terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

AS PERGUNTAS QUE NÃO QUEREM SE CALAR APÓS O NAUFRÁGIO PORTUGUÊS

Caríssimos irmãos de fé rubro-negra,
Salve, Salve, FLAleluia!

Como esperado, a frágil caravela portuguesa sucumbiu após o choque com o poderoso transatlântico rubro-negro. Não importa se batemos apenas de leve. O que vale é que os adversários afundaram, coisa que eles já estão mais do que acostumados. No entanto, parece que a profundidade, desta vez, pode ser ainda maior do que eles já puderam presenciar. Então a pergunta que fica é:
- Até onde irão afundar?
Dizem que do transatlântico rubro-negro, urubus aproveitaram o naufrágio e devoraram cardumes de bacalhau que apodreciam nos escombros da nau lusitana. Esta atitude abriu o apetite das esfomeadas aves. Assim, eles partiram em busca de novas vítimas e já estão avistando uma matilha alvinegra e um ramalhalete tricolor. A pergunta que fica, desta vez, é:
- Quem será a entrada e quem será o prato principal?
E, você, caro devoto?  Quais são suas apostas? Até onde o Vasco afundará? Quem deixaremos para a sobremesa: Fluminense ou Botafogo? A única certeza é que, no final, o triunfo será rubro-negro.

Amanhã, culto especial, com a estreia do ungido Ronaldinho. A festa é nossa! Ele saberá agora como é bom ser Flamenguista. Tenho certeza de que amanhã, ele terá mais do que nunca, a ideia de que fechou com o certo e de que a felicidade é vermelha e preta.

FLAmém!

domingo, 30 de janeiro de 2011

O TRANSATLÂNTICO RUBRO-NEGRO E A NAU PORTUGUESA

Caríssimos irmãos de fé rubro-negra,
Salve, Salve, FLAleluia!

Ao passar incólume, após um ano navegando pelas turbulências de um mar completamente revolto, o transatlântico rubro-negro somente demonstrou, mais uma vez, sua força, poderio e grandeza. Felizmente, agora, as águas se acalmaram e a viagem segue com serenidade. Finalmente, os passageiros dão a impressão de estarem se comportando de forma condizente às suas responsabilidades. Passageiros? Sim, a verdadeira tripulação somos nós, que sempre levamos o barco. Os gestores, com seus mandatos, estão apenas de passagem.

Assim, nesta calmaria, vamos seguindo viagem em clima de festa. Até que, de repente, uma embarcação é avistada. Está descontrolada! Parece sem comando! Ao se aproximar, pode-se perceber que se trata de uma caravela portuguesa. Parece transportar cardumes de bacalhau. No descontrole, vários estão saltando de volta ao mar. O navio parece estar sendo abandonado. Passageiros e tripulantes também não se entendem. Está feia a coisa por lá. Enquanto, perigosamente a nau vem em direção ao nosso navio, nossa tripulação, acostumada ao choque contra barcos menores, segue em ritmo de tranquilidade.

O primeiro a pedir a palavra foi o Julio Cesar, direto de sua cabine, batizada com o nome de Tua Glória é Lutar que disse a todos que esse barco basco é fadado ao fracasso. A humildade, para ele, deveria ficar por conta do pessoal da Casa de Máquinas e os que cuidam das armas e munições.
- Em nossa condição de simples tripulantes é permitido avacalhar o adversário.

Gritos comemorativos passaram a ser escutados por todo transatlântico. No entanto, para conter um pouco a euforia antecipada o comandante Felipe Godinho, lá do espaço denominado Magnética RN, falou aos demais tripulantes:
- Cautela e canja de galinha não fazem mal a ninguém. 

Continuou dizendo que o nosso adversário deve estar esfomeado e as supostas avarias que, por caso fortuito, eles possam provocar em nosso navio certamente lhes devolverão um pouco da paz perdida. Mas, deixou claro sua confiança em nossa tripulação e a transmitiu a todos a certeza de que afundaremos o barco rival.

O final de sua fala voltou a ser motivo de comemoração. Não tem jeito! Nossa tripulação é eternamente otimista. Até nos piores momentos, então porque não seria numa hora como esta?

Foi, então, que a Dani Souto, lá na proa, também chamada de Primeiro Penta, pediu a palavra e disse que já teve, no passado, muito gosto de combater o navio português, mas que agora, diante de tamanha superioridade nossa, não tem mais qualquer graça. Ela não deixou de lembrar que a caravela costumava encher, mas que, a cada ano, mais e mais tripulantes parecem abandonar aquele barco.

E você que também é tripulante, o que acha? Exerceremos nosso favoritismo? Ou manteremos nossa recente sina de sermos dominados pelo oba-oba? Deixe sua opinião, enquanto aguardamos a batalha real, no Oceano conhecido como Engenhão, logo mais às 19:30h.

Vamos Flamengo....
FLAmém!

PS: Novos devotos, vocês que aportaram há pouco por aqui, querem me conhecer mais um pouco? Que tal ler as entrevistas que concedi ao mundo virtual rubro-negro: FLAGRANTES DA NAÇÃO (05/11/10) e MANIAS E NOTÍCIAS (15/01/11)?

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

COMO EU ESCALARIA O TIME

Caríssimos irmãos de fé rubro-negra,
Salve, Salve, FLAleluia!

Como já há muita gente boa falando sobre táticas, análises técnicas e fornecendo informações sobre o Flamengo, ao criar este blog meu objetivo foi o de entretenimento, de zoação mesmo. No entanto, para desespero de meus patrocinadores (necessários, já que não cobramos o dízimo), às vezes resolvo publicar um texto mais sério, o que descaracteriza um pouco o blog e faz com que minha média habitual de 10 leitores e meio (orgulhosamente, sempre há uma criança entre eles) se transformem em 4 e meio (pelo menos, a criança nunca desiste).

Já... as mas línguas dizem que nessas raras ocasiões em que falo seriamente é porque não estou sob efeito da mesma substância que fez o Wanderley comemorar os gols daquela forma alucinada e correr feito um maluco atrás de qualquer bola, o que provocou até mesmo um bizarro atropelamento do goleiro adversário.

Mas, mesmo correndo tamanho risco, farei um post não habitual e falarei sobre a forma que acho que o Flamengo deveria jogar a partir da próxima quarta-feira.  Bancarei aqui o Luxemburgo. Ou melhor, já que estamos falando de religião, baixarei aqui um santo do @TozzaFla. Claro, que sem a prancheta eletrônica e aquele programa gráfico dos botões.

Por mim, o time deveria jogar no tradicional 4-4-2. Para quem gosta de muitos números, poderíamos chamar de 4-2-2-1-1. Para quem não gosta de misturar matemática com futebol, darei os nomes aos bois. Começo pelos quatro defensores. Na lateral direita, Léo Moura, para desespero da @cidagomes. Mesmo tendo jogado mal contra o Americano, em minha modestíssima opinião, ainda é o melhor lateral em atividade no Brasil. Na zaga, enquanto Juan não chega, sinceramente tanto faz. Podem ficar os dois garotos do último jogo (Welinton e David). Já na esquerda, o Renato é lento e o Egídio muito "mais ou menos". Pela maior experiência e chute forte, colocaria o Canelada de início. Gostaria de testar o Jorbison em alguns jogos. Só não podem colocar o tal do Alvim.

Como volantes, Williams e Maldonado e, como meias-armadores, Thiago Neves e Bottinelli. Sobre o nosso novo camisa sete, lembro que, nos Flores, ele chegou a atuar mais avançado e, até mesmo, em alguns jogos no início, mais recuado (quase como um volante). Mas, a posição que melhor rendeu foi no meio e não aberto pela direita como querem montar a SeleFla-Barcelona.

O Ronaldinho jogaria livre caindo pelas duas pontas e voltando um pouco para buscar o jogo. Para quem gosta da linguagem dos "técnicos-professores", jogaria como um pêndulo. No comando do ataque, pela experiência, insistiria com o Deivid, até onde a paciência aguentar. Deixando o Wanderley como opção. Lembrando que temos ainda o Diego Maurício.

Por esta formação sugerida, os volantes ficariam mais fixos, cobrindo os avanços, não simultâneos, dos laterais. Os meias teriam a companhia de um dos laterais e do Ronaldinho. Os volantes poderiam aparecer na frente como homens-surpresa. Como o nome diz, precisariam surpreender o adversário. Assim, não podem virar armadores como tentaram fazer (sem sucesso, obviamente) com o Williams no passado. Nos avanços dos cabeças-de-área, um dos meias teria que voltar ou nenhum lateral avançar.

Durante os jogos teríamos sempre as ótimas opções do Vander e do Marquinhos. Aos poucos (bem devagar) também poderíamos aproveitar o Carioca para ir lançando os campeões da Copinha.

Vamos ver na quarta, o que Luxemburgo irá fazer? E, para você, qual a melhor maneira de escalar esse time?

Ah! Mas, antes de quarta, temos que enfrentar os ex-Vices da Gama? Sim, verdade! Mas, não perderei tempo com jogos sem perigo, não é mesmo? Vamos pensar no Nova Iguaçu, Boavista e Resende que já provaram em campo serem melhores testes para as semi-finais.

FLAmém!

PS: Pessoal, vamos deixar de ser "insuportavelmente corretos". Como falei, este é um blog de zoação! Não acusei o Wanderley de jogar dopado, como tão pouco escrevo fazendo uso de quaisquer substâncias. Da mesma forma que debochei de mim mesmo, ao dizer que escrevo coisas alucinadas, fiz uma brincadeira com a forma atabalhoada de nosso atacante, embora tenha enaltecido sua "fome de bola". Relaxem!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Enquanto isto, naquela portaria....

Caríssimos irmãos de fé rubro-negra,
Salve, Salve, FLAleluia!

Quarta-feira, pela manhã, um morador de um prédio de luxo, com seus sessenta e poucos anos, desce para sua caminhada matinal. Ao vê-lo saindo do elevador, vestido com o Manto Sagrado, Moacyr, o jovem faxineiro do condomínio, aproxima-se com  um largo sorriso e o cumprimenta:
- Seu Luiz Roberto, somos campeãããõoooo! Que bela vitória na Copinha, hein?

Logo, estão trocando um abraço, numa clara demonstração de quebra da barreira social que somente o Flamengo é capaz de proporcionar.
- Pois é. Conseguimos nosso primeiro título do ano.

- Podes crer... É nosso! 2011... é nosso. Num tem pra ninguém!

- Conseguiu ver o jogo?

- O horário foi ruim, mas deu para filar a tv da portaria. Chegava ali perto do Seu Zé e dava aquela espiadinha...

- Aliás, este vascaíno não perde um jogo do Flamengo, não é verdade?

- Ora, Doutor... Pode amar ou odiar, mas todos se ligam no Mengão. Um vascaíno, como Seu Zé, então... Vascaíno se liga mais no Flamengo do que no time deles.

- Não é para menos, certo? Mas, você disse uma grande verdade: ninguém fica indiferente ao Flamengo.

- Aliás, deixa eu perguntá pro Senhor, que é um sujeito bem informado. O Senhor acredita que esta conquista teve o dedo do Zico?

- Não deixa de ter.... O Rafinha, um dos destaques, passou pelo CFZ e o técnico também veio de lá. Além disto, ele sempre disse que a prioridade seriam as divisões de base. Ele brigou para que empresários não fatiassem o passe dos garotos. Pelo que disse a presidente, o passe de todos é do Flamengo. Então, a influência, até pelo pouco tempo em que o Galo esteve por lá, foi pequena, mas podemos dizer que ela aconteceu.

- Não sei se foi pequena... Só deles terem sentido a presença do Zico... Foi a luz que precisavam...

- Você está parecendo um filósofo, Moacyr. Acho que você tem toda razão!

Após aumentar, ainda mais, o sorriso que já não lhe cabia na boca, o faxineiro continuou:
- E de quem o senhor gostou? Será que algum deles fará sucesso no time de cima?

- Este deveria ser o principal objetivo de nossa diretoria. É difícil competir com a Europa. As empresas pouco investem em jovens, pois não dão retorno publicitário imediato. Mas, não podemos perdê-los da mesma forma que aconteceu com nossas últimas revelações. O Flamengo doou vários talentos. Esta é que é a infeliz verdade.

- Pois é... Temos ótimos jogadores. E um grande time começa por um grande goleiro. Gostei do César!

- Ah, mas aposto que você o xingou quando andou falhando no início, não? - provocou Luiz Roberto!

- É, mas.... passou... Ele foi um paredão. Tínhamos um Muralha, que também tem futuro, mas ele foi a nossa verdadeira muralha.... kkk

- Na verdade, ele é jovem. Mostrou qualidades. Tem tempo para corrigir as falhas que apresentou.

- Agora, vamos torcer no Carioca. Temos elenco para disputarmos tudo este ano, não acha?

- Sem dúvida... Sem dúvida.. Aliás, por falar em Carioca, vou aproveitar que o Seu Zé também está aqui para mostrar a vocês um vídeo que achei na internet..



Após mostrar, com ajuda de seu smartphone, o vídeo acima, ele comenta:
- Pois é, Zé... Temos certeza de que a coisa está feia lá na Colina quando nem mesmo um português conhece o Vasco....

Antes de sair, ainda ouviu o Moacyr gritar:
- Rumo a um 2011 em vermelho e preto!

FLAmém!

domingo, 23 de janeiro de 2011

CREIO EM UM 2011 RUBRO-NEGRO

Caríssimos irmãos de fé rubro-negra,
Salve, Salve, FLAleluia!


Estou de volta! Após pequena pausa para repor as energias, retorno à Casa do Senhor Rubro-Negro pronto para pregar a Palavra da Salvação e mostrar que o caminho da verdadeira felicidade passa pelo amor ao Flamengo Supremo! FLAleluia, irmãos!

E para quem duvidava do Profeta, este ano de 2011 está aí para provar que ele tinha razão ao dizer que somos o Povo Escolhido! Após um rápido purgatório, mas provavelmente necessário, uma vez que a escrita do destino é feita por meio de linhas tortas, estamos com tudo ajeitado para retornarmos ao Paraíso.

Temos uma promissora safra de jovens talentos, como podemos observar na atual Copa São Paulo de Futebol Júnior. Chegamos à finalíssima, o que não ocorria desde 1990, quando revelamos jogadores como: Djalminha, Marcelinho Carioca, Marquinhos, Paulo Nunes, Nélio, Júnior Baiano, Rogério, Fabinho, Fábio Augusto e Piá. Pois, 21 anos depois, novamente temos a esperança de podermos repetir um slogan que não vinha sendo demonstrado na prática: "Craque, o Flamengo faz em casa!"! 

O melhor é que não precisamos viver apenas de promessas futuras. O presente também se mostra bastante animador. Não pelos resultados em si, afinal estamos em começo de temporada e só enfrentamos times fracos. O otimismo se justifica pela qualidade dos jogadores que formam nosso elenco e pelas opções táticas disponíveis. Claro que precisamos de reforços em uma ou duas posições. Mas, qual outro clube que também não precisa? E para contratar jogadores medianos, que chegam ganhando fortunas, somente para compor o elenco, muito melhor deixar espaço para a base aparecer.

O maior problema parece ser nosso histórico recente. Quando muito se esperou, o Flamengo decepcionou. Ao contrário, quando ninguém, por nós, nada deu, o Flamengo cresceu. No entanto, dizer que o Flamengo não pode entrar favorito é pura balela. Conversa fiada! Afinal, somos sempre favoritos. Em qualquer competição. Por mais desorganizados e sem jogadores à altura de nossas tradições que apresentássemos, ninguém nunca foi louco de dizer que o Flamengo não venceria uma competição. A força do Flamengo, sabemos, está na voz e no pensamento da Nação. Nós somos o verdadeiro Milagre do Manto!

O problema é que no Flamengo tudo é gigante. Assim, favoritismo se confundia com arrogância e otimismo virava "oba-oba". Mas, sou de um tempo em que isto não era assim. O Flamengo justificava seu favoritismo em campo. Não há motivos para pensar que isto não possa voltar a ser assim. Basta que nossos jogadores tenham humildade! Que aprendam com o Messias, que o Manto deve ser honrado e que apenas o nome não basta, é preciso dedicação e vontade. É necessário que saibam que o Flamengo é maior que todos eles. Comportando-se, desta forma, não tenho dúvidas, os títulos virão naturalmente e todos terão seus nomes eternizados no panteão da Glória rubro-negra.

Que 2011 FLAssim seja!

FLAmém!

PS: Durante as férias, fui entrevistado pelo Manias e Notícias.