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terça-feira, 20 de abril de 2010

ESTRAMBÓTICO

Caríssimos irmãos de fé rubro-negra,
Salve, Salve, FLAleluia!

Nós, flamenguistas, temos grande identificação com a vitória. Nossa cobrança é sempre pelo título. Menos, não nos satisfaz. Tem Flamengo em campo, quadra ou mar, temos nós mesmos superando nossos obstáculos e só o triunfo nos serve. E sempre acreditamos ser possível! Não desistimos! Desta forma, somos gigantes, somos do tamanho de nossa fé, como certa vez postou Maurício Neves em seu blog no site oficial do clube. Por isto, nossa história é repleta de grandes e memoráveis conquistas. Assim sendo, não posso ter outra atitude a não ser a de louvar vencedores.

Logo, só me resta reverenciar. Desculpem-me, irmãos, mas é preciso. Não é pecado. Vamos lá....
Parabéns, Joel! Você se deu bem na Gávea porque tem cheiro de sucesso.
E quanto aos botafoguenses? Bem, estes devem estar se lamentando até agora pelo fato de não terem do que reclamar. Como aguentarão viver sem se lamuriar? Se a vitória é o que nos une, com eles o elemento de ligação é a mania de perseguição.

Dito isto, um dúvida: você não acordou, nesta segunda, com uma sensação estranha? Teve decisão, com Mengão em campo e a taça não foi levantada por nós. É ou não é esquisito? E quem levantou o troféu achou tudo ainda mais surpreendente do que nós mesmos. Patético, não?

Por isto, na noite de domingo, com tanta loucura à solta, ficamos até sem o Urublog. Ora, se até o Arthurzão, o grande mestre em teologia desta Igreja, ficou sem palavras, o que terei eu, um mero pastor, a dizer? Portanto, vou trocar de assunto e falar de poesia.... Não, leitor, calminha aí.... Não virou um blog tricolor. Não abandone a leitura! Ainda não estou delirando. Apenas explicarei o título do artigo.

Pois bem, soneto é uma poesia de estrutura fixa que possui 14 versos. Quando um poeta altera esse formato, acrescentando mais alguns versos, o resultado, por não ser convencional, fica estranho, parece esquisito, beira ao ridículo. E sabem como se chama esta poesia derivada do soneto: estrambote, cujo adjetivo é o nome que aparece no cabeçalho deste post. Portanto, estrambótico significa estranho, esquisito, pouco convencional, raro, ridículo, extravagante, patético, etc.

Não é a descrição perfeita deste campeonato? A sua estrutura foi modificada, acrescentaram-lhe um final inesperado, descaracterizando-o. Algo tão raro que já havia 21 anos que não acontecia. Portanto, foi um carioquinha realmente estrambótico.

Olhem bem o jogo final da Taça Rio. Nosso paredão, inacreditavelmente, não defendeu nenhum dos dois pênaltis (mal)batidos contra ele. Não é estrambótico? E nosso Imperador, reconhecido sempre pela força física e potência do chute, perdeu uma penalidade ao cobrá-la de maneira bisonhamente fraca. Estrambótico, não? E o mais impressionante ocorreu no início do dia, quando as informações divulgadas davam conta de que os ingressos para o lado da torcida sem cor tinham se esgotado antes dos nossos. Claro que, no jogo, nossa torcida acabou sendo superior, em quantidade e qualidade, pois até o ridículo possui um limite ético.

O que nos cabe, então? Orar, caríssimos irmãos, para que os efeitos colaterais sejam logo estancados. Que as coisas voltem à sua normalidade. Que a sacudida que o Senhor Rubro-Negro quis nos dar, já tenha surtido efeito. Pois, na quarta, estaremos de novo em nosso templo sagrado. Acreditando, cultuando o Flamengo. Acima de Tudo e de Todos. Afinal, “que torcida é essa?”
Vamos Flamengo.
Rumo ao bi da libertadores.
Eu Acredito e você?

FLAmém!
Sigam @IgrejaFlamengo no twitter

PS: Este foi o primeiro artigo publicado originalmente para este blog, que havia sido recém-criado. Assim considero o dia 20 de abril como sendo o aniversário do "Palavra da Salvação Rubro-Negra".

sábado, 17 de abril de 2010

AGORA É COM A GENTE!

Caríssimos irmãos na fé rubro-negra,
 Salve, Salve, FLAleluia!

Está feia a coisa para o nosso lado. Não é isso que temos acompanhado no noticiário? “Briga de jogadores no vestiário”; “Jogadores do Flamengo envolvidos com polícia”; “Nova confusão envolvendo jogador do Flamengo”; “Imperador aparece com contusão misteriosa”; “Flamengo fica em situação delicada na Libertadores” “Adversário tem semana de treinamento e tranquilidade enquanto Flamengo briga”; etc etc etc blá blá blá

Certa vez, Arthur Muhlenberg disse em seu formidável URUBLOG que a imprensa é o único lugar do Brasil que inverte a ordem natural das coisas, pois lá, os flamenguistas parecem não ser maioria. Mas, não é que existe muito rubro-negro que embarca nessas ondas furadas! Outros fazem ainda pior, pois alimentam o monstro, afinal vários desses assuntos jamais poderiam ter chegado ao público.

O que a galera do arco-íris parece sempre esquecer é que urubu não é peru para morrer na véspera. Quantas vezes não tentaram nos fazer acreditar que “já era”, que “não dava mais para o Mengão”, para algum tempo depois se contradizerem e incrédulos falarem em verdadeiros milagres operados pelo nosso esquadrão.
Ora, se, por acaso, algum dia, os números não nos forem favoráveis, azar dos números. É como pensa um rubro-negro autêntico. Neste ano, é verdade que perdemos algumas batalhas. Talvez até lutas consideradas ganhas. Mas, amigos, as guerras não acabaram. Ainda estamos vivos em todos os campeonatos.

Tal qual a mitológica fênix, o urubu costuma renascer das cinzas, quando o dão por derrotado e destruir a carniça dos adversários. Devotos, não temam! Chegou a hora! Como diziam, está na “hora da onça beber água” e, neste momento decisivo, é que o Flamengo é mais Flamengo do que nunca.

Sabem por quê? Porque agora, é com a gente. É comigo, é contigo, leitor! Somos um povo sofrido, mas não desistimos. Eles querem nos derrotar, nós nos unimos. Eles querem nos debochar, nós abafamos suas vozes com nossos gritos de guerra.

Domingo, estarei em nosso templo sagrado. Quarta, também! Farei a minha parte. Serei uma pequena peça de uma engrenagem capaz de mudar o rumo das coisas. Assim, acredito! Eu posso! Você pode! Juntos, nós podemos! Cada um de nós, numa grande sinergia, cantando e louvando o Flamengo, durante esta jornada decisiva, como toda nossa força é que podemos inflamar o time em campo e, como diria o tricolor, mas sábio, Nelson Rodrigues, “fazer funcionar o milagre do manto sagrado”.

Além do que, com dificuldades, é sempre mais gostoso!

Vamos Flamengo,
Vou ser Campeão!

FLAmém!
Sigam @IgrejaFlamengo no twitter

PS: Texto publicado originalmente no Flamengo, Aspirinas e Urubus e republicado no Magia Rubro Negra e só depois, neste espaço, então, recém-criado.