto prazo. No entanto, abriram mão dos resultados imediatos em busca de uma maior solidez, sendo firmes na execução pelo que temos tido notícias até o momento.

Além do governo, seria preciso equacionar prazos das demais dívidas, enquadrando-os conforme o fluxo de caixa do clube. Também não é fácil, mas com credores privados é possível negociar. Conforme relatório, R$ 45milhões foram renegociados com bancos.

Segundo auditoria da Ernst & Young, a dívida está em R$ 750 milhões ou mais de quatro vezes o faturamento do clube no último balanço publicado (2011). Além disto, uma notícia no blog Primeira Mão informava que grande parte do valor da alta soma que receberíamos da Rede Globo já havia sido adiantada ou dada como garantia de empréstimo:

"Nas reuniões de transição, a diretoria que toma posse dia 2 de janeiro foi informada de que só haverá R$ 8 milhões a receber. Inicialmente, o clube teria direito a R$ 78 milhões - excluindo as luvas que já foram antecipadas - mas a gestão de Patrícia Amorim comprometeu mais de 90% do valor."

Diante de um quadro como esse, não há mágica que não seja a de cortar despesas e procurar novas receitas. É preciso buscar o superávit primário para que haja dinheiro que possibilite o pagamento da dívida. Pelo relatório da área financeira, soubemos que houve cortes na própria carne. Ou seja, foram reduzidas despesas (45%) e o montante da folha de pagamento (26%) do próprio órgão. No entanto, não há qualquer informação sobre os valores anteriores, a base sobre a qual foram feitos os cortes.

Em relação ao aumento das receitas entendemos que ao invés de procurar a majoração de preços de ingressos afastando a torcida dos estádios e desvalorizando o espetáculo e a própria mística rubro-negra, o clube tem potencial para buscar novas fontes de receitas. Assim, discordamos da decisão tomada de aumentar o valor do ingresso naquele jogo da semifinal contra o Botafogo, que se mostrou ineficaz (uma vez que arrecadamos menos do que no jogo da fase de grupos) e perdemos uma ótima oportunidade de reaproximar o clube da sua torcida.

Também se mostrou sem vantagens do ponto de vista meramente financeiro, o aumento do valor dos títulos patrimoniais e proprietários. O Flamengo abriu mão de uma importante fonte de receita em um momento delicado.

Para o futuro, esperamos que sejam criadas regras rígidas (de preferência por meio de modificação estatutária) que possam garantir o equilíbrio financeiro-orçamentário e frear impulsividade de dirigentes sem compromissos com a solvência financeira da instituição:

  •  Fixação de uma meta de superávit primário e de um limite percentual da receita para gastos com folha de pagamento, incluindo a remuneração dos atletas e seus direitos de imagem;
  • Implantação de mecanismos de controle e de alertas para desequilíbrios orçamentário e financeiro;
  • Prestação de contas regular, periódica, transparente e amplamente divulgada no site do clube, com o devido destaque;
  • Proibição de obter empréstimos de longo prazo, incluindo antecipações de receita de forma direta ou indireta, para pagamento de despesas correntes;

Portanto, os 100 dias da nova equipe de finanças foram bastante promissores, com decisões difíceis sendo tomadas, cujos resultados poderão servir de alicerce para um clube financeiramente reestruturado, que poderá maximizar a satisfação de sócios e torcedores, fazendo do Flamengo uma instituição séria, sanada e com foco nos seus objetivos.



Consideramos que o maior salto dado pelo Flamengo nesses 100 dias vem da área de marketing, embora essa percepção não seja compartilhada por parte expressiva dos analistas, principalmente entre aqueles que olham a VP de Marketing como um vendedor de espaços publicitários, cuja medida do sucesso ou fracasso estaria na atração de patrocinadores.

O Flamengo andou mal em variados setores na última gestão, mas nenhum deles tinha um grau de precariedade semelhante ao marketing, que falhou em todas as suas responsabilidades. Era natural, portanto, esperar uma mudança brusca em pouco tempo, como de fato ocorreu.

Há que se reconhecer que os ventos andam soprando a favor. O Flamengo poderia ter assinado o contrato com a Adidas no ano passado, mas em sábia decisão os conselheiros do clube evitaram que o polpudo sinal pago pela fornecedora fosse usado da forma então corriqueira, como contratar estrelas cadentes.

Em paralelo, a Caixa Econômica Federal tomou a decisão estratégica de ser o maior patrocinador do futebol brasileiro e é provável que em pouco tempo firme uma parceria com o clube, algo que se tornou possível depois da regularização fiscal.

Independente desses agentes externos, o marketing do clube foi decisivo na elaboração de um plano de relacionamento - Nação Rubro-Negra - que pode representar uma geração de receitas constantes.

Como dissemos em artigos publicados na época do lançamento, o projeto implantado pelo Flamengo é genial e muito superior ao ofertado pelos demais clubes (quando analisado sob a ótica do clube, não pela do usuário).

A maioria dos programas de sócio-torcedor busca fisgar membros em troca de benefícios quase sempre relacionados à presença em estádio. Isso traz dois inconvenientes: a) a imensa maioria da torcida não frequenta estádios, logo os benefícios, que custam caro, não representam um pólo de atração; b) a lotação dos estádios representa um limite teórico dos participantes, fator de insatisfação dos que ficam preteridos em jogos mais disputados.

O Flamengo aposta em um público de renda mais alta, não necessariamente frequentador dos estádios e com vínculos sólidos inspirados apenas pela paixão. Como a margem de contribuição apropriada pelo clube será muito maior do que os dos concorrentes (porque a receita de bilheteria não foi comprometida), o Flamengo pode se dar ao luxo de ter uma quantidade menor de contribuintes e ainda assim lucrar mais.

A resposta dada pela torcida foi magnífica e em menos de 1 mês o clube já tinha associado ao Nação Rubro-Negra mais do que em todo o resto de sua história no seu quadro social convencional.

A partir da base de dados do Nação Rubro-Negra, aliada a outra (que se espera maior), do Cadastro Rubro-Negro, iniciativa lançada pouco antes, a VP de Marketing tem a possibilidade de realizar intervenções específicas para nichos muito particulares de torcedores. As primeiras iniciativas do Nação Rubro-Negra, envolvendo doação de ingressos e encontros com ídolos, sinalizam que esse caminho tende a ser explorado com mais frequência.





A área de Esportes Olímpicos chamou atenção da torcida e da mídia logo no início da gestão. Não por conquistas, mas por dispensas de atletas renomados (natação, ginástica artística e judô). Diante da grave crise financeira pela qual passa o clube, a decisão foi tomada sob a alegação de não mais desviar dinheiro do futebol. O caminho escolhido foi o de dar um passo atrás, para buscar o impulso e poder dar um salto adiante com sustentabilidade. Ainda é cedo para marcar uma posição aqui se a atitude foi correta ou não.

O quadro que encontraram conforme relatado foi de: modalidades deficitárias, atraso nas remunerações (contratos de imagem e ajuda de custo) e falta de patrocínios. Já no Remo, além dos mesmos problemas, também se relatou necessidade de reformulação profunda da Academia de Remo, gastos supérfluos e problemas organizacionais.

Nos 100 dias, o problema de atrasos remuneratório ainda não foi resolvido, tendo sido minimizado na VP de Olímpicos segundo a carta do Póvoa. Por outro lado, se anunciou melhorias nas instalações. Já nos demais esportes olímpicos, trouxeram um executivo com um histórico de sucesso (o Marcelo Vido) e ainda criaram uma estrutura de marketing para planejar ações somente para os olímpicos, o que é essencial se formos analisar cada modalidade como um centro de custo autônomo, que precisará ser auto sustentável.

Pelas metas estipuladas fica claro o direcionamento para o governo. Acreditamos que, pelo histórico e pela proximidade dos Jogos Olímpicos, o Flamengo terá sucesso na empreitada de fazer parcerias com estatais e/ou receber verbas públicas. Porém, entendemos que é uma dependência perigosa, que ao menos nas diretrizes deveriam anunciar a busca de parcerias privadas.

A promessa é de dias melhores a partir da reestruturação que deverá perdurar ao longo deste ano. Assim, nestes primeiros 100 dias nossa única certeza é a de que um novo modelo de gestão de Esportes Olímpicos está nascendo. Estamos na torcida para que dê certo.




O Flamengo parece ter andado mais em 100 dias do que em 100 meses. A exemplo de Franklin Delano Roosevelt, o que se nota de modo mais acentuado é uma injeção de ânimo e esperança em dias muito melhores.

A direção, claro, precisa evoluir, sobretudo aprendendo a lidar com a característica multifacetada da Nação, compreendendo que somos, antes de mais nada, um clube com sólida identificação popular, onde medidas com um tom elitizante precisam ser pensadas de forma a avaliar o impacto com os torcedores - não é razoável aumentar os ingressos para R$ 80,00 e logo em seguida declarar que eles ficarão ainda mais caros.

Um clube cidadão, financeiramente sustentável, resgatando sua imagem, atraindo novos contribuintes. Só falta ser vencedor. Esse dia chegará.


Walter Monteiro / JEFF (Jorge E F Farah)






sexta-feira, 9 de novembro de 2012

MUDANÇA DO PERFIL DO BLOG

Caríssimos irmãos de fé Rubro-Negra,
Salve, Salve FLAleluia!



Durante algum tempo escrevi aqui neste espaço como um pregador da Palavra da Salvação Rubro-negra. No entanto, os caminhos trilhados pelos homens que compõem esta religião não estão nos conduzindo à Terra Prometida. A diretoria atual fez de tudo para "apequenar" um gigante. Não podemos aceitar isto! Como política e religião não devem ser misturadas, peço licença e deixarei os posts leves e ufanistas para momentos específicos e passarei a me dedicar por aqui a outro tipo de pregação: a da boa gestão! Aliás, como já vinha fazendo.

Antes de tudo, como falarei de política, preciso deixar clara a minha posição. Fui um dos fundadores de um movimento chamado Revolução Rubro-Negra, pelo qual decidimos concorrer ao pleito deste ano. Nosso objetivo primordial era qualificar o debate eleitoral deixando de fulanizá-lo e passando a falar em projetos de gestão. Defendemos a bandeira da implantação de um choque de gestão profissional! A administração do Flamengo deveria ser independente de opinião, de pessoas, de modismos. Teria que se ater a princípios impessoais, conhecidos como princípios de governança corporativa, que não são negociados e não dependem de circunstância ou tipo de indústria.

Neste ponto, conseguimos uma importante vitória. Todas as chapas, sem exceção, passaram a pregar a profissionalização. Alguns com mais veemência, outros sem convencer a ninguém, parecendo nem saber sobre o que estão falando.

No entanto, também cometemos erros que culminaram com nossa saída prematura do processo. Erros dos quais me orgulho, pois foram cometidos no intuito de acertar, na tentativa de brigar por um Flamengo bem administrado, na luta por um ideal.

Com o fim da participação no processo eleitoral, não vejo sentido em continuar em um movimento que ficou neutro no processo, à margem! Jamais me encarei participando de um partido político rubro-negro. Não busco o poder no Flamengo. Assim, resolvi me dedicar a cobertura da série Eleições 2012 no Magia Rubro-Negra e ao trabalho de conscientização de eleitores e torcedores.

Nesta linha, estou criando novas contas nas redes sociais. Ainda sem seguidores. Elas estão lá embaixo, logo após minha assinatura. Neste período tive contato com muita gente e conheci um pouco mais os bastidores do clube e sobre eles que resolvi passar a falar, deixando claro que são opiniões pessoais, sem qualquer vínculo com o movimento da Revolução Rubro-Negra.

Porém, não estarei me desligando por completo do @igrejaFlamengo (apesar da troca de nome da coluna). Manterei a essência! Afinal, não compactuo com a afirmação de quem conhece o Flamengo são aqueles que conhecem cada canto da Gávea. O Flamengo é muito maior do que a sede social. Não acho que conhecimento do Flamengo passe necessariamente pelo conhecimento dos bastidores políticos do clube. Quem conhece o Flamengo, é quem sente o Flamengo, quem ama o Flamengo (a instituição e não a sede). São todos os que sofrem e vibram com o Flamengo!

Não concordo com os que pregam por aí do clube pertencer à meia dúzia de sócios. O Flamengo não é somente daqueles que frequentam a Gávea desde pequeno, mas, principalmente, é de todos que frequentam a arquibancada desde pequeno. E arquibancada no sentido amplo, de um lugar para se torcer, que pode até ser a poltrona de casa, a web ou o radinho de pilha.

Para mudar isto só quando a maioria dos que pensam assim (ou seja, a torcida) for maioria nas decisões políticas da Gávea. Portanto, passarei a usar meu espaço aqui para fazer minha parte no sonho do Flamengo realmente pertencer à Nação Rubro-Negra!

Vamos à luta, companheiros! Juntos, somos invencíveis.
Esta é a Magia de Ser Rubro-Negro!
O Flamengo pertence à Nação Rubro-Negra!


JEFF - Jorge E F Farah
Novo Twitter: @JEFFladm
Novo perfil no FaceBook:  http://www.facebook.com/jeff.jorgefarah

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

O PRIMEIRO TURNO DA ELEIÇÃO NO FLAMENGO

Caríssimos irmãos de fé rubro-negra,
Salve, Salve, FLAleluia!


Amanhã, dia 08 de novembro, o Conselho de Administração irá analisar a elegibilidade de 3 candidatos: Wallim Vasconcellos, Jorge Rodrigues e Patricia Amorim. Até por questões de força política, dificilmente os dois últimos terão algum problema. A grande decisão será se o Wallim poderá ou não ser candidato.

No artigo "A Questão da Elegibilidade do Wallim" já enumerei os argumentos, no ponto de vista estatutário, a favor ou contra a homologação de sua candidatura. A questão é que a decisão não será tomada por um tribunal formado por juristas, mas por sócios com serviços prestados ao clube ou eleitos no último pleito. Assim sendo, a deliberação, seja qual for, não será tomada por critérios técnicos, por respeito à legalidade ou por razões de justiça, mas por motivos políticos.

Para entender melhor, basta ver a formação do Conselho de Administração. Seu corpo permanente é constituído de presidentes e ex-presidentes dos poderes do Flamengo (Assembleia Geral e dos Conselhos Deliberativo, de Grande-Beneméritos, Fiscal, Diretor e o próprio de Administração) e pelos Sócios da categoria Grande-Beneméritos. Além deles, há também um corpo transitório empossado por fazer parte das chapas dos dois primeiros colocados na última eleição, ou seja, por terem sido membros signatários das equipes da Patricia Amorim ou do Delair Dumbrosck em 2009.

Só para ter uma ideia praticamente metade dos "decisores" não estão lá por serem especialistas nas matérias tratadas pelo Conselho, mas por terem apoiado a Patricia. Há quem diga que passados três anos de sua eleição, ela já não teria mais uma grande influência sobre eles. Há quem garanta que George Helal ou Hélio Ferraz, que a apoiaram em 2009, é que efetivamente teriam ascendência política sobre esses conselheiros. Seja como for, isto só demonstra que meu amigo Walter Monteiro foi extremamente feliz em seu artigo "A Eleição do Flamengo em Dois Turnos", ao definir que teremos um pleito em duas etapas, sendo a primeira realizada nesta reunião convocada para amanhã.

Não tenho dúvidas de que hoje o Wallim seria "o candidato a ser batido". Isto fica nítido quando se observa o próprio desempenho de seus opositores, escolhendo-o como alvo, seja no debate realizado pelos blogs Magia Rubro-Negra e Fim de Jogo (que pode ser assistido aqui na íntegra e em alta definição) ou na entrevista dada pela Patricia à rede CNT. Pode ser que até a eleição as coisas mudem, afinal ainda falta um mês para a votação e, como há um grande número de candidatos, o voto útil poderá representar uma mudança significava nesse cenário.

Dessa forma, seria mais fácil tirá-lo da disputa em um colégio eleitoral menor, com cerca de 100 membros, metade deles natos, vitalícios, que independem de apoio para se manterem nos poderes do clube e grande parte, se não todos, provavelmente inscritos em alguma das chapas desta própria eleição.

Seja por parte de quem estiver com ou contra o Wallim, a mobilização será grande. Forças políticas serão medidas e certamente a decisão que será tomada amanhã terá enorme peso na definição do futuro presidente do Flamengo.

A eleição começa neste dia 8! Fiquem atentos. É o futuro do Flamengo que está em jogo.


PS: Cansado pelos acontecimentos dos 3 últimos anos, perdi um pouco do prazer de ficar simplesmente pregando a Palavra da Salvação Rubro-Negra. Também por isto meus artigos têm sido postados com menor frequência. Assim sendo, com o susto do rebaixamento praticamente sepultado, vou me concentrar em abordar o cenário político. Como religião e política não se misturam, peço licença e me despirei temporariamente de meu personagem-pastor/padre/pároco/rabino e tratarei do que realmente importa para que o próximo triênio seja mais condigno com nossa rica história. 
#ForaPatrícia

PS2: Meu candidato será o opositor que mais chances tiver de derrotar a Patrícia. Simples Assim!

 FLAmém!

sábado, 29 de setembro de 2012

Ainda sobre a Necessidade de Clubes de Futebol serem geridos de Forma Profissional

Caríssimos irmãos de fé rubro-negra,
Salve, Salve, FLAleluia!

Estamos aqui reunidos para mais uma Palavra sobre gestão do futebol em geral, num artigo originalmente escrito para o jornal Montbläat


Dando continuidade ao artigo intitulado "Por uma Gestão Realmente Profissional nos Clubes de Futebol", continuarei abordando a necessidade de se implantar um choque de gestão profissional nos clubes de futebol do Brasil.


Todos nós já escutamos histórias de dirigentes que perderam até casamentos por causa da necessidade de dedicação a seus times de coração. No passado, isto fazia sentido! Muitos tiravam dinheiro do próprio bolso para honrar compromissos e resolver históricos problemas no fluxo de caixa dos clubes.

Não dá para negar a importante participação de dirigentes amadores na já centenária história dos clubes brasileiros. Mas, este modelo se esgotou! Há décadas que o esporte em geral e o futebol em particular passaram a contar com recursos cada vez mais volumosos de outras indústrias, tais como: empresas de comunicação e mídia, vestuário, artigos e equipamentos esportivos e anunciantes em geral.

Conforme abordado no último artigo, o PIB esportivo brasileiro tem o tamanho de uma Sérvia e cresce a taxas chinesas. É incompreensível e injusto que clubes com orçamentos milionários sejam representados por torcedores eleitos por um pequeno número de sócios para fazer negócios com profissionais altamente qualificados que representam as empresas parceiras. Nesta balança desigual, fica evidente o prejuízo para os clubes.

Assim se criou um mercado completamente atípico, onde a transferência de ganhos é maior à mão de obra do que aos empregadores. O futebol se tornou um setor onde a maior parte da mais-valia foi para os jogadores e não para os clubes, uma distorção no sistema capitalista, por causa da passionalidade de dirigentes, pressão de torcedores e boa percepção de empresários e intermediários.

Dessa forma, mesmo em um mercado em crescimento constante e de modo exponencial, os clubes mergulharam em uma desordem financeira e caminharam a situações de insolvência, sendo constantemente socorridos por órgãos públicos, com anistias fiscais, por exemplo.

Assim, os principais ativos intangíveis dos clubes de futebol, que são suas marcas e as relações institucionais com a paixão de seus torcedores, ao invés de acompanharem o crescimento do mercado, se deterioraram.

Portanto, não se trata da necessidade de troca de nomes no comando dos clubes, mas do modelo de gestão. É preciso uma mudança de paradigma. É urgente a necessidade de reinventar a forma de administrar os clubes, alijando do processo decisório os dirigentes-torcedores, substituindo-os por executivos contratados e avaliados por metas de desempenho.

 FLAmém!

sábado, 15 de setembro de 2012

O mal explicado convite para Marcos Braz e Andrade

Caríssimos irmãos de fé rubro-negra,
Salve, Salve, FLAleluia!


Se as informações noticiadas pelo Globo.com na reportagem acima forem confirmadas, trata-se de mais um grande escândalo da administração Patricia Amorim no Flamengo. 

O marido da presidente e Cacau Cotta, vice-presidente do Fla-Gávea, teriam supostamente convidado Marcos Braz para o cargo de VP do Futebol, com a condição de que ele abandonasse a disputa para concorrer a uma vaga de vereador na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sob a desculpa da necessidade de trabalho em horário integral. Isto para um cargo não remunerado e que historicamente seus ocupantes sempre dividiram as respectivas responsabilidades com as suas atividades profissionais particulares.

Além disto, a notícia também nos traz a informação de que a mesma tática foi utilizada para seduzir o Andrade, também candidato a vereança carioca. A diferença é que ao nosso eterno camisa 6 foi oferecido um cargo remunerado, cujos vencimentos são superiores ao da vaga postulada no legislativo municipal.


A base eleitoral da Patricia Amorim sempre foi o Flamengo e os dois candidatos citados na reportagem disputarão votos no mesmo nicho eleitoral, dificultando sua eleição. Assim, dinheiro e poder do Clube teriam sido oferecidos com a finalidade de atender objetivos particulares da presidente?

FLAmém!

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Por uma gestão realmente profissional nos clubes de futebol

Caríssimos irmãos de fé rubro-negra,
Salve, Salve, FLAleluia!

O artigo abaixo foi escrito para um jornal virtual, o Montbläat, editado por Fritz Utzeri. Não é específico sobre o Flamengo, abordando a gestão dos clubes em geral

Segundo estudo elaborado pela Pluri Consultoria, o mercado esportivo brasileiro irá movimentar R$ 67 bilhões em 2012, o que equivale a aproximadamente 1,6% de todo PIB estimado para o Brasil ou ao PIB total de um país como a Sérvia. Vale observar que enquanto o produto interno bruto do país teve crescimento médio de 4,2% nos últimos 5 anos, o setor esportivo cresceu 7,1%. Ou seja, ao menos na esfera esportiva, o Brasil apresenta índices chineses de crescimento e a expectativa é que atinja 2% de todos os bens e serviços produzidos por aqui até 2016.

O futebol sozinho deverá movimentar R$ 36 bilhões, o que significa mais da metade do PIB esportivo brasileiro e a produção total de um Paraguai. No mesmo estudo se verificou que os 40 maiores clubes do país deverão faturar R$ 2,5 bilhões em 2012.

O impressionante é que mesmo trabalhando com volumes financeiros tão elevados, as decisões são pautadas na grande maioria dos casos por diretorias amadoras, eleitas por colégios eleitorais reduzidíssimos se comparados ao universo de pessoas interessadas e/ou afetadas por tais decisões.

Vou usar como parâmetro o meu Flamengo, por ter mais conhecimento da causa. No entanto, o exemplo pode ser replicado para praticamente qualquer outro clube. O Mais Querido completou 100 anos de futebol em 2012, ou melhor, um século de amadorismo no futebol e a gestão como pode ser facilmente constatada pelas manchetes diárias de jornais está cada vez pior. Não adianta trocar um dirigente amador por outro, por mais qualificados, bem intencionados ou dedicados que sejam os interessados. A culpa é do modelo amador, que já teve seu tempo, mas que dá mostras de desgaste.

É comum observarmos pessoas talentosas e bem sucedidas em seus negócios particulares fracassarem terrivelmente quando à frente de um clube de futebol. A resposta parece simples: porque todos administram os clubes movidos por suas paixões e vaidades.

Decisões precisam ser tomadas de forma reflexiva e racional. Nenhum empresário bem sucedido age por impulso ou violenta emoção. Mas no futebol sobram exemplos de demissões abruptas, contratações de impacto, apadrinhamentos de todo gênero.

Quando um fenômeno se repete à exaustão é fácil concluir que a culpa não é das pessoas em si, mas sim das regras pelas quais elas atuam. Qualquer torcedor apaixonado seria capaz de demitir um treinador logo após uma derrota, de fazer valer a sua autoridade para exigir a escalação ou barracão de determinado jogador e de empenhar uma boa soma de dinheiro na compra de uma estrela que renda manchetes.

Um clube de futebol é uma instituição cuja gestão, a priori, requer uma cautela ainda maior do que em uma empresa comum. Como os contratos dos atletas e comissão técnica são muito valiosos e de longo prazo, um equívoco provocará efeitos deletérios por meses ou até anos. A repetição de erros em larga escala corrói o orçamento e gera o desequilíbrio financeiro.

Todos os grandes clubes brasileiros são endividados e deficitários. Mesmo em um cenário econômico que lhes permitiu triplicar ou até quadruplicar a receita que tinham há 5 ou 6 anos, suas dívidas continuam a se expandir.

Ora, um negócio no qual a receita cresce velozmente e que nem assim consegue reverter o quadro de insolvência financeira é a prova irrefutável de que o modelo de gestão fracassou.

O conceito de profissionalismo que os clubes precisam implantar é muito mais amplo do que a nomeação de um gerente ou um diretor de futebol; é muito mais do que pagar a alguém uma quantia para que seja feita em troca de salário alguma coisa que já era feita de graça.

A gestão precisa ser independente de opinião, de pessoas, de modismos e se basear em princípios impessoais, conhecidos como princípios de governança corporativa, que não são negociados e não dependem de circunstância ou tipo de indústria, tais como transparência, meritocracia, lisura, equidade, eficiência e efetividade.

Os clubes brasileiros (uns mais outros menos) precisam reestruturar sua gestão para agirem de acordo com o mesmo padrão de rigor exigido de grandes corporações, que, tal como os clubes, movimentam altos valores financeiros e mexem com a vida de tanta gente.

As conquistas esportivas são fundamentais, mas elas não vêm de medidas imediatistas e impensadas. Vitórias virão em maior número, e de forma mais consistente quanto mais o clube for uma instituição séria, sanada, focada em seus objetivos.

Daqui até os Jogos Olímpicos, passando pela Copa do Mundo, o país estará em evidência e o esporte nacional na vitrine do mundo. Com a crise na Europa, investidores cada vez mais procuram informações sobre negócios envolvendo o esporte brasileiro. Afinal, dos países com maiores PIBs que o nosso, 3 possuem pouca tradição no futebol (EUA, China e Japão). Como o citado estudo da Pluri concluía, não podemos nos contentar em sermos o 7º país em valor de mercado dos Clubes, 6º em Faturamento e 13º em público nos estádios.

Para o futebol brasileiro não só se manter o novo patamar, como planejar vôos mais altos, faz-se necessário a implantação de um choque de gestão profissional nos principais clubes brasileiros.

E o tempo está passando!


 FLAmém!

sábado, 1 de setembro de 2012

A QUESTÃO DA ELEGIBILIDADE DO WALLIM

Caríssimos irmãos de fé rubro-negra,
Salve, Salve, FLAleluia!

Wallim Vasconcelos, candidato à presidência do Flamengo e
Luiz Eduardo Baptista (BAP) coordenador da campanha
Na última terça-feira foi lançada oficialmente a candidatura do empresário Wallim Vasconcellos à presidência do Clube de Regatas do Flamengo. Acontecimento que mexeu com o panorama eleitoral do Mais Querido. Não era para menos. Trata-se de um grupo de bem-sucedidos executivos rubro-negros que dão esperanças a todos de finalmente vermos o Flamengo gerido sob regras empresariais. Na foto acima, Wallim discursa ao lado do BAP, coordenador de sua campanha.

Como membro-fundador da Revolução Rubro-Negra, fico orgulhoso de termos alcançado nosso principal objetivo, que era o de colocar na pauta eleitoral o tema da profissionalização da gestão do clube. O modelo de gestão amadora fracassou e o Flamengo, como carro-chefe do futebol brasileiro, precisa comandar o processo de profissionalização. Hoje todos os candidatos falam de alguma forma na profissionalização. Sucesso total! Agora resta saber quem poderá implantar o choque de gestão profissional e quem fica apenas no discurso.

A chapa Flamengo Campeão do Mundo, encabeçada pelo Wallim, promete "tornar o Flamengo o maior e melhor time de futebol das Américas e um dos cinco maiores do mundo, o melhor clube social e esportivo do Rio de Janeiro, o maior formador de atletas olímpicos e alcançar a excelência no remo" e, para isto, pretende adotar um novo modelo de gestão, totalmente profissionalizado, com executivos contratados, tendo as metas traçadas por um comitê formado pelo presidente e pelos vices. Ou seja, algo idêntico ao proposto pela Revolução Rubro-Negra meses antes. Ponto para um grupo de 43 torcedores (aos quais muitos outros se juntaram posteriormente) por terem dado o pontapé inicial, elaborando um plano para implantar um choque de gestão profissional no Flamengo.

Os nomes que acompanham o Wallim empolgam e dão credibilidade para que possamos ter esperança de vermos o Flamengo finalmente gerido de forma profissional. O candidato é atualmente dono de uma empresa que atua na área de finanças corporativas, a Iposeira, e foi diretor executivo do BNDES e do BNDESpar e membro do Conselho Administrativo da Vale do Rio Doce, entre outras experiências. Com ele estão: 
  1. Luiz Eduardo Baptista (presidente da Sky), 
  2. Gustavo Oliveira (Vice-Presidente da agência Giovanni+DraftFCB),
  3. Frederick Kachar (Diretor da Editora Globo),
  4. Davyd Zilbersztajn (ex-diretor geral da ANP e dono da DZ Negócios com Energia),
  5. Rodolfo Landim (presidente da YXC Óleo e Gás e dono da Maré Investimentos),
  6. Sérgio Brandão (presidente da G2/Brasil, que pertence ao maior grupo de comunicação do mundo, a WPP),  
  7. Flavio Godinho (braço direito do Eike Batista), 
  8. Carlos Langoni (ex-presidente do Banco Central do Brasil), 
  9. Rômulo de Mello Dias (presidente da Cielo), 
  10. Ruben Ósta (presidente da Visa/Brasil),  entre outros. 
Um time de primeira linha, sem dúvida!


No entanto, um tema apareceu nos debates rubro-negros de forma tão forte quanto o próprio lançamento dessa chapa: a condição de elegibilidade ou não do candidato. Afinal, Wallim Vasconcellos pode ou não ser candidato a presidente do Flamengo?

Não pretendo responder a essa pergunta, já que isto é função do Conselho de Administração do Flamengo, responsável por homologar as chapas dos candidatos aos cargos eletivos. Além disto, se colocarmos vários juristas para analisar a questão, há o risco de termos uma série de opiniões divergentes. Meu objetivo aqui é explicar o problema aos torcedores rubro-negros, já que os meios de comunicação vêm abordando o tema de form um tanto quanto superficial. 

O problema está relacionado à interpretação do estatuto do Flamengo. O Art. 153 trata das condições gerais para o exercício do direito de voto e estabelece, entre outras, que o sócio deverá:
"IV - ter mais de dois anos de vida associativa ininterrupta, se Proprietário, e três anos, se Patrimonial ou Contribuinte, contados da data de admissão;"
Já o Art. 154 estabelece as regras para alguém poder se candidatar a qualquer cargo eletivo no Flamengo e, entre elas, menciona que deve ter direito a voto (portanto estar enquadrado nas condições elencadas no artigo anterior) e:
"e) ter mais de cinco anos de vida associativa ininterrupta"

O estatuto do Flamengo é a Constituição do Clube e é quem determina
as regras para poder ser candidato ou eleitor no clube

Wallim se tornou sócio patrimonial do Flamengo na década de 70, quando muitos que estiverem lendo estas linhas ainda nem eram nascidos. Porém, em um determinado momento deixou de pagar. Eu mesmo já fui sócio patrimonial e também deixei de pagar por acreditar que não estava tendo retorno em relação ao dinheiro que investia, já que não frequentava a Gávea. Em 2010, ele resolveu voltar a vida associativa do Flamengo e adquiriu um título proprietário. Porém, em 2011, a atual diretoria resolveu conceder uma anistia  irrestrita, segundo noticiário à época. Com isto, Wallim vai ao clube se informar e na sua carteira de sócio passa a constar que é sócio desde 1975, gerando condições para que possa lançar sua candidatura.

Mas, quem dera que as coisas fossem simples assim. Se observarmos o estatuto iremos observar que há uma diferença entre votar e ser votado que é a expressão "contados da data de admissão" que aparece no art 153 e não no 154 (releiam acima). A expressão não constar nas condições de elegibilidade faz com que surjam as seguintes indagações:
  1. apenas para votar o tempo irá retroagir até o momento em que a pessoa se tornou sócia do Flamengo? Assim, Wallim poderia votar, mas não ser votado?
  2. o legislador teria esquecido de colocar a mesma expressão  nos dois artigos, pois a principal regra para ser candidato é poder votar? Assim, Wallim teria totais condições de ser candidato?
  3. A anistia concedida teve caráter irrestrito. Isto significa que os sócios tiveram sua inadimplência perdoada sem qualquer restrição. Portanto, não haveria o que se falar em interrupção já que houve o perdão? Desta forma, Wallim seria sócio interrupto desde 1975, como aparece em seu documento oficial de sócio e teria preenchido as condições de elegibilidade?
  4. O estatuto fala em períodos ininterruptos, mas não diz que são os imediatamente anteriores ao pleito. Desta forma, poderia se entender que basta o sócio ter qualquer período de cinco anos sem interrupção para poder ser candidato? Ou seja, por esta interpretação Wallim também poderia ser presidente do Flamengo.
Os juristas e os Conselhos do Flamengo ainda deverão debater muito o assunto.  Como vêem as possibilidades de interpretação são muitas e uma delas é desfavorável ao Wallim. Quem tem ou não razão, veremos nos próximos capítulos. Só espero que a novela não seja longa e penosa ao Flamengo, com uma série de recursos, inclusive no judiciário e que a elegibilidade de um presidente do Flamengo não fique ao arbítrio de juízes, gerando uma instabilidade institucional, uma vez que liminares e decisões judiciais poderiam fazer o clube ficar mudando de presidente ao longo do mandato, sob risco até de anulação de atos. O clube deve estar acima de vaidades pessoais.

O que achou? Ainda ficou com alguma dúvida? Qual a sua opinião sobre a elegibilidade do Wallim Vasconcellos?

Enquanto comentam abaixo, assistam dois vídeos produzido pela @cidagomes sobre o assunto. Em um, quem fala é o Wallim e em outro o BAP.



FLAmém!

PS: Estamos em ano eleitoral e vamos escolher um candidato a prefeito e outro a vereador, que é o responsável pela criação das regras que regulam uma cidade. Daí a importância de analisar bem e escolher com critérios em quem irá votar para vereador para que confusões como esta não atrapalhem o seu dia-adia.

PS2: A anistia foi concedida por uma atual vereadora e candidata a reeleição. Se fosse alguém com mais zelo da condução de seus atos não teria definido mais claramente o que abrangeria e o que não abrangeria o o perdão? Será que Patricia Amorim merece seu voto para vereador?

sábado, 18 de agosto de 2012

O INFELIZ RETORNO DA @RUBRONEGRA

Caríssimos irmãos de fé rubro-negra,
Salve, Salve, FLAleluia!


Em 2009, durante a última campanha eleitoral no Flamengo, a então candidata Patricia Amorim criou o perfil @RubroNegra no twitter. Após a vitória nas eleições, ela optou por não utilizar mais a ferramenta. Três anos depois, novamente em período eleitoral, a presidente do Flamengo reativou sua conta nesta quinta-feira.

No entanto, desta vez usou uma conta protegida (com cadeado). Ou seja, aqueles que não fossem autorizados por ela não poderiam ler suas mensagens. Qual o sentido de uma candidata não querer que o público leia seus tweets? Realmente, não sei. Seria um desconhecimento da ferramenta de comunicação? Ou mais uma estratégia equivocada por parte de sua assessoria?

Contudo, o pior erro foi o timing para sua volta. Não poderia reaparecer em pior momento. Diariamente, observa-se na rede uma série de xingamentos e impropérios atirados contra a atual mandatária do Flamengo. Será que ela não percebeu que as pessoas iriam aproveitar para extravasar suas raivas diretamente contra ela?  Pois foi exatamente o que aconteceu. Abaixo, transcrevo uma seleção com 20 "recadinhos" enviados pela Nação Rubro-Negra:

Autor
Recado para @RubroNegra
patrick
‏@patrick_1972
Vai ser muito xingada... “@RubroNegra: Hoje estamos dando inicio a nossa campanha nas Redes Socias. "Construindo o FUTURO atraves do ESPORTE
Pedrada Rubro Negra
@PedradaRN
Engraçado que Patricia Amorim, a @RubroNegra, só usa twitter de 3 em 3 anos...
Cacau

@claudiasimas
Leiam os tweets da @RubroNegra e vejam como é simples entender pq ela não merece a presidência do @CR_Flamengo nem seu voto para vereadora.
Rafael Burity
 ‏@rafaelburity
@rubronegra espero q Vossa senhoria e tda sua assessoria vá pro inferno e ñ ganhe nem eleiçnao p/ síndica. #vergonha apagar os comments
Diego Maia Gomes
 ‏@DiihMaia
@RubroNegra você ta acabando com Flamengo some mulher ..
Renata Rosa Graciano
@regraciano
@RubroNegra Muda esse nome,pq vc NÃO é Rubro-Negra!Você ñ é digna de usar o MANTO que um dia,Zico já honrou. #Incompetente
Arthur Chrispin ‏

@achrispin
Patrícia Amorim, é uma vergonha você usar @RubroNegra como twitter. Vergonha. Espero que você nunca mais se eleja a nada na vida.
FMAF

@FMAFoficial
Gostaríamos de convidar a @RubroNegra para um bate-bola no#FMAF LIVE, mas ela bloqueou nosso perfil. Bora comemorar no Clipper !
Luis André Oliveira
‏@Luis_AndreCRF
A pior presidente da história de um clube agora no TT.... Vamos ver no que vai dar... @RubroNegra
Leo Lagden
@leoargonio
querida @rubronegra vc ama o Fla? Sai e leva junto a Tríade do Mal! Canelada, Morto e Ibsono!
Ana Carolina
@anacarolinacrf_
@rubronegra não tá na hora de você ir embora do Flamengo não?
João Paulo
@Petrone_JP
@RubroNegra Qual é a explicação de parar de pagar Romário sabendo que a dívida vai crescer bem mais?
Jotapê ‏
@JpPaulino
E não é que a @rubronegra já me bloqueou? Nós que devíamos te bloquear de entrar na Gávea!
Pamela Sousa
 ‏@paamsousa
@crfgustavo @RubroNegra Muita falta de vergonha na cara dela! Com sorte não vai ser reeleita ! O Flamengo merece pessoas competentes.
Pablo Grupillo
@Urubunatico
@RubroNegra Tenha o mínimo de dignidade e pede pra sair! Vc está afundando o Flamengo com tanto amadorismo.
Dr.House_FLA ‏@DrHouse_FLA
Perdeu meu voto Paty :-):-):-) @RubroNegra
#PatriciaNÃO ‏

@cidagomes
E virou chacota RT @Vini_CRFlamengo: O dia em que o Fla foi rebaixado! RT @RubroNegra com 795 votos Pat Amorim e eleita Presidente do Fla
Ad@1LtoN ‏
@adailtonba2
Eu apoio Patricia Amorim (@RubroNegra). Apoio apenas o suficiente para ela cair no precipicio.
 Ceara 
@CEARA4545
O Twitter da pessoa que esta acabando com o Mengão e @RubroNegra, mande sua mensagem pra essa pessoa INCOMPETENTE !!!
Info Flamengo
 ‏@Info_Fla
Eu te odeio ---> @rubronegra


Mas, pintaram também alguns elogios. O problema é que eles vieram de torcedores de outros clubes. 

Autor
Recado para @RubroNegra
Rafael Cassemiro
 ‏@rccassemiro

Torcedor do Fluminense
@RubroNegra fica Paty.. Entrei de sócio só pra te reeleger.. Pelo bem do nosso esporte olímpico..
Ricardo Torres
@RicardotorresBA

Torcedor do Bahia
@rubronegra Patricia Nos torcedores do bahia a agradecemos pelo título baiano pois vc DeixouLomba e levou Joel. 50% do título pertence a ti

Diante de tanto "carinho" da torcida rubro-negra, Patricia resolveu, primeiro, sair bloqueando todo mundo. Quando viu que teria que ser praticamente todo mundo mesmo, desistiu! Abandonou o twitter, apagando sua conta. Foi embora e deixou uma impressão ainda pior na rede social. A sensação é que ficou acuada e não suportou a pressão das críticas. O resultado? Acompanhe:

Autor
Recado para @RubroNegra
martha esteves
@marthaesteves
Paty Amorim reativou o tuinter dela (@rubronegra), mas levou tanta porrada, que ja deletou. Arregou...
Vinicius Paiva
 ‏@vpaiva_ge
Patricia Amorim deletou o perfil de Twitter @RubroNegra - UM DIA após reativá-lo. Algo me diz q desta vez ela caiu na real quanto à rejeição
Gustavo Berocan
 ‏@RubruNegru
Pena que a carreira da Patricia na Gávea não seja tão meteórica quanto no Twitter. Né @rubronegra?
João Paulo
‏@Petrone_JP
Parece que a @Rubronegra não aguentou a pressão e deletou sua conta, foi ótimo ela e seus puxa-sacos saberem o que realmente achamos dela.
+1Flanatico
@RafaMengao13
Sa desativou a conta @RubroNegra kkkkkkkkk pensava que a naçao te apoiaria kkkkkkk
Italo Leite ‏
@ItaloLeite87
A @RubroNegra Patricia Amorim deletou seu twitter antes que eu enviasse meus sinceros xingamentos para com sua pessoa! que droga...
#PatriciaNÃO
@cidagomes
O que estariam ela e seu Staff de Merda pensando sobre a repercussão do @RubroNegra ontem no TT? Vem pro embate Patricia!
Marcos Maciel
 ‏@macielera
Patricia Amorim deletou o perfil de Twitter @RubroNegra, um dia após reativá-lo. Desta vez ela caiu na real quanto à rejeição.
MARCELO Edgard
 ‏@celo22rj
Pede pra sair @rubronegra, pede pra sair @rubronegra, senhor, eu desisto! Kkkkkkkkkkkk
ADT RubroNegro
 ‏@ADTRubroNegro
Patrícia Amorim depois de bloquear 35 milhões de torcedores deletou o perfil @rubronegra . Se não sabe brincar não desce pro parquinho!

Nas eleições no clube, não sei como a atual presidente se sairá, mas no twitter, ela saiu derrotada! Quinta-feira, dia 16 de agosto, o dia em que a Nação Rubro-Negra expulsou a Patricia.

FLAmém!