sábado, 2 de novembro de 2013

#RIP LIMINHA - ADEUS, CARREGADOR DE PIANO

Caríssimos irmãos de fé rubro-negra,
Salve, Salve, FLAleluia!

Nesta sexta-feira, perdemos Liminha, vítima de uma infecção generalizada (septicemia). Herdeiro de uma galeria de jogadores que criaram grande identificação com a Maior e Melhor Torcida do Mundo, sem serem exatamente craques, mas por encarnar o Espírito Rubro-Negro, se desdobrando em campo.

Nascido na cidade de Tietê (SP), em 15 de junho de 1944, João Crevelim começou a carreira no Comercial de Tietê, chegando à equipe principal com 17 anos e participando da conquista da terceira divisão paulista em 1962.


Depois passou pelos modestos Corinthians de Presidente Prudente e Votuporanguense, onde, ao disputar a segunda divisão paulista, foi descoberto por um olheiro do Flamengo. Muitos afirmam que ele veio como contrapeso do habilidoso Cardosinho, que acabou ficando pouco tempo na Gávea.

Assim, sem alarde, Liminha chegou ao Flamengo no segundo semestre de 1968 e fez história. Segundo a Flapedia, ele atuou em 513 partidas e marcou 29 gols (foi o oitavo jogador que mais vestiu o Manto Sagrado).


Por jogar ao lado do Carlinhos, aquele mesmo que foi técnico de dois títulos brasileiros nossos e que tinha o apelido de Violino, por causa de sua reconhecida classe e do seu futebol refinado, Liminha foi chamado de Carregador de Piano (dando origem ao termo utilizado até hoje para identificar aqueles que trabalham duro para que outros possam brilhar). Também teve a alcunha de O Motorzinho da Gávea, recebida do saudoso radialista Waldir Amaral.


Segundo o pesquisador Marcelo Bebiano, Liminha teria feito uma promessa que, em caso de vitória sobre o Vice da Gama, voltaria a pé para a concentração do Flamengo. Conseguimos o resultado favorável e ele cumpriu a palavra, andando do Maracanã até São Conrado.

Ficou no Flamengo até 1975 e se transferiu para o Operário (MT), onde pendurou as chuteiras. Após se aposentar, Liminha voltou ao Flamengo como treinador da base.]


Descanse em Paz, Guerreiro Rubro-Negro, você que tanto honrou o Manto e que irá brilhar para sempre no alto do nosso Panteão Sagrado!


 FLAmém!

Um comentário:

  1. Bela Homenagem. Obrigada pela chance de conhecer a carreira e história do Liminha. SRN.

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